quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Inaugurado o primeiro edifício em madeira do Brasil


As lajes de CLT são novidade no mercado brasileiro, mas já vem ganhando espaço e importância na construção civil mundial. O primeiro prédio em altura construído com madeira engenheirada no Brasil já está aberto ao público. A loja conceito da marca de chocolates Dengo fica na Av. Faria Lima e tem 4 pavimentos. As lajes são de CLT, uma novidade no mercado brasileiro, que vem ganhando espaço e importância na construção civil mundial.

O projeto foi desenvolvido pelo escritório de arquitetura Matheus Farah e Manoel Maia.  As placas importadas foram fornecidas pela Urbem, que está em fase de implementação da primeira fábrica nacional em larga escala de madeira engenheirada. Já as vigas e pilares, foram produzidos pela empresa brasileira Rewood, que também foi responsável pela montagem da estrutura de madeira. 

Para Manoel Maia, sócio do escritório, a escolha do material é uma inovação que converge com a preocupação do cliente com o meio ambiente. “A madeira é um material com baixo impacto ambiental, que captura carbono durante sua produção e gera uma obra mais limpa, leve e rápida”, relata.

Memórias afetivas

O projeto procurou reproduzir o clima do filme Fantástica Fábrica de Chocolates com maquinário de 1940 e tubulações à mostra. Os dutos transparentes abastecem o moinho com grãos de cacau, permitindo que os clientes assistam ao vivo a confecção de produtos personalizados.

No térreo, o visitante encontra um café e uma loja. No primeiro andar, há uma sorveteria e um espaço onde as crianças podem fazer seus próprios chocolates. O terceiro andar conta com uma área para drinks feitos com produtos brasileiros e um generoso espaço para eventos, integrado à área externa.

Mesas e bancadas estão à disposição dos visitantes em todos os pavimentos. As aberturas e transparências permitem que tanto o exterior da loja como a divisão entre os andares possam ser observados.   “O piso é feito de caquinho, material tradicionalmente paulista – assim como a Dengo-, que surgiu do reaproveitamento da produção de cerâmica na cidade se tornando muito comum entre os revestimentos nacionais. Ele também remete ao piso vermelho das fazendas de cacau na Bahia”, reforça o arquiteto.

Via Ciclo Vivo

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