sábado, 16 de janeiro de 2021

Restauro da Estação Ferroviária de Campo Grande na Vila de Paranapiacaba

A Estação Ferroviária de Campo Grande, na Vila de Paranapiacaba, em Santo André (SP), a 40 km da capital paulista, volta à vida. A partir de 2021, o prédio histórico, com 300 m² de área construída e 7.500 m² de área externa, será ocupado novamente. Com risco de desabamento depois de um incêndio e 20 anos de abandono, a Estação foi totalmente restaurada e refuncionalizada. A obra durou 10 meses e envolveu uma equipe interdisciplinar composta por mais de 40 pessoas. O projeto de restauro teve gerenciamento da arquiteta Fabiula Domingues. Inaugurada há mais de 130 anos, em 1º de agosto de 1889, este edifício histórico, construído pela empresa inglesa São Paulo Railway, integrava o contexto de crescimento do estado de São Paulo na segunda metade do século XIX.

O projeto cultural da Estação Ferroviária de Campo Grande contemplou o restauro e a reconstrução total da área interna - telhas, tijolos, madeiramento estrutural, argamassa de revestimento, piso, portas e janelas. Na área externa, foi recuperada com novo piso, cercamento com alambrado, preparação do solo para o estacionamento, nova área de dejetos, postes de luz e uma iluminação monumental, que valoriza o restauro do prédio e destaca sua beleza estrutural. A partir de 2021, a estação será usada como centro de controle operacional das composições MRS que trafegam pela região em direção ao Porto de Santos ou retornando no sentido do interior de São Paulo, entre outros destinos. O projeto cultural de Restauro da Estação Ferroviária de Campo Grande foi patrocinado pela MRS Logística (concessionária de transporte de carga pela ferrovia), por meio da Lei de Incentivo à Cultura, com o valor aprovado de R$ 1.746.599,96. A iniciativa teve apoio da Prefeitura de Santo André e do Comdephaapasa - Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico-Urbanístico e Paisagístico de Santo André. Referenciado pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS da ONU, o projeto foi elaborado pelo arquiteto Laerte Gonzalez e a obra executada pela Anwal Engenharia.

“Temos muito orgulho do projeto cultural de restauro da Estação de Campo Grande. A MRS apoia fortemente a preservação da memória ferroviária, e Campo Grande é um projeto que evidencia nosso compromisso com o patrimônio ferroviário. A estação voltará a ser operacional, um espaço com atividades ferroviárias, no controle do tráfego de composições, e também terá espaço para atividades educacionais. Nossa expectativa é poder apoiar mais ações de restauro ao longo dos próximos anos”, afirma o gerente geral de Relações Institucionais SP da MRS Logística, José Roberto Lourenço. “Participar da requalificação e restauro da Estação Ferroviária de Campo Grande, foi uma grande honra. Hoje, com a obra concluída, ver a unicidade estilística restaurada e a nova funcionalidade empregada, significa que conseguimos dar um primeiro e importante passo para a preservação da memória ferroviária”, comemora a arquiteta Fabiula Domingues, responsável pela coordenação da obra de restauro. “Nesta gestão, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, a Prefeitura de Santo André tem se empenhado para viabilizar a recuperação dos relevantes símbolos históricos de Vila de Paranapiacaba e da região. Devido à dimensão e à complexidade desse patrimônio, ações em parceria tem se mostrado uma estratégia muito efetiva. De tal modo, a recuperação da Estação de Campo Grande é também a recuperação de uma parte significativa da história de Santo André e de todo o Estado de São Paulo. Este restauro, bem como as outras revitalizações realizadas na Vila de Paranapiacaba pela Prefeitura, MRS, Iphan, comunidade e outros parceiros, são de suma importância para recuperação e promoção deste grande complexo patrimonial”, destaca o secretário de Meio Ambiente em exercício, Alexandre Audino.

Restauro cuidadoso e minucioso em todas as peças e etapas. Com telhado, piso, janelas, portas, instalações elétricas e hidráulicas totalmente refeitos, a Estação Ferroviária de Campo Grande restaurada é um novo patrimônio para a cultura nacional. Fechado por quase 20 anos, o local estava abalado por um incêndio ocorrido em 2010. No início de 2020, a estação encontrava-se inacessível e corria o risco de desabar, com grande quantidade de vegetação, umidade, sujeira e microrganismos (como fungos e bolores) causadores de doenças. Na recuperação do local, a limpeza foi imprescindível para que fosse possível visualizar os danos e tomar as providencias de restauro, garantindo a estabilidade das paredes e a melhora na qualidade do ar. Por meio de minuciosa atividade manual, de limpeza e restauro, o projeto recuperou todos os elementos históricos possíveis da arquitetura original. Cerca de duas mil telhas, fabricadas no século XIX pelas famosas olarias francesas de St. Henry Marseille, foram limpas e testadas quanto à absorção antes de retornarem à cobertura.

Para mais detalhes do projeto, Vale o Clique!

Via ArchDaily

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