sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Zaha Hadid Architects projeta novo complexo de escritórios no centro de Hong Kong



O escritório Zaha Hadid Architects divulgou seu mais recente projeto, o Murray Road, um edifício de 36 pavimentos localizado no coração do distrito comercial de Hong Kong. Conformando novas praças públicas repletas de vegetação, o projeto ocupa um lote nas proximidades das estações de metrô Central e Admiralty MTR.

Projetado no lugar de um antigo estacionamento vertical, o empreendimento está conectado a jardins e parques públicos adjacentes por meio de um embasamento elevado com pátios e projeto paisagístico que se mesclam aos espaços externos. Inspirado nas camadas de um botão de Bauhinia (flor conhecida como a "orquídea de Hong Kong") prestes a florescer, o projeto oferece espaços corporativos banhados por luz natural, com planta livre de colunas e pé-direito de cinco metros. 

A fachada é composta por 4 camadas de vidro que garantem o isolamento térmico da edificação, reduzindo a necessidade de energia para o resfriamento dos interiores. Além disso, "a ventilação híbrida é controlada pelo sistema de gestão automatizado do edifício e permite que todos os pavimentos de escritórios recebam ventilação passiva". Os sistemas inteligentes preveem com precisão as tendências de ocupação diária para otimizar a demanda de energia, garantindo maior eficiência com menor consumo de energia.

Duas estações meteorológicas, conectadas ao sistema de gerenciamento automatizado do edifício e instaladas nos níveis da rua e da cobertura, monitorarão as condições externas em tempo real, informando aos ocupantes a qualidade do ar externo. O edifício conta com as pré-certificações LEED Platinum e WELL Platinum, além da mais alta classificação (3 estrelas) do Programa de Avaliação de Edifícios Verdes da China. 

Em consonância com as orientações básicas de saúde atuais, o sistema de gerenciamento inteligente do edifício oferece uma experiência sem contato. Com efeito, “usando um telefone celular, cartão inteligente ou reconhecimento biométrico, os ocupantes podem entrar no edifício, passar pela segurança, chamar elevadores e acessar as áreas que desejam."

As obras iniciaram no ano passado e seguem uma abordagem top-down, isto é, os trabalhos no subsolo e na superfície estão acontecendo simultaneamente, acelerando o processo de redesenvolvimento da região. 

Via ArchDaily

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