segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Construção do novo Polo Aeronáutico brasileiro está prestes a começar



As obras do Antares, novo polo aeronáutico que vai ser erguido na região metropolitana de Goiânia, na cidade de Aparecida de Goiânia, vão começar em março de 2021.

O empreendimento foi pré-lançado oficialmente em outubro e vai receber um investimento de R$ 100 milhões. A comercialização de lotes já começou e diversas empresas aeronáuticas da região já garantiram seu espaço, entre elas a Quick Aviação e a Fênix Aviação.

Empresas atuantes em outros segmentos relacionados, como o Grupo Tecnoseg, de segurança privada, e investidores privados também estão garantindo lotes no Antares Polo Aeronáutico. 

“Estamos muito contentes com a receptividade do projeto e do volume de negócios fechados até agora”, disse Rodrigo Neiva, Diretor Comercial do Antares. Com 209 hectares de área, o polo aeronáutico será voltado para aviação executiva, manutenção e operações logísticas.

A construção do empreendimento será em cinco fases e para o lançamento serão disponibilizados apenas 100 lotes para venda. A estrutura de apoio e a pista ficarão prontos em 2024.

A pista do Antares terá 1.800 metros de extensão, podendo receber todos os modelos de aviação geral, monomotores, bimotores e jatos executivos, até o porte do Gulfstream 650, por exemplo. 


O empreendimento deve atrair empresas de táxi aéreo, serviço aeromédico, manutenção, hangaragem, escolas para formação de pilotos e estrutura de apoio, com comércio, restaurantes e hotel. A expectativa é atrair também indústrias, em especial fábricas de peças aeronáuticas e motores para aviação, entre vários outros, além de empresas voltadas para o segmento de logística. 

O Centro-Oeste concentra grande parte da movimentação da aviação executiva no Brasil e o Antares quer absorver parte dos 63 mil pousos e decolagens realizados na região todos os anos. 

O novo empreendimento será capaz de atender diversas necessidades em um só lugar, com um diferencial importante: os lotes poderão ser adquiridos, o que não acontece hoje nos demais aeroportos do país, em que são concedidos sob diferentes modelos de contratos que podem ser suspensos, gerando incertezas sobre os negócios.

O Grupo Empreendedor responsável pelo Antares inclui as empresas Tropical Urbanismo, Innovar Construtora, CMC Engenharia, BCI Empreendimentos e Participações e RC Bastos Participações.

Diferenciais do Antares

Ao todo foram necessários nove anos para aprovação do projeto. A licença da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) já foi concedida, assim como as devidas licenças ambientais.

Para empresas dos segmentos de aviação, de logística e indústrias de maneira geral, um dos principais atrativos será sem dúvida os incentivos fiscais já aprovados. Graças a uma lei de incentivo aprovada junto à prefeitura de Aparecida de Goiânia no ano passado, as empresas que se instalarem no Antares vão pagar 2% de ISS (Imposto sobre Serviços) por 20 anos, enquanto em outras cidades o valor chega a 5%.

Além disso, a essas empresas serão concedidos 3 anos se isenção no ITU (Imposto sobre propriedade territorial urbana) e ainda alíquota reduzida do IPTU (Imposto predial e territorial urbano), variando de 0,08% a 0,3%.

Ainda, toda a área do Antares foi incluída no plano diretor de Aparecida de Goiânia como área de interesse econômico e social do município, e foi editada uma lei específica no município que criou a área do sítio aeroportuário, com diretrizes de construção nas imediações do aeroporto e especificações para desenvolvimento da região.

No Centro-Oeste, os estados de Mato Grosso e de Goiás estão entre os sete maiores do Brasil em termos de frota de aeronaves da aviação geral e a região também possui 46% dos aeródromos privados do país, sendo que 399 estão no Mato Grosso.

A região é dona de uma frota de 3.595 aeronaves, e houve um crescimento de 1% em 2017, sendo que no Brasil no mesmo período a frota expandiu apenas 0,1%. O Centro-Oeste também acumula o título de dono da maior frota de aeronaves agrícolas, com 470 unidades.

Em todo o Brasil, a frota de aviação geral ultrapassa as 15 mil aeronaves e se posiciona como a segunda maior do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

Via Aeroin

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