terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Cidade de São Paulo tem mais prédios do que casas pela primeira vez

A capital paulista tem, pela primeira vez, mais residências verticais, ou seja, em prédios, do que residências horizontais, mostra estudo divulgado pelo Centro de Estudos da Metrópole (CEM), Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O dado faz parte de um conjunto de notas técnicas intitulado Políticas do Urbano, Desigualdades e Planejamento. Os trabalhos sobre planejamento municipal, mobilidade, participação social e orçamento foram divulgados em setembro, quando ocorreu o Fórum SP 21. 


A primeira nota técnica explora o tema do estoque residencial formal do município entre 2000 e 2020. Foram utilizadas informações da Secretaria da Fazenda Municipal (SF), as quais servem de base para o lançamento do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU). Ficam de fora, portanto, favelas e loteamentos não regularizados. “Tem aí entre 20% e 25% das residências em São Paulo fora desse universo”, explica Eduardo Marques, diretor do CEM. 


De acordo com os pesquisadores, a expansão dos prédios se dá com o significativo crescimento dos imóveis verticais de padrão médio, assim como pelo dos imóveis verticais de padrão alto. O texto da nota aponta que “a cidade parece estar acelerando um processo de elitização das tipologias residenciais”. No ano 2000, São Paulo tinha 1,23 milhão de imóveis residenciais horizontais, ocupando 152 milhões de metros quadrados (m²). No mesmo período, eram 767 mil unidades verticais em 108,7 milhões de m². Dez anos depois, as casas eram 1,37 milhão em 183,7 milhões de m² e os imóveis verticais somavam 1,38 milhões, numa área de 190,4 milhões de m².


Para saber mais informações, Vale o Clique!


Via: Agência Brasil

Editora: Carolina Tomazoni Siniscarchio 

segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

12 tendências da arquitetura para aproveitar melhor os espaços abertos




De olho nesta nova configuração do morar, selecionamos ambientes da CASACOR Minas e outros criados por profissionais mineiros para seus clientes para te inspirar a mudar a decoração da sua área externa. A seleção foi baseada em 12 tendências apontadas pela agência WGSN e por pesquisas de instituições como o Sebrae e pela FixR, empresa internacional especializada em consultoria de construção, arquitetura e decoração. 1) Integração suave entre área interna e externa A arquitetura fluida com respiros verdes da Casa da Serra de Junior Piacesi para a CASACOR Minas ilustra bem a tendência de integração quase imperceptível entre os ambientes externos e internos. Materiais, iluminação e ventilação naturais se encarregam de conferir a atmosfera peculiar do espaço. Tudo sugere que o que está fora, está dentro e vice-versa. 2) Descontextualização dos cômodos Uma varanda que se transforma em home office, um quarto que pode se transformar em uma varanda... Este apartamento reformado por Juliana Vasconcellos usa da escolha cuidadosa de materiais para permitir uma versatilidade na função de cada espaço. 3) Cozinha na área externa A possibilidade de receber convidados com segurança na área externa de casa, evitando assim a contaminação dos espaços internos, fez com que a demanda por cozinhas em ambientes abertos se tornasse uma realidade. Na área gourmet desta casa projetada pela 2 Quartos Arquitetura, ela ocupa lugar de destaque. Para saber mais, Vale o Clique! Via Revista Encontro Editora: Naely

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Galeria comercial foi revestida com cores de terra molhada e vidros multicoloridos na Coréia do Sul

Construída ao sul da capital Seul, a loja de departamentos Galleria Gwanggyo foi projetada para ser um marco no bairro habitacional da região. O escritório de arquitetura responsável foi o OMA. “A primeira vez que viemos a Gwanggyo, a cidade inteira parecia uma grande condição temporária, perdendo qualquer senso de permanência”, explicou Chris van Duijn, do escritório OMA. “É por isso que concebemos o projeto como um ponto de gravidade para Gwanggyo – na forma de um cubo de pedra, como se fosse a origem da cidade”, disse van Duijn.

O edifício em forma de cubo é revestido com triângulos de pedra em mosaico. A mistura das cores bege, marrom e terrosa foi projetada para fazer o edifício parecer uma laje de rocha ou um corte transversal de terra. Quebrando a forma geométrica da loja de departamentos de 10 andares, há uma passagem de vidro multifacetada que envolve o edifício, projetando-se da fachada.





