quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Novo arranha-céu em Singapura incorpora uso extenso de plantas nas varandas




Seguindo a tendência de edifícios residenciais com muito paisagismo nas varandas, o estúdio de arquitetura britânico Heatherwick Studio revelou seu projeto para um arranha-céu de 20 andares em Singapura que promete ser um "contraponto às torres de vidro e aço onipresentes". Com 104,5 metros de altura, o projeto, chamado EDEN, tem como característica principal a presença intensa de plantas nas varandas e, consequentemente, na fachada do edifício.

O projeto foi propositalmente pensado para se destacar em meio à arquitetura contemporânea da cidade de maneira mais sustentável. O EDEN será composto por 20 apartamentos, cada um ocupando um andar inteiro. Cada imóvel terá quatro quartos, e o ponto central da residência será um living conectado a uma varanda extensa com muitas plantas. Duas varandas menores também serão acessíveis a partir da área social e outras estarão presentes, ainda, nos quartos principais. 

Todas as varandas são feitas a partir de concreto polido, para contrastar com o terroso usado na fachada do edifício. Outro destaque interessante é que os espaços externos terão formato de conchas! A forma foi escolhida para melhor acomodar o solo e a drenagem para as plantas, além de acrescentarem um toque orgânico às fachadas.

O grande ponto do projeto, segundo o estúdio, é garantir que os moradores sintam-se conectados à cidade e ao ambiente exterior. Por isso, o projeto prevê uma série de recursos para garantir que as varandas sejam usadas, já que elas oferecem a possibilidade de uma vista 270º e também possibilitam uma ventilação cruzada natural para o imóvel.

EDEN é o primeiro projeto residencial do Heatherwick Studio, que também assina parte dos interiores dos apartamentos. Os profissionais optaram por materiais naturais, como pisos de madeira. O estúdio também assina as pias e banheiras dos lavatórios.

O projeto pode ser visto no contexto de uma tendência cada vez mais intensa de uso de paisagismo em edifícios residenciais em Singapura. A incorporação de grandes áreas verdes em apartamentos também tem sido destaque em projetos residenciais na China e Austrália. Porém, o uso de plantas de grandes dimensões e em grandes quantidades nas varandas também impõe seus desafios: como você viu em Casa Vogue, as plantas utilizadas em um residencial chinês recém-construído acabaram gerando uma infestação de mosquitos no local e impedindo a mudança dos novos moradores. 

Via Casa Vogue

terça-feira, 29 de setembro de 2020

Mansão de Um Maluco no Pedaço estará disponível para reservas no Airbnb


Já imaginou se hospedar na mansão da icônica e cultuada série Um Maluco no Pedaço? Usuários do Airbnb poderão não só ter essa experiência incrível como ainda terão a oportunidade de ter Will Smith como anfitrião da noite. Mas calma, talvez não dê tempo de se candidatar a uma estadia dessas, já que o local não deve estar disponível na plataforma por muito tempo.

A iniciativa veio através de uma parceria com o Airbnb (https://canaltech.com.br/empresa/airbnb/) para a celebração do 30º aniversário de Um Maluco no Pedaço. A mansão Bel-Air fica em Los Angeles, nos Estados Unidos, e estará disponível apenas para moradores da cidade a partir de 29 de setembro pelo valor de US$ 41,14, mais ou menos R$ 225. A oportunidade acontecerá novamente nos dias 2, 5, 8, 11 e 14 de outubro.

O próprio Will Smith fez a divulgação do evento no Instagram, onde postou uma foto ao lado de DJ Jazzy Jeff, o Jazz da série, e escreveu “YOOOO!! Vocês acham que deveríamos alugar a casa @freshprince?? Estamos fazendo isso acontecer com a equipe do @airbnb!! #FreshPrince30th”

No Airbnb, a descrição diz, na voz do próprio Will: “Pronto para o staycation mais fresco de todos os tempos? Se este lugar lhe parece familiar, é porque está tão agitado quanto quando cheguei pela primeira vez na garagem. Estou de volta. E desta vez, estou entregando a você as chaves para que você tenha minha ala da mansão toda para você - mas minha coleção de tênis está fora dos limites, certo?”

