sexta-feira, 11 de junho de 2021

Casa feita com impressora 3D abre suas portas para inquilinos

A primeira casa do Projeto Milestone, uma iniciativa da Universidade de Tecnologia de Eindhoven que deseja criar casas feitas com impressoras 3D, recebeu seus primeiros moradores no mês passado. Elize Lutz e Harrie Dekkers receberam as chaves da futurística residência que pode ser o futuro da construção nos próximos anos.

Essa é a primeira das cinco casas que serão entregues pelo projeto Milestone no subúrbio de Eindhoven, cidade a 124 quilômetros de Amsterdam. O Milestone foi anunciado em 2018 e conclui sua primeira entrega.

“Eu vi o desenho desta casa e era exatamente como um jardim de conto de fadas. É lindo!”, disse Elize. Seu companheiro Dekkers tinha preocupações sobre a praticidade do lugar, mas descobriu que o lugar era o certo para ele: “Parece um bunker – é seguro”, disse Dekkers.

“Com este projeto e as técnicas de impressão usadas, demos passos importantes no desenvolvimento da impressão 3D em concreto na construção”, disse Weber Benelux, CEO da construtora Bas Huysman, que fez a casa.

A casa foi projetada com auxílio de uma impressora 3D, que modelou paredes em 24 partes de argamassa que foram encaixadas facilmente pelos construtores. A ideia da Universidade de Eindhoven é automatizar ainda mais o processo de construção civil e acelerar a construção de casas através da nova tecnologia.

Com 94m², a casa de concreto tem uma arquitetura absolutamente futurística, mas é bastante confortável e, por dentro, parece uma casa normal.

Via Hypeness

quinta-feira, 10 de junho de 2021

LEGO anuncia seu maior conjunto: o mundo, para ser montado em 12 mil peças


Um mundo feito de peças de LEGO – literalmente: esse é o novo conjunto de peças de montar que a gigante dinamarquesa de brinquedos acaba de anunciar como seu próximo grande lançamento. E a escolha da palavra “grande” aqui não é por acaso: a novidade será a própria Terra, em um mapa mundi formando por nada menos que 11.695 peças que montam um LEGO de 64 cm por 102 cm para ser, quando pronto, posto na parede. Trata-se do maior conjunto de peças já lançado pela empresa, que virá com um manual instruindo a montagem – construir, afinal, o mundo, não é tarefa simples.
Intitulado LEGO Art World Map, o lançamento supera com folga, portanto, o recorde anteriormente estabelecido pelo Coliseu feito de LEGO – que por seis meses foi o maior conjunto de peças de montar lançado pela marca, exigindo o encaixe de 9,036 peças para formar o imenso anfiteatro símbolo do império romano. As peças de encaixar do novo mapa mundi são em sua maioria pontos coloridos em duas dimensões, formando assim essencialmente o contorno dos continentes – o que pode dificultar ainda mais a vida de quem decidir enfrentar o brinquedo.
Para facilitar a vida dos que quiserem construir o mundo de LEGO, o suporte sobre o qual o mapa deve ser montado se divide em doze peças menores, a fim de facilitar o processo, que depois também se encaixam para enfim formar o resultado completo. O lançamento foi pensado também para servir como um daqueles mapas em que se pode “marcar” os países que já foram visitados, e posto na parede como uma divertida peça de decoração.

E como criatividade é sempre palavra de ordem, e uma parte da graça dos LEGOS é poder montar os conjuntos sem se preocupar tanto em fazer do jeito certo, a própria empresa incentiva que, por exemplo, a parte correspondente aos oceanos no mapa – que naturalmente representa boa parte da superfície do brinquedo – possa ser montada como o usuário bem entender, se valendo de cores variadas, formatos inusitados, desenhos criativos e mais: o mundo, afinal, nesse caso é mesmo seu. O LEGO Art World Map com suas quase 12 mil peças estará à venda a partir do dia 1 de junho, anunciado por 249,99 dólares – equivalentes a cerca de 1.306, 54 reais.

Via Hypeness

quarta-feira, 9 de junho de 2021

China lança carro elétrico inspirado no Fusca da VolksWagen







A marca chinesa Ora divulgou o design completo do Punk Cat na abertura da exposição Auto Shanghai 2021. Com linhas retrô, o modelo elétrico é claramente inspirado no Fusca da Volkswagen.
Como você pode observar nas imagens, a montadora chinesa não teve medo de “copiar” o veículo clássico da fabricante alemã VolskWagen. Apesar dos traços modernos, ele apresenta o tradicional corpo e detalhes arredondados combinados com aos enormes para-choques.
Já em seu interior, o Punk Cat traz nostalgia e futurismo. Por exemplo, o painel traz um único medidor digital de velocidade atrás do volante com linhas clássicas. Ao lado dele, há uma grande tela LCD horizontal com sistema multimídia. De acordo com a montadora, o Punk Cat foi desenvolvido para atrair o público feminino para os elétricos. As peças publicitárias destacam que o corpo lembra uma carruagem de contos de fadas, apresentando ilustrações de castelos e uma princesa.

A Great Wall Motors, é dona da marca Ora, entretanto não revelou planos para exportar o elétrico. Contudo, haverá um grande público interessado em adquirir esse modelo fielmente inspirado no clássico da VolksWagen.

O nome Punk Cat foi escolhido em uma votação pública pela internet encerrada no dia 18 de abril. As outras opções disponíveis eram: elf cat, noble cat, persian cat, royal cat e big orange cat.

Curiosamente, a marca Ora tem outros três modelos com nomes que homenageiam os gatos: Good Cat, White Cat e Black Cat. Durante o Auto Shanghai 2021, também foi revelado o Lightning Cat, uma “cópia” do Porsche Panamera com design menor.

O modelo tem motor elétrico de 143 cv e autonomia de até 501 km.

Via Engenharia É











terça-feira, 8 de junho de 2021

Conheça a ferrovia mais alta do mundo





A Ferrovia  Qinghai-Tibet que está localizada em um dos ambientes mais extremos da terra, liga Xining, província de Qinghai, a Lhasa, Região Autônoma do Tibet, na China.

O comprimento da estrada de ferro é de 1,956 km. A construção dos 815 km, no trecho entre Xining e Golmud foi concluída em 1984 e a seção de 1,142 km entre Golmud e Lhasa foi inaugurada em julho de 2006. Para que ela fosse concluida foram assentados mais de 1000 km de trilho em uma região deserta,  7 túneis foram escavados, 675 pontes sobre vales e rios erguidas, e 45 estações criadas.

Esta ferrovia é a primeira a ligar o Tibete a qualquer outra província, que, devido a sua altitude e terreno, é a última província na China continental a ter uma ferrovia. Foram investidos US$ 3,68 bilhões e dispondo de 140 mil operários.

Via Engenharia É

segunda-feira, 7 de junho de 2021

Cabana revestida com cobre se destaca em meio aos Alpes italianos


Nos Alpes italianos, a mais de 3 mil metros acima do nível do mar, uma cabana de cobre se destaca em meio à natureza. Situada no Vale Aurina, na Itália, o pequeno edifício de seis andares, denominado Sasso Nero (pedra preta, em italiano), é um refúgio com capacidade para abrigar até 50 pessoas. O projeto, realizado pelo estúdio de arquitetura Stifter + Bachmann foi pensado para resistir à condições adversas, como furacões e nevascas.
Por conta do terreno íngrime, a cabana foi projetada para ocupar o menor espaço possível. Assim, o estúdio optou por empilhar os andares e construir um pequeno edifício. Os seis andares são divididos entre o piso térreo, dois níveis inferiores, que aproveitam um declive da montanha, e três superiores.