“O prédio inclui programa voltado para o público mais do que o varejo, incluindo um centro cultural e um jardim na cobertura do edifício”, continuou van Duijn. “Por isso o loop deve atrair as pessoas para fazerem o longo percurso (540m) da calçada até o telhado e estimular a ocorrência de outras atividades além do varejo”. De acordo com o escritório de arquitetura, a passarela multifacetada de vidro ajudará a conectar as funções de varejo do edifício com suas áreas de lazer. Um mercado de alimentos e delicatessen estão localizados no porão do prédio, com oito andares de varejo acima dele. Junto com escadas e elevadores, todos os andares são conectados por um circuito externo de vidro. O oitavo andar contém bares e restaurantes, o nono e o décimo um cinema multi-tela e o décimo primeiro um espaço descrito como “lounge e academia”.


“Por meio da colaboração com o arquiteto de classe mundial, Rem Koolhaas da OMA, é bem recebido nacional e internacionalmente por sua arquitetura criativa que é diferente do formato típico de loja de departamentos”, disse o presidente e CEO da Hanwha Galleria, Eun Soo Kim. “Galleria Gwanggyo é a mais bela loja de departamentos e deve se tornar um marco único que representa a Coreia e o mundo, fornecendo uma nova inspiração para os clientes.”  As fotografias são de Hong Sung Jun. Confira!


Via Engenharia É

Editora: Naely


quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Ar condicionado bonito e funcional tem consumo zero de energia


Ant Studio, com sede em Nova Deli, criou um aparelho de ar condicionado de consumo zero de eletricidade para combater verões brutalmente quentes na capital da Índia. Construído para a fábrica de equipamentos DEKI Electronics, esta solução de baixa tecnologia, eficiente em energia e artística para o calor sufocante, aproveita o poder do resfriamento por meio da evaporação. A instalação inovadora em favo de mel é feita com tubos de argila cônica que naturalmente reduzem a temperatura ambiente.
Construído como parte de um projeto de embelezamento maior para a DEKI Electronics, a inovadora instalação de resfriamento é altamente funcional e adiciona um toque artístico. A forma e o tamanho dos cones densamente compactados da estrutura de colmeia foram determinados usando análises computacionais avançadas e técnicas modernas de calibração. Quando a água escorre pela estrutura – basta molhar os cones apenas uma ou duas vezes por dia – o processo de evaporação diminui gradualmente a temperatura do ar. As unidades porosas absorvem a água que então se infiltra na superfície externa onde ela evapora e se transforma em ar frio. O fluxo de água esvazia-se em um recipiente e dá à instalação um lindo efeito de cachoeira.
“Eu acredito que esta experiência funcionou bastante. As descobertas desta tentativa abriram muito mais possibilidades, onde podemos integrar esta técnica com formas que poderiam redefinir a maneira como olhamos para os sistemas de resfriamento, um componente necessário, porém ignorado, da funcionalidade de um edifício. Toda instalação pode ser tratada como uma peça de arte”, disse Monish Siripurapu, fundador da Ant Studio. “O perfil circular pode ser transformado em uma interpretação artística, enquanto as águas que caem proporcionam um ambiente reconfortante.” O protótipo é capaz de arrefecer o ar quente acima de 50 graus Celsius a temperaturas inferiores a 36 graus Celsius em torno da estrutura, enquanto a temperatura atmosférica cai para 42 graus Celsius. Os arquitetos vêem a instalação em forma de favo de mel como uma solução escalável de baixa tecnologia para o resfriamento natural, bem como uma instalação artística que incorpora métodos artesanais antigos. Vale o Clique! Via Engenharia É Editora: Naely


segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

AGi Architects projeta o Pavilhão de Oportunidades na Expo 2020 Dubai

Projetado por AGi Architects, Mission Possible, o Opportunity Pavilion da Expo 2020 Dubai oferece engajamento social e intercultural por meio de uma plataforma universal e urbana. Oportunidade é um dos três temas principais da exposição deste ano, juntamente com Sustentabilidade e Mobilidade, que exploram como podemos "desbloquear o potencial de indivíduos e comunidades, destacando que cada um de nós tem um papel a desempenhar na criação de mudanças positivas". A estrutura se assemelha a uma grande praça pública com uma identidade arquitetônica universal, já que o local transcendeu gerações, culturas e eras.

