domingo, 10 de outubro de 2021

O cobre pode ser reciclado infinitamente: 8 projetos com revestimento sustentável

Na arquitetura, os revestimentos de cobre são bastante apreciados por conta de sua estética e grande durabilidade. Mas um fator que cabe ser mencionado é que o cobre pode ser reciclado infinitas vezes, praticamente sem perder suas propriedades. Esta é uma característica importante, já que a demanda pelo material é prevista a aumentar muito no futuro. 

Um relatório de 2017 do Banco Mundial “The Growing Role of Minerals and Metals for a Low Carbon Future” (O papel crescente dos minerais e metais para um futuro de baixo carbono) evidencia como metais como o alumínio, o cobre, o lítio e outros, terão a demanda aumentada com o uso em larga escala da energia solar, eólica e baterias para armazenamento. O documento reforça que medidas efetivas de reciclagem são imprescindíveis para que a exploração do cobre em minas não precise aumentar significativamente. 

O processo de reciclagem do cobre consiste na coleta e classificação da sucata de acordo com sua pureza. Dependendo do seu nível, eles podem ser enviados diretamente para a fundição (no caso do cobre puro) ou submetidos a um tratamento, formando ânodos ou outras ligas. Dizer que o cobre é um material verde nunca será um exagero. Isso porque, além de sua possibilidade infinita de reciclagem, que o proporciona atributos sustentáveis, quando exposto às intempéries, ele desenvolve uma pátina esverdeada, como uma fina camada de proteção que deixa intacta a parte interna da peça. Essa é, inclusive a estética buscada por muitos projetistas, enquanto outros preferem os tons alaranjados e polidos das peças. No projeto The Dallas Holocaust & Human Rights Museum / OMNIPLAN, por exemplo, o revestimento de cobre, ainda bastante recente nas fotos, carrega o aspecto brilhante e alaranjado mais característica do material. Já no projeto Lahti Travel Centre, de JKMM Architects, o cobre funciona ao mesmo tempo para destacar a infraestrutura urbana e para integrá-la a uma edificação histórica de tijolos vermelhos.  Para saber mais, Confira!


Via: ArchDaily 
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Editora: Carolina Tomazoni Siniscarchio

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