O térreo conta com um amplo restaurante e uma janela que oferece vista panorâmica de 360° para o cenário montanhoso. Já os andares inferiores são destinados às áreas de serviço. Por fim, os três últimos andares contam com dormitórios com camas para até 50 visitantes. Os quartos foram projetados para duas ou dez pessoas e possuem janelas com vista para os Alpes.

Os interiores da cabana são revestidos com madeira extraída de pinho-alemão, uma árvore conífera que é encontrada em regiões com climas temperados e boreais. O material é utilizado tanto nas paredes e nos telhados, quanto nos móveis.

Já na parte externa, o edifício é completamente revestido com cobre. O material foi escolhido pelo estúdio, pois era extraído na região até o final do século XIX. Além disso, os arquitetos apostaram no revestimento por conta da variação da cor do cobre ao longo do tempo. Com isso, a expectativa é que o material perca o brilho e a tonalidade original e fique com um aspecto cada vez mais semelhante às pedras escuras da montanha.

Via Casa Vogue

domingo, 6 de junho de 2021

Um país dividido - segregação e desigualdade urbana na África do Sul


A África do Sul é um país dinâmico e em constante evolução - que nos últimos anos viu o surgimento de marcos que alcançaram reconhecimento global. Na Cidade do Cabo, há a exclusiva fachada do Zeitz Museum of Contemporary Art Africa do Heatherwick Studio. Em Cabo Ocidental há a cobertura de concreto solta da Capela Bosjes, projetada por Steyn Studio. E, em um projeto revelado apenas no ano passado, está a Biblioteca Presidencial Thabo Mbeki em Joanesburgo, inspirada em um celeiro, projetada pelo vencedor da Medalha de Ouro Real RIBA em 2021, Sir David Adjaye.

Esses marcos desempenham, ou vão desempenhar, um papel significativo na formação do futuro patrimônio arquitetônico da África do Sul. Coexistindo com eles, no entanto, está a desigualdade espacial que é uma característica de muitas cidades sul-africanas - uma desigualdade nascida dos legados deixados pelo governo racista do Apartheid da África do Sul. O apartheid, longe de ser um sistema apenas codificado por leis, também era estrutural. Cidadãos negros do país impedidos de acessar certos espaços e relegados a áreas residenciais chamadas de townships. Os planejadores urbanos do regime do apartheid buscaram segregar as cidades da África do Sul em linhas raciais - e esses legados continuam sendo uma parte intrínseca do tecido urbano sul-africano.

Em nenhum lugar essa divisão é mais aparente do que na movimentada metrópole que é Joanesburgo. Maior economia municipal do país, foi fundada como cidade de mineração após a descoberta do ouro. Hoje, é o centro econômico da África do Sul, sua população é complementada por pessoas atraídas por ela de outras cidades sul-africanas e migrantes de outros países africanos. Enquanto os negros eram empurrados para o sul da cidade - para as vilas, os brancos proprietários das minas construíam mansões que se transformaram nos subúrbios ricos que existem hoje em Joanesburgo. Muitas vezes, essa desigualdade é visível em um sentido muito literal, como o subúrbio de Primrose a leste de Joanesburgo sobreposto ao assentamento informal adjacente de Makause. As famílias negras têm menos probabilidade de viver em subúrbios de classe média, e o número de negros que moram em subúrbios antes brancos permanece baixo.

"Há uma razão para esse ritmo glacial de mudança. Joanesburgo é um microcosmo da África do Sul. O Banco Mundial disse em maio de 2018 que a África do Sul continua sendo o país economicamente mais desigual do mundo. Os níveis de pobreza são mais altos entre os negros. Os brancos constituem a maioria da elite ou os primeiros 5% da população. Daí a persistência da segregação espacial." - Justice Malala, jornalista sul-africana

Mais ao sul de Joanesburgo, na cidade costeira da Cidade do Cabo, um legado marcante da destruição urbana causada pelo Apartheid é o Distrito Seis. Estabelecida em 1867 como uma comunidade diversificada de mercadores, artesãos, escravos libertos, trabalhadores e imigrantes, a área era um centro vibrante com ligações estreitas à cidade e ao porto. No início do século XX, começou a marginalização de seus moradores. Os negros foram deslocados à força em 1901, e o governo do Apartheid a declarou uma área somente para brancos em 1966. As demolições ocorreram depois disso, com mais de 60.000 pessoas forçadas a se mudar para Cape Flats, cujas casas foram demolidas pelo governo.

Hoje, o Distrito Seis existe como uma coleção de terrenos baldios, com entulho ainda presente e os contornos visíveis do que costumavam ser ruas da cidade. Seus ex-moradores conseguiram lutar contra o empreendimento privado - alguns deles até conseguiram retornar às terras que antes possuíam. O contraste entre o Distrito Seis e o Centro da Cidade do Cabo, no entanto, não poderia ser mais claro. O Museu do Distrito Seis, ao fazer um brainstorming de uma visão para o futuro da área, vê a restituição de terras como uma oportunidade para o desenvolvimento da área como um patrimônio cultural, e olha para a regeneração urbana como um método para melhor integrar a economia do Distrito Seis com a da Cidade do Cabo.

Joanesburgo e o Distrito Seis na Cidade do Cabo servem como um microcosmo da desigualdade espacial urbana que existe na África do Sul. Uma desigualdade que só existe na África do Sul contemporânea devido à arquitetura opressora do governo do Apartheid. Essa desigualdade molda onde os edifícios são construídos, onde as pessoas querem morar e onde os fundos públicos são alocados. Longe de existirem isoladas, as desigualdades presentes nas cidades em que vivemos são, sem dúvida, moldadas pelo seu passado.

Via ArchDaily

sábado, 5 de junho de 2021

Exposição na Bienal de Veneza trará detalhes da maior estufa tropical do mundo


Durante a Bienal de Arquitetura de Veneza, será apresentado o projeto da maior estufa de floresta tropical do mundo, desenvolvida sob uma única cúpula. Batizada de Tropicália, a construção será detalhada em uma exposição que contará com maquetes, desenhos, croquis e vídeos do planejamento da estufa.  A mostra será organizada pela Zuecca Projects, uma organização cultural sem fins lucrativos, que atua na concepção de projetos interdisciplinares nas áreas da arte contemporânea, arquitetura e cinema.

A exibição tem a curadoria de Alessandro Possati, diretor de Zuecca Projects, e Arch. Thomas Coldefy, diretor do escritório de arquitetura Coldefy & Associés Architectes Urbanistes, que também colaborou com o projeto. Segundo os organizadores, a exposição visa transmitir uma mensagem ambiental e educativa. Nela, as pessoas poderão aprender sobre as proezas da engenharia e arquitetura e a singularidade da estufa. Além disso, o espaço também receberá conferências com profissionais da área, para investigar e discutir sobre os temas e desafios que a Tropicália possui.