O pavilhão também inclui uma cobertura que flutua 32 metros acima do solo, simbolizando os sonhos que as pessoas aspiram realizar. O elemento em forma de nuvem é composto por seis camadas têxteis de tecido sobre estruturas metálicas, protegendo a praça da exposição solar direta. A cobertura trabalha com transparência, luz, sombras e cores, mudando constantemente com relação à hora do dia, luz e movimento das pessoas. Uma camada de cerâmica cobre o solo e as fachadas do pavilhão, dando a impressão de que a estrutura está envolta por um tapete de terracota. O projeto ajuda a enfatizar os espaços públicos do pavilhão e como os humanos circulam e interagem dentro dele. A praça é colocada em dois níveis, ligando a encosta do terreno e servindo como um espaço metafórico entre as nuvens acima e a Terra abaixo.

Com a Expo 2020 Dubai inaugurada na semana do dia 01 de outubro de 2021, novas fotos de drones do local destacam as características da água e do jardim. Com o objetivo de “explorar o poder das conexões na formação do nosso mundo”, a Expo 2020 Dubai acontecerá de 1º de outubro de 2021 a 31 de março de 2022, sob estritas regulamentações da Covid, após um ano de atraso devido à pandemia mundial. Juntamente com o Pavilhão de Oportunidades do AGi Architect, o masterplan da HOK combina dois outros distritos temáticos: o Pavilhão de Sustentabilidade “Terra” de Grimshaw e o Pavilhão de Mobilidade “Alif” de Foster + Partners. Para saber mais, Confira!

Via: Archdaily Editora: Carolina Tomazoni Siniscarchio

domingo, 16 de janeiro de 2022

Zaha Hadid Architects vence concurso para a reforma da antiga estação ferroviária de Vilnius, Lituânia

O escritório Zaha Hadid Architects acaba de ser eleito o vencedor do concurso internacional para o projeto da nova Estação Central de Trens da cidade de Vilnius, na Lituânia. Chamado pela equipe de ‘Green Connect’, o projeto procura estabelecer um novo centro integrado de transportes assim como promover a reurbanização e a qualidade de vida no centro da cidade—além de estar alinhado com o plano de desenvolvimento sustentável de Vilnius para os próximos anos. Priorizando pedestres e ciclistas, a proposta desenvolvida pela ZHA pretende modernizar a antiga estação ferroviária de Vilnius, incorporando uma nova passarela sobre os trilhos conectando o bairro de Naujininkai com o centro da cidade.

Dessa forma, a proposta ressignificará a “infraestrutura ferroviária existente, permeando-a de forma a restabelecer o vínculo entre distintas áreas da cidade, além e servir como um novo centro intermodal de transportes para toda a região, conectando o país à nova linha ferroviária do Báltico, que aproximará ainda mais a Lituânia dos seus países vizinhos do norte da Europa”.

O concurso foi organizado pela companhia que administra a rede ferroviária no país, a Lietuvos Geležinkeliai, em parceria com a Prefeitura de Vilnius, e o projeto selecionado busca reaproveitar a estrutura existente da estação, acrescentando uma nova passarela e outros 9.500 m2 de áreas úteis ao antigo edifício. As novas plataformas de embarque estão situadas em uma plataforma suspensa de 46 metros de largura e 150 metros de comprimento, além disso, “a estrutra da nova passarela se transforma gradualmente ao longo de seu comprimento; fluindo desde a cobertura inclinada do telhado, definido pelo frontão triangular da antiga estação neoclássica, para então assumir formas e geometrias mais suaves e dinâmicas, minimizando a escala do edifício junto ao novo acesso principal no bairro de Naujininkai”.

Para saber mais, Confira!

Via: Archdaily Editora: Carolina Tomazoni Siniscarchio

sábado, 15 de janeiro de 2022

Arquitetura do metaverso: o que é, quem construirá e por que é importante?

