quinta-feira, 4 de novembro de 2021

O que acontece com o saco de lixo depois que o colocamos na calçada?

Já estamos acostumados com campanhas de educação ambiental, algumas gerações mais recentes tiveram aulas na escola sobre o tema, as informações são bem simples e já estão marteladas na cabeça de muita gente: Reduzir, Reutilizar e Reciclar. Apesar disso por algum motivo a maioria ainda não consegue seguir a simples recomendação de separar os diferentes resíduos que descartamos diariamente: os orgânicos (passíveis de serem reaproveitados como adubo), os sólidos (passíveis de reciclagem) e finalmente os rejeitos (o que não é reaproveitável) que vão necessariamente direto para os aterros sanitários.

Quando optamos por não separar o que descartamos transformamos tudo em rejeito, assim com uma pequena displicência sentenciamos tudo a passar centenas de anos juntos debaixo da terra produzindo chorume e emitindo Gases do Efeito Estufa, nosso descuido (na cidade de São Paulo) apenas entre os anos de 1974 a 2007 consumiu 2,3 milhões de metros quadrados de território para dispor as quase 42 milhões de toneladas de rejeitos. 

Infelizmente temos cada vez mais pessoas realmente revirando latas de lixo para comer, a população em situação de rua em São Paulo aumentou 60% entre 2015 e 2019, de 15.900 para 24.344 de acordo com o Censo de População em Situação de Rua de 2019, sabemos que esses números continuam aumentando conjuntamente com a taxa de desemprego. 

De acordo com os dados da Pesquisa Nacional do Saneamento Básico (PNSB), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existe uma relação direta entre o número de habitantes de um município e a porcentagem da participação da iniciativa privada na execução do serviço. Quanto maior a densidade populacional da cidade em questão, maior o nível de terceirização do serviço de limpeza urbana.

Somando todas as nossas desatenções quanto ao nosso descarte pessoal, desperdiçamos 8 bilhões de reais no país por ano ao misturar tudo no mesmo saco, na situação caótica que nos encontramos hoje não podemos mais nos dar ao luxo de consumir embalagens que não podem ser reaproveitadas, e devemos exigir a criação de novas linhas de financiamento para a criação de cooperativas.



VIA ARCHDAILY
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Editora: Maria Karolina Milhomens

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