sábado, 30 de outubro de 2021

Proposta vencedora do concurso para o Museu Marítimo do Brasil busca "retomar a proximidade com a água"

Organizado pelo Departamento Cultural do Abrigo do Marinheiro (DCAMN), em parceria com a Marinha do Brasil e o Departamento do Rio de Janeiro do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB/RJ), o concurso nacional para o Museu Marítimo do Brasil teve como vencedora a equipe composta pelos escritórios messina | rivas (São Paulo, Brasil) e Ben-Avid (Córdoba, Argentina). O grupo binacional apresentou um projeto que busca "retomar a proximidade com a água e o que ela pode representar como espaço comum entre as diferenças".

Nessa paisagem marítima, a água é o “espaço comum” por excelência pois, a um só tempo, nos aproxima e afasta da figura do outro, isto é, do desconhecido e do imprevisível – tudo o que as cidades contemporâneas parecem sintomaticamente negar. É justamente aí, nesse “espaço comum” inconstante, que as navegações atravessam, articulam e disputam as diferentes identidades culturais e naturais. Portanto, se antes o horizonte das navegações era o encontro com novas terras, hoje é o encontro com novas águas, ou melhor, com novos “comuns”.  

O sitio do Espaço Cultural da Marinha onde será implantado o MMB pode ser entendido através de duas espacialidades distintas, a saber: a de um largo, curto e amplo, e a de um píer, longo e estreito. A diferença espacial entre ambos é oportuna pois exigirá respostas projetuais diversas e complementares. 

Por ser onde o sitio encontra a cidade, o largo exige um cuidado urbano particular.  Em seu entorno, identificamos três situações que vão orientar a proposta de um edifício. A primeira é o eixo viário da avenida Presidente Vargas, coroado pela igreja da Candelária. A segunda é a orla Prefeito Luiz Paulo Conde que costura os projetos de requalificação da região central. E a terceira são as proporções dos edifícios do entorno imediato. 

Já o píer, por sua espacialidade peculiar e afastamento urbano pelas águas, exige um cuidado paisagístico especial. Há duas situações que prevalecem nesse local e que vão orientar a proposta projetual. A primeira é a sua condição primordial de proximidade com as águas que possibilitou os mais variados usos durante a sua trajetória histórica na área portuária. E a segunda é a sua inevitável presença linear na paisagem tanto de quem caminha pela orla quanto de quem navega pela baia. 



VIA ARCHDAILY

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Editora: Maria Karolina Milhomens

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