domingo, 20 de fevereiro de 2022

Pavilhão do Brasil na Expo 2020 Dubai oferece experiência sensorial da biodiversidade brasileira



Projetado pelos escritórios JPG.ARQ, MMBB Arquitetos e Ben-Avid, o Pavilhão do Brasil na Expo 2020 Dubai oferece uma experiência sensorial que coloca os visitantes da exposição universal em contato com nossos biomas e patrimônio cultural. Apoiado sobre pilotis e banhado por um espelho d’água que boa parte dos 4 mil metros quadrados do terreno, o pavilhão brasileiro consiste em uma enorme estrutura tênsil em aço com quatro faces recobertas por uma membrana translúcida leve. Projetores dão vida à biodiversidade do país, mostrando imagens dos nossos patrimônios histórico-culturais, das festas populares, de cidades brasileiras e de fontes de energia renováveis. Ao pisar no pavilhão, o visitante sente-se em um oásis, imerso no ambiente natural do Brasil, caminhando por paisagens diversas. Experimenta a diversidade gastronômica e cultural através do paladar, dos ritmos, sons, texturas e imagens. Através, também, do design, com o mobiliário desenhado pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha.


Principal atração do pavilhão, os projetores convertem a membrana translúcida da estrutura de aço em enormes telas, criando uma atmosfera imersiva que apresenta ecossistemas e cidades brasileiras. Em meio ao calor do deserto de Dubai, o espaço oferece sombra durante o dia e se transforma em um cubo flutuante luminoso à noite, uma lanterna atravessada por uma passarela escura feita de concreto preto antiderrapante. O grande espelho d'água é alimentado pelo reaproveitamento da chuva, filtros de retrolavagem e condensamento do sistema de climatização. De acordo com os arquitetos, um dos maiores desafios foi reter o máximo volume de água da chuva usando as instalações de filtro (tanques de equilíbrio subterrâneos), visando sempre reduzir o consumo. ‘’O pavilhão apresenta as águas brasileiras, dos seus rios e seus mangues. Nascedouro de toda a fertilidade da vida, patrimônio natural que dá a base para toda a discussão da sustentabilidade no planeta.’’ — Equipe de projeto.


Além da água de reaproveitamento, as luminárias são todas de LED de baixo consumo. Há, ainda, um sistema BMS (Building Management System) de automação predial para monitoramento e controle do consumo de energia e água. O sistema controla e monitora os equipamentos mecânicos, hidráulicos e elétricos do edifício, como ventilação, iluminação, sistemas de produção de energia térmica, sistemas de prevenção e combate a incêndio e sistemas de segurança, garantindo uma operação inteligente dos sistemas de engenharia do pavilhão. O projeto do Pavilhão do Brasil foi selecionado por meio de um concurso nacional organizado pela Apex-Brasil, em parceria com o Instituto de Arquitetos do Brasil, cujo resultado fora divulgado em 2018.

Para saber mais, Vale o Clique!


Via: Archdaily
Editora: Carolina Tomazoni Siniscarchio

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