A previsão é de que a estufa seja construída em 2024 na costa de Côte d'Opale, no norte da França. O local oferecerá aos visitantes a possibilidade de conhecer um ambiente de uma floresta tropical de 20.000 m², coberto por uma cúpula de 35 metros de altura. Com temperatura interna ventilada de 26°C, o espaço acomodará uma grande variedade de pássaros, borboletas, peixes, répteis e plantas exóticas.

Via Casa Vogue

sexta-feira, 4 de junho de 2021

DERIVA DO BEM 2021

Em 2021 estão programadas algumas ações para a celebração, então fique ligado em nossas redes sociais. Venha conosco nesse passeio fotográfico, revivendo cada momento, respire fundo e sorria. 

E se você participou de alguma edição e não compartilhou conosco as 5 fotografias e o depoimento, sempre é tempo. Envie suas fotografias, depoimentos, e não se esqueça de nos dizer qual edição você está registrando. 

Aguardamos seu email: derivadobem@gmail.com


Projeto Sede do Instituto Favela da Paz está na Bienal de Veneza


A 17ª Mostra Internacional de Arquitetura da Bienal de Arquitetura de Veneza (La Biennale di Venezia), na Itália, teve início no dia 22 de maio e seguirá até 21 de novembro. Nesta edição, um projeto social brasileiro que integra arquitetura, arte e sustentabilidade estará em exposição neste que é o maior evento arquitetônico do mundo sob o Tema Time Space Existence.

Trata-se da construção da Nova Sede do Instituto Favela da Paz – IFP e a requalificação do seu entorno no bairro Jardim Ângela, no extremo sul da cidade de São Paulo-SP. Quem está liderando esse projeto é o escritório de arquitetura Atelier O’R.

O que tem de inovador? A requalificação urbana que tem como foco estimular uma sensação de pertencimento na comunidade local despertando a consciência de que o espaço publico é de todos e é importante entendê-lo como ambiente a ser cuidado, renovado e preservado.

“Com novas ferramentas tecnológicas, arte, design e estratégias sustentáveis, integramos a favela na cidade de forma a reduzir a discriminação paralisante que existe ali e romper com a linha divisória que marginaliza quem está do lado da favela, para o lado da cidade”, explica a arquiteta que está à frente dessa proposta, Patrícia O’Reilly.

Com o tema “Transformar a Utopia da Favela à Cidade em realidade”, o objetivo é oferecer um espaço urbano e arquitetônico propício à formação de mão de obra sustentável e geração de renda. Modelo que pode ser replicado em outras regiões do país e internacionalmente.

Segundo ela, além de requalificar o entorno e promover a inclusão social de centenas de pessoas, há um foco na valorização cultural, saudabilidade e sustentabilidade, com uma forma disruptiva de apresentar a sustentabilidade na cidade.

Cidade e Natureza

A sede está sendo pensada para, entre outros aspectos, integrar a natureza na cidade. As paredes verdes e os telhados verdes vão captar água da chuva para reuso na própria sede com diversos usos, como irrigação do paisagismo nativo, cultivo de horta. Haverá ainda a formação de profissionais que poderão trabalhar com agricultura urbana, por exemplo.

“A Bienal é uma oportunidade única de levarmos para fora novas técnicas de reconstrução do espaço urbano considerando a urgência de reinserir espécies vegetais nas cidades, reduzindo o efeito ilha de calor. Um exemplo é o Sistema Construtivo que, justamente, integra muros verdes, sistemas de captação de água, tratamento de esgoto e telhados verdes”, ressalta João Manuel Feijó, engenheiro agrônomo e especialista em Design biofílico da Ecotelhado.

Com foco em transformar o espaço público degradado em um ambiente agradável para viver, estudar e conviver, o projeto recebeu, em fevereiro, o 1º Lugar no Prêmio e Fórum SP de Inovação Tecnológica no Esporte, Saúde, Lazer e Construção 2021, realizado pela Federação Nacional das Entidades do Terceiro Setor.

Bienal Veneza

O público pode conferir vídeos e a maquete da Nova Sede do Instituto Favela da Paz no Palazzo Mora, pela curadoria do New York International Contemporary Art Society com organização do ECC – European Cultural Centre e Saphira & Ventura Gallery.

Via Ciclo Vivo

domingo, 30 de maio de 2021

Placas solares no deserto do Saara poderiam suprir todo o consumo mundial

Hoje, milhões de pessoas ao redor do globo já produzem a sua própria energia por meio de painel solar próprio, mas apenas um único projeto instalado no maior deserto do mundo poderia suprir todo o consumo mundial.

Segundo o professor e PhD em matérias nucleares Mehran Moalem, em entrevista concedida para o site da revista americana Forbes, seria possível atender toda a demanda elétrica do planeta com apenas 1,2% do território do Saara coberto por placas fotovoltaicas.

Moalem explica que a extensão territorial do deserto, em conjunto com seus fatores climáticos únicos, torna o Saara o local perfeito para a instalação de uma usina solar fotovoltaica mundial.

Afinal, energia do sol é o que não falta no Saara. Segundo os cálculos da NASA, a forte e longa incidência solar diária no deserto entrega cerca de 2 a 3 kilowatts-hora de energia por m².

Dessa forma, Moalem calcula que um espaço de 355 km² do deserto, que se estende por mais de 9 milhões de km², seria suficiente para gerar 17,4 Terawatts de energia, equivalente ao consumo elétrico da população do planeta em 2018.

Mesmo com o potencial da fonte solar e a viabilidade das placas solares, no entanto, o especialista alega que o projeto ainda enfrentaria várias barreiras.

A primeira delas seria o dinheiro necessário para a construção da usina de dimensões faraônicas, que teria um custo total aproximado de 5 trilhões de dólares.

Uma vez que tal projeto dificilmente deve sair do campo teórico, mais pessoas a cada ano investem no seu painel solar como forma de economizar os gastos e, de quebra, contribuir para a sustentabilidade do nosso planeta.

No Brasil, por exemplo, mais de 600 mil consumidores já aproveitam a energia produzida pelo sol, especialmente consumidores residenciais cansados das altas contas de luz, e os quais encontram na fotovoltaica a solução perfeita de como economizar energia em casa.

Com a crise do setor elétrico causada pela pandemia do covid-19 e os novos aumentos nas faturas previstos para os próximos anos, sem contar as incessantes bandeiras tarifárias, o cenário é alarmante e mais consumidores são esperados entre os proprietários de telhados solares no país.

De acordo com o último Plano Decenal de Expansão de Energia, elaborado pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética), até 2030 esse público da energia solar no Brasil pode chegar a 3 milhões de consumidores.

Via The Greenest Post

sábado, 29 de maio de 2021

Sistema modular é abrigo seguro para abelhas




Um sistema modular composto por vários tubos furados que dão abrigo seguro para abelhas – inseto que é essencial para a produção global de alimentos. Esta é a proposta da designer australiana Amelia Henderson-Pitman, que já recebeu vários prêmios pelo seu projeto. 

Na Austrália existem mais de 1.700 espécies de abelhas nativas, mas somente 11 espécies vivem em colmeias e produzem mel. Cerca de 70% vivem no solo e as demais fazem ninhos em gravetos e buracos na madeira. A perda de habitat é uma das razões para o declínio das abelhas e Amelia resolveu dar uma forcinha projetando o Pollen: sistema que fornece o abrigo perfeito para as abelhas.