Metaverso é, definitivamente, a palavra da moda mais quente no mundo da tecnologia atualmente. Ao contrário do metaverso centralizado chamado Oasis em Jogador nº1, as comunidades de tecnologia acreditam que o metaverso deve ser um ecossistema aberto e interoperável, não dominado por uma única empresa. Como disse Mark Zuckerberg, “esperamos que no futuro, perguntar se uma empresa está construindo um metaverso soará tão ridículo quanto perguntar a uma empresa como está indo a Internet.” Ao mesmo tempo, a Roblox e a Epic Games, atualmente as empresas mais atuantes neste debate, também acreditam que o metaverso deve ter genes descentralizados para evitar ser monopolizado por algumas forças. Cada um faz sua contribuição para o metaverso por meio da criação de conteúdo, programação e design de jogos. As contribuições também podem agregar valor ao metaverso de outras maneiras.

Por muitos anos, a Internet consistiu basicamente em um catálogo 2D com hiperlinks, mas agora, finalmente, ela começa a ficar interessante com o potencial para experiências 3D, mudando a maneira como trabalhamos, fazemos compras e vivemos. Nesse sentido, como os arquitetos poderão desempenhar um papel na criação e desenvolvimento do grande metaverso? O mundo inteiro está testemunhando uma grande mudança da economia real para a economia digital, e a integração das duas foi acelerada drasticamente desde o início da pandemia global. Vimos várias lojas de material de construção fecharem suas portas, ao mesmo tempo em que a marca de moda Balenciaga optou por estrear sua coleção mais recente em um videogame. Proprietários de imóveis comerciais estão lutando porque os inquilinos estão abandonando os escritórios ou buscando opções menores, enquanto empresas de videoconferência como a Zoom obtiveram enorme sucesso e explodiram em meio à pandemia. Queiramos ou não, a Covid-19 mudou nossa cultura de trabalho, acelerou o crescimento do e-commerce e transformou a forma como as empresas operam.

Os itens digitais já representam um mercado de mais de US$ 10 bilhões e, para que os itens digitais tenham valor real e duradouro, eles devem existir independentemente de uma entidade que possa decidir a qualquer momento remover ou desativar o item. O valor dos NFTs é, portanto, entendido como a certificação da criação do item digital como "único". E essa criação digital pode ser qualquer coisa, incluindo arquitetura digital. A artista Krista Kim, de Toronto, vendeu a primeira casa digital em NFT por mais de meio milhão de dólares. Isso é mais do que o preço de uma casa real em muitas cidades da América do Norte. Outra tendência no mundo da criptografia é investir em imóveis virtuais. Imóveis baseados em blockchain em mundos virtuais valorizaram como resultado do frenesi do mercado de NFT que começou no início de 2021. Um pedaço de terreno virtual no mundo online baseado em blockchain Decentraland foi vendido por mais de US$ 900.000 recentemente.

O metaverso precisa de conteúdo massivo para entreter os usuários. Precisamos de experiências como parques de diversões virtuais, cinemas virtuais, concertos virtuais, cassinos virtuais, escolas virtuais. Para os arquitetos, o metaverso é um território virgem cheio de possibilidades e uma utopia sem as restrições do mundo físico. Os arquitetos podem criar projetos exclusivos apoiados em NFT para pessoas que gostam de colecionar ativos únicos. Os arquitetos também podem construir ativos digitais como cidades, edifícios, móveis, esculturas, nuvens de pontos, texturas etc., e vendê-los diversas vezes para mundos virtuais, jogos e filmes. Além de projetos estáticos, os arquitetos também podem desenvolver “fórmulas” de design em que os usuários podem ajustar os parâmetros para gerar vários resultados, como scripts para o Grasshopper ou ativos digitais no Houdini. Embora a arquitetura seja um negócio relativamente local, você pode fornecer produtos e serviços digitais em todo o mundo. Pode ser difícil encontrar clientes que valorizam seu design em sua região, mas é muito mais fácil encontrar usuários que apreciam seu gosto em todo o mundo.

Para saber mais, Vale o Clique!


Via: Archdaily
Editora: Carolina Tomazoni Siniscarchio