quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Casas tradicionais com pátio e suas características arquitetônicas atemporais


É impossível passar despercebido o fato de que as casas com pátio estão em alta na arquitetura contemporânea. Como uma estratégia para dissimular os limites entre os espaços interiores e exteriores— seja incorporando paredes verdes, design biofílico ou pátios internos — as casas com pátios costumam ser muito comuns em países de clima quente e seco. Mas quando se trata de países do mundo árabe, esses espaços internos-externos são muito mais do que uma simples estratégia arquitetônica para promover a ventilação e a iluminação natural dos espaços interiores: o pátio é um elemento cultural e que transcende gerações. 

Neste artigo, é exposto sobre: como a cultura dos povos árabes veio a influenciar a gênese das casas-pátio mais tradicionais no oriente médio e como suas características arquitetônicas únicas foram apropriadas por outros povos e em outros contextos ao redor do mundo. Acredita-se que as casas pátio tenham surgido lá no início do terceiro milênio em uma terra chamada então de “Bilad al Sham”, um vasto território entre os rios Tigre e Eufrates. Povos nômades aqui se encontraram e se estabeleceram, armando suas tendas de forma a criar um espaço protegido em forma de pátio. Pouco a pouco, as tendas foram dando lugar a estruturas de pedra e tijolos, incorporando o pátio como uma característica fundamental da arquitetura árabe e islâmica, definida apenas por uma área fechada e coberta, mas pela área aberta que configura e distribui seus espaços e programas.

Além disso, é importante ressaltar que fatores climáticos, sociais e culturais contribuíram e muito para o surgimento desta importante tipologia arquitetônica. Os povos árabes, independentemente de seu lugar de origem, crença ou religião, valorizam muito a proximidade entre diferentes gerações de uma mesma família, as quais costumam conviver intensamente sobre um mesmo teto e junto a um mesmo jardim. Em muitos países, a união de uma família é um fator determinante do status social da mesma, sua honra e dignidade. É por isso que as famílias não se separam nunca, elas apenas crescem e jamais se dividem. A privacidade também tem uma grande influência na forma como o programa da casa árabe está organizado assim como elas se revelam através de seus espaços abertos e semiabertos. Somado a isso, um valor determinante no Islã, é que as famílias não devem se vangloriar dos bens que possuem, algo que finalmente repercute em um forte contraste entre o exterior e o interior. Dito isso, é importante notar que em diferentes países desenvolveram-se distintas tipologias de casas-pátio, algumas mais ornamentadas, outras mais abertas e verdes—todas com organizações espaciais únicas. Ainda assim, há certos elementos que podemos considerar básicos em uma casa-pátio tradicional: 

  • Um nível subterrâneo 
  • Um nível térreo onde encontram-se os espaços de convívio (chamado de Al Salamlek) 
  • Um primeiro pavimento onde encontram-se os espaços privados (chamado de Al Haramlek)

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A Casa Pátio na Arquitetura Contemporânea

A tipologia arquitetônica da casa-pátio e suas características ímpares é algo que transcende culturas e gerações e hoje, talvez mais do que nunca, continua muito relevante na prática da arquitetura contemporânea. À medida que nossas cidades continuam a crescer, a tipologia da casa-pátio proporcionam muitas vantagens, como a iluminação e ventilação natural abundante além de contato direto com o exterior e a natureza.  

Para conferir o Artigo Completo, Vale o Clique!

Via ArchDaily
Escrito por Dima Stouhi 
Traduzido por Vinicius Libardonihá
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Editora: Naely

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