Repleto de orifícios com diâmetros variados, diversas espécies de abelhas podem se beneficiar. Os tubos possuem formato hexagonal, imitando colmeias, e são encaixáveis, de forma que pode ser extensível ao tamanho que a pessoa desejar. A composição ainda pode embelezar o ambiente ao redor. 

O sistema pode ser instalado em qualquer local, desde ambientes internos, como na parede do jardim residencial, até estruturas externas de edifícios. O importante é incentivar o cuidado e manutenção das abelhas em áreas urbanas. 

A ideia é que os módulos sejam feitos com madeira, bambu e PET reciclado. O sistema ainda é composto por um espaço onde pode ser realizado um pequeno plantio. Junto ao produto, um livreto é disponibilizado com instruções sobre a montagem e também sobre a identificação das abelhas nativas, comportamento e as melhores espécies de flores a serem plantadas para atrair as abelhas. 

O sistema Pollen ganhou o Prêmio Frank Fisher 2019 de Design Mais Sustentável da Universidade de Tecnologia de Swinburne, foi nomeado um dos 10 projetos mais inovadores do Festival de Design Virtual 2020 e também foi nomeado para Graduado do Ano de 2020 pelo Instituto Australiano de Design, além de participar do Prêmio James Dyson de 2020.

Via Ciclo Vivo

sexta-feira, 28 de maio de 2021

Caneta feita de prata dispensa uso de tinta e promete durar para sempre

Ter uma caneta sempre à mão, que não precise ser carregada porque a tinta dura para sempre. Essa ideia foi colocada em prática por uma startup inglesa e ganhou o nome sugestivo de ForeverPen.

Medindo pouco mais de dois centímetros de comprimento, a caneta foi feita para escrever sobre qualquer tipo de superfície. Em vez de tinta líquida, ela possui uma substância sólida que permite uma escrita uniforme e não sofre a ação do tempo.

Ela só não garante uma letra bonita, nem um traçado perfeito, já que esses fatores dependem da habilidade — ou da falta dela — na hora de usar o equipamento.

Técnica antiga x tecnologia

A inspiração para criar a caneta que nunca acaba veio da técnica centenária de desenho conhecida como ponta de prata. Com ela, antigos artesãos e escribas traçavam contornos arrastando um haste ou fio de prata sobre uma superfície macia, geralmente cera ou casca de árvore.

A ForeverPen segue o mesmo princípio e utiliza um composto de prata misturado a outros metais como titânio, cobre e zinco, que dão resistência e fazem dela um utensílio multifuncional e, no mínimo, curioso.

A ideia é que a caneta também seja usada em outras tarefas do dia a dia, como abrir tampas, cortar papéis ou rasgar envelopes. Além de inquebrável, ela também é antiferrugem e à prova d’água.

Financiamento coletivo

O projeto está sendo financiado por uma vaquinha virtual na plataforma Kickstarter, onde já arrecadou mais de US$ 377 mil (cerca de R$ 2 milhões). Cada caneta custa 29 libras esterlinas, ou R$ 218 na conversão direta.

A entrega mundial do produto está prevista para acontecer em agosto deste ano.“Estamos extremamente empenhados em minimizar o nosso trabalho diário e fazer tudo o que pudermos para tornar a ForeverPen uma realidade o mais breve possível”, disse o responsável pelo projeto, Pascal Friedmann.

Meio ambiente

Como a caneta foi projetada para durar para sempre, os idealizadores esperam poupar o meio ambiente das milhares de canetas comuns que são jogadas no lixo diariamente ao redor do planeta.

Sem metais pesados na composição de sua tinta, a ForeverPen não apresenta risco de contaminação. Além disso, as embalagens que serão utilizadas para enviar cada unidade aos compradores são 100% de material reciclado.

“Estamos fazendo a nossa parte criando e entregando um produto pensado para ser ecologicamente amigável desde a sua concepção, reduzindo o impacto produtivo a praticamente zero”, completa Friedmann.

Via Canal Tech

quinta-feira, 27 de maio de 2021

Portugal inaugura maior ponte suspensa de pedestres do mundo


Portugal inaugurou no fim de abril a maior ponte suspensa de pedestres do mundo. Com 516 metros de extensão e que une dois desfiladeiros a 175 metros de altura, a nova atração turística fica em Arouca, norte do país.

A ponte sobre o rio Paiva foi constituída com 127 placas de aço e grades metálicas de 1,20 metros de largura, fixadas por cabos de aço a pilares em forma de “V” localizados em cada extremidade.

A 516 Arouca superou em 22 metros a ponte Charles Kuonen, nos Alpes suíços, e que tem 494 metros de extensão.

A atração fica dentro do Arouca Geopark, reconhecido em 2009 pela Unesco como área de conservação em razão do seu patrimônio geológico.

Os ingressos para a 516 Arouca custam a partir de de € 12 (cerca de R$ 77, para adultos entre 18 a 65 anos). É preciso reservar com antecedência o passeio.

A ponte levou cerca de dois anos para ser construída e custou cerca de US$ 2,8 milhões (mais de R$ 15 milhões).

Via Catraca Livre 

quarta-feira, 26 de maio de 2021

Concreto sem cimento?

Pesquisadores japoneses desenvolveram um novo método de produção de concreto - sem usar cimento.

Eles ligaram diretamente as partículas de areia por meio de uma reação simples em álcool, na presença de um catalisador.

Se puder ser escalonada economicamente do laboratório para a indústria, a descoberta tem potencial para mudar não apenas todo o setor de construção civil, mas também reduzir drasticamente as emissões de carbono originadas da produção de cimento.

O material de construção mais utilizado hoje no mundo é o concreto, que é uma mistura de agregados (areia e brita), água e cimento. E a produção de cimento responde por 95% da pegada de CO2 do concreto - para cada quilograma de cimento produzido, 0,7 kg de CO2 são liberados para a atmosfera.

Além disso, apesar de haver uma grande quantidade de areia no mundo, a disponibilidade de areia para a produção de concreto é bastante limitada porque as partículas de areia devem ter uma distribuição de tamanho específica para fornecer fluidez ao concreto - não dá para usar a areia do Saara para fazer concreto usando cimento, por exemplo.

Assim, uma nova abordagem para produzir concreto, sem usar cimento, e a partir de materiais inesgotáveis, pode ser revolucionária.

Substituto do cimento

Yuya Sakai e Ahmad Farahani, da Universidade de Tóquio, fizeram um paciente trabalho de alquimia para encontrar um composto que conseguisse unir os grãos de areia sem precisar do cimento.

Eles acharam o candidato ideal no tetraalcoxissilano, um composto capaz de induzir um processo conhecido como transição sol-gel - o resultado final é um gel.

"Os pesquisadores podem produzir tetraalcoxissilano a partir da areia por meio de uma reação com álcool e um catalisador por meio da remoção da água, que é um subproduto da reação. Nossa ideia era deixar a água para fazer a reação alternar reversivelmente de areia para tetraalcoxissilano, para unir as partículas de areia entre si," explicou Sakai.

Parece simples, mas a ideia foi apenas o primeiro passo da alquimia.

Os pesquisadores colocaram um copo feito de folha de cobre dentro de um reator com areia, álcool e os silanos, e então variaram paciente e sistematicamente as condições de reação: Quantidades de areia, de álcool, do catalisador e dos agentes de desidratação, além da temperatura de aquecimento e do tempo de reação.

Segundo eles, obter um produto com resistência suficiente para funcionar como concreto envolveu principalmente encontrar a proporção certa de areia, silanos e álcool.

"Nós obtivemos produtos suficientemente fortes com, por exemplo, areia de sílica, contas de vidro, areia do deserto e areia da Lua simulada," contou Farahani. "Essas descobertas podem promover um movimento em direção a uma indústria de construção mais verde e econômica em todos os lugares da Terra. Nossa técnica não requer partículas de areia específicas usadas na construção convencional. Isso também ajudará a resolver as questões de mudança climática e desenvolvimento espacial."

Construções mais duráveis, aqui e no espaço

Como a nova técnica não depende do formato das partículas de areia, ela pode permitir construir edifícios e estruturas em regiões desérticas - até mesmo na Lua ou em Marte.

Além disso, embora a equipe não tenha realizado testes de resistência, eles acreditam que o concreto sem cimento pode ter uma durabilidade melhor do que o concreto convencional porque a pasta de cimento comum é relativamente fraca contra o ataque químico e apresenta grandes variações de volume devido à temperatura e umidade, o que faz o concreto trincar e rachar com facilidade.

Via Inovação Tecnológica

terça-feira, 25 de maio de 2021

Governo italiano revela design da nova reforma da arena do Coliseu


A Itália desde o fim do ano passado tem planos de reformar a arena do Coliseu, uma de suas principais atrações turísticas, mas até então o projeto se mantinha numa fase de prospecção – ou melhor, encontrar engenheiros que apresentassem a melhor proposta. Esta semana, o governo do país enfim apresentou ao mundo o novo design do “chão” do monumento, que deve dessa vez ocupar toda a área superior para dar aos turistas e visitantes um gostinho de como era a vida dos gladiadores no passado.

Concebido pela firma de engenharia Milan Ingegneria, o projeto apresentado pelo ministro da Cultura Dario Franceschini usa um sistema de treliças de ripas de madeira para revestir os mais de três mil metros quadrados da arena, a fim de não apenas permitir que o público passeie pelo espaço mas também tenha a oportunidade de conferir o sistema de labirintos do subsolo. É uma resolução que expande a proposta anterior, que restringia consideravelmente a área de visitação para deixar a céu aberto o que vinha debaixo. Você pode conferir o design no vídeo acima.

Além de confirmar que a reforma vai usar apenas materiais sustentáveis – as ripas serão feita de madeira Accoya – o CEO da Milan Ingegneria, Massimiliano Milan, diz à CNN que a estrutura é toda reversível, permitindo que o governo possa modificá-la ou reformá-la sem maiores problemas nos próximos “30, 50 ou 100 anos”.

A expectativa é de que a reforma comece ainda este ano e termine até 2023, com a arena podendo servir de espaço para eventos e novas atrações turísticas.

Via B9

segunda-feira, 24 de maio de 2021

Ícone metabolista Nakagin Capsule Tower corre risco de ser demolida em Tóquio

O destino de um dos exemplos mais icônicos da arquitetura metabolista, a Nakagin Capsule Tower de Kisho Kurokawa, pode ter tido selado, encaminhando-a à demolição. O edifício foi vendido pela associação responsável pela gestão do condomínio, segundo informações publicadas pelo jornal Japan Forward. A demolição da Torre tem sido intensamente especulada nos últimos anos devido ao estado precário da estrutura e incompatibilidade com os atuais padrões estruturais para resistir a terremotos.

Proposta ousada de crescimento orgânico e extrema flexibilidade, a torre de Nagakin enfrenta um momento de incertezas, apesar de seu reconhecimento internacional e lugar de prestígio na história da arquitetura moderna. Nenhum anúncio oficial sobre a possível demolição foi feito até o momento, no entanto, o resultado parece inevitável, já que ao longo dos anos as iniciativas de preservação não conseguiram realizar ações concretas contra o envelhecimento da estrutura, e a falta de manutenção ocasionou danos irreversíveis nas tubulações de água e esgoto. Vale notar, ainda, que embora o projeto tenha sido especificamente concebido para permitir a substituição das cápsulas, o recurso não foi explorado.

Construída em 1972, a Torre Nakagin é um dos primeiros projetos de arquitetura baseado em cápsulas de que se tem registro, concebido a partir da ideia de uma arquitetura adaptável, dinâmica e em constante mudança, onde módulos podem ser conectados ao núcleo central. As cápsulas foram projetadas para um público jovem que trabalhava no centro de Tóquio, portanto, cada unidade de 10 metros quadrados contém o necessário para acomodar apenas uma pessoa. Todos os recursos e acessórios foram pré-fabricados e trazidos ao canteiro apenas para serem montados. 

O movimento metabolista surgiu no Japão na década de 1960 em torno da ideia de espaços urbanos flexíveis e transformáveis. Noções como crescimento orgânico e impermanência eram centrais para o movimento, assim como a afinidade com os avanços tecnológicos.

Via ArchDaily

Cimento agora conduz eletricidade e gera calor

Cimento funcionalizado

Uma colaboração entre pesquisadores dos EUA e da França está desenvolvendo um cimento que conduz eletricidade e produz calor.

A condutividade elétrica pode trazer novas funcionalidades, por exemplo permitindo que o concreto seja aproveitado para aplicações que vão desde o autoaquecimento dos edifícios até o armazenamento de energia.


A técnica se baseia na introdução controlada no cimento de carbono tratado em nanoescala. Esses "nanocarbonos" são altamente condutores, como é o caso de seus similares altamente purificados, como o grafeno e os nanotubos.

"Este é um modelo de primeira ordem do cimento condutor. E ele trará [o conhecimento] necessário para encorajar o aumento de escala desses tipos de materiais multifuncionais," disse a pesquisadora Nancy Soliman, do MIT.

Cimento com aquecimento interno

Nancy e seus colegas optaram por gerar o nanocarbono a partir do negro de fumo, um material de carbono barato e com excelente condutividade.

Incorporar o nanocarbono até 4% do volume do cimento foi suficiente para atingir o limite de percolação, o ponto em que as amostras conseguem transmitir uma corrente elétrica.

E fazer uma corrente elétrica passar pelo cimento condutor tem outro resultado interessante: Ele gera calor, devido ao efeito Joule.

"O aquecimento Joule (ou aquecimento resistivo) é causado pelas interações entre os elétrons e átomos em movimento no condutor," explicou Nicolas Chanut, membro da equipe. "Os elétrons acelerados no campo elétrico trocam energia cinética cada vez que colidem com um átomo [do cimento], induzindo a vibração dos átomos na rede [cristalina], que se manifesta como calor e aumento da temperatura do material. "

Mesmo uma pequena tensão - 5 volts - foi suficiente para aumentar a temperatura da superfície das amostras de cimento (com aproximadamente 5 cm3) para até 41 ºC. Embora um aquecedor comum possa atingir temperaturas comparáveis, é importante considerar que a estrutura inteira de uma construção poderia funcionar como aquecedor sem custos adicionais de equipamentos e instalações.

"Essa tecnologia pode ser ideal para aquecimento radiante de pisos internos," explicou Chanut. "Normalmente, o aquecimento radiante interno é feito circulando água aquecida em tubos que passam abaixo do piso. Mas esse sistema é difícil de construir e manter. Quando o próprio cimento se torna um elemento de aquecimento, no entanto, o sistema de aquecimento se torna mais simples de instalar e mais confiável. Além disso, o cimento oferece uma distribuição de calor mais homogênea devido à ótima dispersão das nanopartículas [de carbono] no material."

Tortuosidade

Obter a condutividade elétrica e a capacidade de aquecimento no cimento e no concreto não é tão simples quanto parece.

Acontece que seria inviável alinhar as nanopartículas de carbono no volume do cimento e do concreto para formar fios e um circuito de transmissão - conhecido como fiação volumétrica. Para garantir uma fiação volumétrica funcional, os pesquisadores investigaram então uma propriedade conhecida como tortuosidade.

"Tortuosidade é um conceito que introduzimos por analogia com o campo da difusão," explicou o professor Franz-Josef Ulm. "No passado, ele descreveu como os íons fluem. Neste trabalho, nós o usamos para descrever o fluxo de elétrons através da fiação volumétrica."

Ulm ilustra a tortuosidade com o exemplo de um carro viajando entre dois pontos de uma cidade: Embora a distância entre esses dois pontos em linha reta possa ser de três quilômetros, a distância real percorrida será maior devido ao circuito das ruas.

Acontece o mesmo com os elétrons que viajam pelo cimento: O caminho que eles devem seguir dentro do material é sempre maior do que o comprimento da própria amostra. O grau em que esse caminho é mais longo é a tortuosidade.

Alcançar a tortuosidade ideal significa equilibrar a quantidade e a dispersão do nanocarbono. Se o carbono estiver muito disperso, a fiação volumétrica se tornará esparsa, levando a uma tortuosidade muito alta. Da mesma forma, sem carbono suficiente, a tortuosidade será muito grande para formar uma fiação direta e eficiente com alta condutividade.

Mesmo a adição de grandes quantidades de carbono pode ser contraproducente. Em um determinado ponto, a condutividade deixará de melhorar e, em teoria, só aumentaria os custos de produção. Como resultado dessas complexidades, a equipe buscou otimizar suas misturas.

"Descobrimos que, ajustando o volume de carbono, podemos chegar a um valor de tortuosidade de 2," contou Ulm. "Isso significa que o caminho que os elétrons percorrem tem apenas o dobro do comprimento da amostra."

Via Inovação Tecnológica

domingo, 23 de maio de 2021

Morre Paulo Mendes da Rocha aos 92 anos





Um dos maiores nomes da arquitetura brasileira e mundial, Paulo Mendes da Rocha, faleceu ao 92 anos. O arquiteto estava com câncer de pulmão e encontrava-se internado em São Paulo. Ele nos deixou na madrugada deste domingo (23 de maio), conforme informou seu filho Pedro Mendes da Rocha.

Paulo Mendes da Rocha será lembrando pelo grande papel formador que possuía. Sua criação arquitetônica debatia sobretudo a vida, levantando indagações que questionam as ideias prontas e o conformismo. Consolidou uma influência além da linguagem ou estética, formada principalmente pelo modo de agir e de pensar, no qual cada projeto era uma oportunidade de transformação. Suas ideias e desenhos transbordavam os limites do programa, lote e materialidade, trazendo sempre um novo olhar para uma simplicidade revolucionária. 

Nascido em Vitória, Espírito Santo, em 1928, muda-se jovem para São Paulo, onde titula-se pela FAU-Mackenzie, em 1954. Em poucos anos de atuação consegue consolidar um conjunto de obras, sobretudo residenciais, de grande qualidade, onde prevalece a materialidade do concreto aparente. Sua carreira sempre esteve vinculada ao ensino da arquitetura. Foi professor de projeto da FAU-USP de 1961 a 1999.

Referência da arquitetura moderna e contemporânea, durante seus estudos na Universidade Mackenzie de São Paulo, Paulo Mendes formou, juntamente com outros colegas, um grupo interessados na arquitetura moderna, o que acabou influenciando, anos mais tarde, seu primeiro grande projeto: o Ginásio do Clube Atlético Paulistano.

Entre 1961 e 1969, foi professor na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, sendo cassado pelo governo militar por sua postura sobre o papel social que devem ter os arquitetos. Curiosamente, nesse mesmo ano, Paulo Mendes da Rocha ganha o concurso para o Pavilhão do Brasil na Expo’70 em Osaka, em equipe com Jorge Caron, Júlio Katinsky e Ruy Ohtake. Em 1980 retorna como professor de Projeto Arquitetônico na mesma Faculdade, onde permanece até 1999, ano em que se aposenta.

Em 2001, recebe o II Prêmio Mies van der Rohe de arquitetura latino-americana pelo seu projeto da Pinacoteca de São Paulo, em que intervém em um importante edifício neoclássico. Em 2006, recebe o Prêmio Pritzker pelo conjunto de sua obra. Dez anos mais tarde, em 2016, é reconhecido com mais dois prêmios do mais alto nível da arquitetura mundial: o Leão de Ouro da Bienal de Veneza e o Prêmio Imperial do Japão. Em 2017 é laureado com a RIBA Gold Medal. Ainda em 2021 foi premiado com a Medalha de Ouro da União Internacional de Arquitetos.

Hoje, o acervo do arquiteto - cerca de 8.800 itens, relativos a mais de 320 projetos - está na Casa da Arquitectura, instituição portuguesa com sede em Matosinhos que se dedica a preservar e difundir documentações de arquitetura.

Nossos mais sinceros sentimentos à toda família, parentes e amigos.


Via ArchDaily

domingo, 16 de maio de 2021

Casarão histórico de 120 anos vira espaço de coworking em Manaus

Até alguns meses atrás, o antigo Hotel Cassina em Manaus estava marcado no imaginário da população manauara como um edifício em ruínas, que havia sido tomado pela vegetação e pelo abandono há décadas. Era difícil de imaginar que o local já havia sido um dos hotéis mais luxuosos da capital do Amazonas durante a Belle Époque. Hoje, a vegetação exuberante e a típica fachada avermelhada ainda estão lá, mas quem avista o casarão já encontra uma imagem completamente diferente: a de um espaço de coworking moderno e fluído, que combina elementos contemporâneos à preservação do patrimônio histórico. “Transformar um espaço com uma história tão carregada, ainda mais sendo um edifício que está em uma das praças principais do centro histórico de Manaus, foi um desafio muito grande porque ele é um prédio que faz totalmente parte do imaginário manauara”, afirma à Casa Vogue o arquiteto Laurent Troost, à frente do escritório que leva seu nome.


O prédio surgiu no final da década de 1890 e foi batizado como Hotel Cassina em homenagem a seu antigo proprietário, o italiano Andrea Cassina. “Ao longo dos anos, o local mudou de nome várias vezes, mas funcionou como hotel durante cerca de 30 anos. Depois, durante outros 30 anos, até 1960 mais ou menos, ele funcionou como um local de cabaré, prostituição e jogos de azar, ou seja, atividades que não eram bem vistas pela sociedade — ao contrário de quando era um hotel: ele já foi o hotel mais luxuoso de Manaus, durante o ciclo da borracha”, conta Laurent. Já nos anos 1960, a edificação começou a ser desocupada e a ruir. Com o passar do tempo, a vegetação tomou conta das ruínas. Em 1990, a Prefeitura realizou um reforço estrutural para evitar que as fachadas tombassem para fora, mas quase nada havia sido feito desde então e, novamente, a vegetação voltou a crescer.

“"O aspecto carregado de história nos obrigou a adotar uma atitude muito respeitosa. Por isso, optamos por manter a fachada como elemento que conta esse passado. Ou seja, não a reconstruímos como era originalmente, nós deixamos com a marca do tempo. Ela tem essa argamassa muito peculiar, já que esse prédio é o último exemplar em Manaus que tem sua fachada revestida com argamassa pigmentada com pó de pedra jacaré”, afirma o arquiteto. Atualmente, a extração da pedra é proibida e, portanto, seria impossível reconstruí-la usando a mesma técnica. Além disso, manter a estrutura como estava evidencia a passagem do tempo, e as diferentes funções já exercidas pelo prédio.

O projeto para requalificação do local vem sendo planejado pelo time desde 2013, mas só saiu do papel no final de 2020. De lá para cá, os arquitetos pensaram em transformar o Cassina em um novo hotel e até em um museu, até chegarem na versão atual que transformou o casarão em um espaço de trabalho moderno. “Quando adentramos no local, encontramos apenas as três fachadas, algumas paredes de contenção no subsolo e três colunas em ferro fundido que são históricas. E só. Portanto, era uma planta muito livre e muito apropriada para qualquer uso. E o coworking moderno, que é uma função que requer muita flexibilidade, adapta-se perfeitamente a essa liberdade deixada por uma estrutura tão antiga”, explica Laurent.

O principal desafio do time ao realizar o reuso adaptativo do casarão, segundo o profissional, foi adaptar uma estrutura de 1900 às condições climáticas atuais, quando o calor é muito mais intenso. Entraram em ação estratégias de sustentabilidade passiva, como o uso de duas camadas de vidro nas janelas (para que somente o vidro exterior esquente), ventilação cruzada, e, claro, a rica vegetação que já fazia parte do imaginário da população e precisava ser mantida. “Era importante para gente também [manter a vegetação] como uma espécie de manifesto, para dizer que a natureza é algo com o qual temos que conviver. Ainda mais quando moramos na capital do Amazonas: temos que conviver com essa vegetação, com essa floresta e ter mais respeito por ela”, diz Laurent. “Em muitos casos, ela é vista como um problema quando ela deveria ser enxergada como uma solução. Uma solução de diminuição da temperatura, de criação de microclima, de reinserção de uma vida mais natural”.

Para os interiores, os arquitetos chegaram a uma paleta de cores que transmitisse um pouco da elegância que o edifício já teve durante a Belle Époque. Os espaços são marcados por uma base cinza escuro e pelo preto intenso. Além disso, existem pontos de cor em tons terrosos, para remeter à fachada, e o mobiliário acrescenta tonalidades de verde em homenagem à vegetação.

Hoje, o Casarão da Inovação Cassina marca — além de uma vida nova ao prédio histórico — a primeira construção física de um novo polo de tecnologia que se pretende criar em Manaus. A Prefeitura incentivará a instalação de startups na região oferecendo descontos de até 60% no ISS (Imposto sobre Serviços) para as empresas. “Esta foi a quinta versão que criamos para este projeto, e ela tem mais a ver com o planejamento urbano pensado para aquela região” explica o arquiteto. “O Casarão foi pensado para ser o marco inaugural do distrito de inovação. Então além de uma requalificação arquitetônica, ele representa o renascimento urbanístico dessa região do centro de Manaus”.

“Foi um processo extremamente complexo, em termos de aprovação, e de realização. Recebemos muitos ataques políticos e também de arquitetos que pensam de uma outra forma a respeito do patrimônio”, relembra Laurent. “Porém, hoje vemos o edifício entregue, e vemos também a forma com a qual ele está sendo abraçado e elogiado pela população. Enxergar como esse projeto deixa as pessoas felizes é, sem dúvida, o que deixa o maior orgulho”.

Via Casa Vogue

sábado, 15 de maio de 2021

Prédio residencial terá interiores modulares


O estúdio de arquitetura holandês UNStudio revelou um novo projeto para um prédio residencial que terá interiores adaptáveis. O edifício Van B, como é denominado, contará com móveis modulares que permitirão que cada morador personalize o espaço interno conforme suas necessidades. Situado em Munique, na Alemanha, o prédio terá seis andares e 142 apartamentos.

O edifício projetado pelo estúdio foi pensado para oferecer um novo estilo de habitação para os centros urbanos. Cada um dos apartamentos poderá guardar módulos personalizáveis e adequados para funções distintas, como espaço de home office, cama e até academia. Quando não estiverem sendo utilizados, estes módulos podem ser retirados do caminho e utilizados até como divisórias entre um cômodo e outro.

O sistema utilizado permitirá que os moradores mudem rapidamente um cômodo. Assim, será possível transformar um escritório em um quarto, por exemplo, em poucos minutos. O prédio contará ainda com espaços comuns compartilhados pensados para ampliar ainda mais as possibilidades de uso. De acordo com os arquitetos, este modelo permitirá que um apartamento de 40 m² seja aproveitado como um imóvel de 60 m².

A fachada do prédio também foi pensada para reforçar a identidade moderna do edifício. A parte externa conta com janelas curvas que parecem saltar da estrutura. Além disso, o edifício recebeu ainda superfícies de metal que contrastam em meio ao concreto aparente que reveste o exterior.






Via Casa Vogue

sexta-feira, 14 de maio de 2021

Ecocasa - funcionalidade e economia

Para muitas pessoas, o sonho da casa própria parece algo inatingível. Quando falamos em uma construção sustentável, com um projeto diferenciado desde o início, a ideia é que os valores sejam ainda menos acessíveis. Mas, esta ecocasa mostra que essas crenças podem ser desfeitas.

Feita com materiais naturais, projetada a partir de princípios bioclimáticos da arquitetura, de baixo custo e design moderno, a casa foi projetada para a produtora cultural Ana Paula e seu companheiro Jotappe, músico da banda Quarteto São Jorge. 

Além do orçamento enxuto, um outro desafio foi incluir no mesmo espaço duas funções, a residência e um local de eventos culturais usado como fonte de renda pelo casal.

Graças a colaboração de uma equipe multidisciplinar de design e outros agentes da construção, coordenados pela Encaixe Soluções Alternativas, foi possível realizar uma residência com dupla função, em São Roque, à 70km da capital paulista.

Situada no cerne da Rota do Vinho, cercada por vinícolas, plantações de alcachofra e impressionantes fauna e flora, a residência desfruta do melhor de dois mundos, o conforto e conveniência da cidade e a bucólica e pacata vida no campo.

Menos impacto e mais eficiência
Mas como foi possível construir um sonho com baixo orçamento e levando em consideração as características específicas do lugar escolhido? Com o intuito de gerar o menor impacto e a maior eficiência foram usados materiais e mão de obra locais sob a metodologia do Design-Build.

A materialidade da casa é sustentável, pois apresenta uma manutenção fácil a médio e longo prazo, extrema eficiência do ponto de vista da limpeza cotidiana e baixo impacto socioambiental. Tudo isso foi possível através da fusão de metodologias convencionais e naturais, sempre considerando o que estava disponível na região e da capacidade de trabalho da mão de obra local.

A luz do sol e o céu também puderam entrar no projeto, graças a um espaço transformado em pátio central. A área foi coberta por uma clarabóia de 3×7 m garantindo luz natural no ambiente. 

O bambu usado na varanda, veio de um fornecedor da cidade vizinha, Ibiúna. “Além de ser um material natural extremamente resistente e maleável, o bambu é lindo”, explica Brianna Bussinger, Fundadora da Encaixe.

Outras escolhas com impacto positivo foram os tijolos de solocimento, que garantem conforto térmico e acústico nos quartos, os blocos estruturais de concreto, que baratearam a construção das áreas molhadas, a taipa de pilão, produzida com terra do próprio terreno, que se integra organicamente com a paisagem local, unindo, estética, praticidade e conforto a responsabilidade ecológica.

Outro exemplo é o ciclo das águas completo na propriedade (poço semi-artesiano, tratamento de esgoto com biodigestor e bacia de infiltração).  

Construir a própria casa

A construção se tornou ainda mais especial com a participação dos próprios moradores. Durante a execução da varanda de bambu, Ana Paula e Jotappe optaram por testar a vocação da casa para receber eventos realizando um curso de design e construção com bambu, os construtores e alunos participaram desde o projeto até a execução final desta incrível varanda.

Com a topografia acidentada, o terreno pode ser aproveitado para este mirante, voltado para onde o sol se põe. Uma área externa de 85 m² ficou reservada para este espetáculo diário.

Via Ciclo Vivo

quinta-feira, 13 de maio de 2021

Maior observatório marinho do mundo será construído na Austrália



O escritório de arquitetura britânico Baca Architects divulgou o projeto de um centro aquático que deverá se tornar o maior observatório marinho natural do mundo. O Australian Underwater Discovery Centre (AUDC), como é chamado o local, será construído na região de Busselton, no oeste da Austrália. O espaço terá uma estrutura em formato de baleia e contará com trilhas subaquáticas. 

O observatório será construído no final do cais Busselton Jetty, que possui 1.841 metros de extensão e é considerado o mais longo cais com pilhas de madeira do hemisfério sul. A região é conhecida pela migração de baleias entre os meses de setembro e dezembro.

O espaço, avaliado em US$ 30 milhões (cerca de R$ 166 milhões), permitirá que os visitantes vivam uma experiência imersiva no oceano e observem de perto a vida marinha por meio de grandes janelas de vidro. No local, os turistas poderão visitar também galerias de arte e um centro destinado à experiências gastronômicas. 

O observatório funcionará ainda como um centro de pesquisa que promoverá estudos relacionado à limpeza dos mares. O espaço, que pretende atrair visitantes de todo o mundo, será pensado para levar informações e educar o público à respeito das mudanças climáticas e dos impactos ambientais.

A construção do AUDC será feita em colaboração com a empreiteira marítima Subcon e com os engenheiros do projeto Coremarine. Além disso, o observatório será financiado pelos governos federal e estadual do país e receberá contribuições da Busselton Jetty Inc, responsável por operar o cais. O centro está previsto para ser inaugurado entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023.

Via Casa Vogue

quarta-feira, 12 de maio de 2021

Vila flutuante em Amsterdã tem 46 casas

A concentração da população mundial em centros urbanos torna os terrenos cada vez mais caros nas grandes cidades. Além disso, com as mudanças climáticas, o aumento do nível do mar coloca em risco a moradia de milhões de pessoas em todo o mundo – calcula-se que 800 milhões de pessoas estarão em risco até 2050.

A vida sobre a água pode ser uma solução para estes dois grandes problemas. Esta ideia deu origem a um bairro em Amsterdã, capital da Holanda, país que sempre se adaptou muito bem às adversidades e tem um quarto do seu território abaixo do nível do mar.

Resultado de uma parceria entre moradores e arquitetos, o Schoonschip (navio limpo, em holandês) é um bairro com 46 casas flutuantes e sustentáveis que servem de moradia para cerca de 100 pessoas.

Os idealizadores contrataram o escritório de arquitetura Space & Matter para desenvolver um plano urbano inteligente. Uma equipe multidisciplinar criou o projeto com um cais inteligente ligando diferentes casas e desenvolveu a infraestrutura técnica necessária. 

Depois, cada morador escolheu um arquiteto para ajudar a projetar a própria casa, o que explica a grande diversidade de materiais, estilos e tipos de construção da vila.

Em pequena escala, o bairro oferece soluções para os desafios impostos pelas mudanças climáticas e também possibilidades de uma vida mais sustentável. A vila foi projetada para ser autossuficiente e ter o menor impacto ambiental possível e esta decisão está presente no dia a dia de quem vive lá.

Resiliência e circularidade

Além da inovação espacial, a vila flutuante quer ajudar a solucionar as causas dos problemas que nos levaram à crise climática. Do ponto de vista estrutural, existem soluções descentralizadas e renováveis ​​para sistemas de água, energia e resíduos. Com painéis solares e bombas de aquecimento ligadas à uma rede elétrica inteligente, os moradores podem trocar energia.

As águas residuais dos banheiros e chuveiros são convertidas de volta em energia e muitos moradores também têm um telhado verde, onde podem cultivar seus próprios alimentos.

Do ponto de vista social e econômico, os moradores trabalham juntos para otimizar o uso de recursos e repensam seus hábitos, criando soluções para o dia a dia. Todos aceitaram abrir mão de ter um carro próprio e compartilham carros elétricos entre a vizinhança, por exemplo.

De acordo com os idealizadores, as soluções apresentadas pela comunidade do Schoonschip são simples, mas eficazes, trazendo benefícios ambientais, sociais e econômicos.

Os aprendizados e propostas podem ser replicados em diferentes contextos o que torna a vila flutuante um protótipo de desenvolvimento urbano para cidades mais resilientes.

Vida na água

Casas flutuantes não são exatamente uma novidade. Existem exemplos de comunidade que vivem sobre as águas em diversas partes do mundo, como o povo Uros e as ilhas flutuantes no Lago Titicaca, no Peru.

Os arquitetos que construíram a vila flutuante em Amsterdã afirmam que com os desafios atuais, a antiga ideia de viver em casas flutuantes deve ganhar espaço. Segundo eles, o Schoonschip protege as pessoas contra ações da natureza e também ajuda a proteger a própria natureza.

Casas flutuantes podem ter pouco impacto no meio ambiente,  principalmente com sistemas inteligentes de energia e água e saneamento.

Construir sobre a água também tem outras vantagens: as casas podem ser fabricadas em outro lugar e rebocadas em direção ao seu destino, permitindo pernoitar na vizinhança sem nenhum incômodo com a construção de seus arredores.

Mais detalhes, Vale o Clique!


Via Ciclo Vivo