Dentre as atividades que poderão ser desfrutadas pelos hóspedes, a página no Airbnb lista amarrar um novo par de Jordans antes de jogar bola no quarto, rodar clássicos do passado a noite toda em toca-discos e desfrutar do sol à beira da piscina em espreguiçadeiras luxuosas, além de uma nota que explica que não haverá acesso à cozinha, mas que todas as refeições serão fornecidas e servidas em travessas de prata.

Vale lembrar que Um Maluco no Pedaço irá ganhar um reboot dramático, um longa-metragem que conta a história do personagem de Will Smith pelo viés do drama, ou seja, acredita-se que o filme deve transformar as situações mais incisivas da série em reflexões mais pesadas e complexas, dessa vez sem o filtro da comédia, que trazia para a série uma leveza para as discussões sobre racismo e classe social.

Mais detalhes, Confira!

Via Canal Tech

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

"Cuidem das minhas obras lá" - Reflexões sobre a doação de Paulo Mendes

No início do mês, repercutiu no cenário internacional a decisão do arquiteto brasileiro e Pritzker 2006, Paulo Mendes da Rocha. Decisão esta que envolve toda sua história e trajetória Profissional. Paulo Mendes decide doar para uma instituição portuguesa o seu acervo com cerca de 8.800 itens, relacionados a mais de 320 projetos do arquiteto. Não sabemos se tal decisão foi em virtude de uma insatisfação do arquiteto com a realidade nacional no que se refere aos problemas enfrentados do cuidado e preservação de obras e de memórias. Mas este fato nos leva a questionar sobre isso e a relação do corpo com o espaço.

Me recordo que em 2016, ano do meu Trabalho de Conclusão de Curso, fomos a São Paulo. Estávamos o arquiteto Bráulio Vinícius Ferreira, eu e uma turma de amigos do curso de arquitetura. Em um de nossos roteiros estabelecidos para "mergulhar" em São Paulo, tivemos a oportunidade de visitar o MuBE (Museu Brasileiro de Escultura), projeto de Paulo Mendes. Como de praxe, a imersão do corpo no espaço promove um impacto muito maior do que já havíamos experimentado ao estudar o projeto deste museu nos ateliês de projeto. Evidente sensibilidade que é marca promovida pelo tempo, pela experiência e pela bagagem cultural.

Mas algo muito significativo para mim, sem dúvidas aconteceu no dia em que fizemos um circuito que contava com a visita ao Copan, Escola da Cidade e o Edifício do IAB, edifício no qual encontra-se a sede do escritório de Paulo Mendes da Rocha. Na ocasião ficamos admirados pelo cuidado do arquiteto, com a simplicidade e esmero de sempre em seus projetos. Após circularmos pelas dependências do IAB, nos deparamos com o escritório do arquiteto Rafic Farah e ali tivemos pouco mais de 1 hora de experiência compartilhada sobre arquitetura, projetos, apropriação espacial, materiais experimentados desde a maquete, técnica e tecnologia - gratidão.

"Cuidem das minhas obras lá" foi o que Paulo Mendes disse ao nos identificarmos como alunos de Goiânia, assim que descemos e o encontramos na calçada. Um amigo disse que queria conhecer o escritório do arquiteto e saber mais dos projetos. Paulo Mendes da Rocha disse com simplicidade que não havia muito o que mostrar. Os projetos estão aí para conhecermos. Inclusive em Goiânia, tínhamos exemplares das obras dele e exemplos de como não proceder com as mesmas. Esse compartilhamento marcou nosso dia e os meses seguintes. De autoria do arquiteto, temos em Goiânia a Rodoviária de Goiânia, o Estádio Serra Dourada e o Jóquei Clube. Este último totalmente descaracterizado e com terreno completamente fracionado, foi fechado e entregue ao abandono que posteriormente inviabilizou completamente sua reativação. Hoje o clube encontra-se afundado em dívidas e envolto em polêmicas entre tentativas de reabrir, de demolir ou vender imóvel. Nessa ocasião me lembrei uma vez mais do que Paulo Mendes da Rocha nos disse lá em 2016.

De fato, quando um edifício encontra-se "ultrapassado" ao tempo ou inviável sua integridade, logo abrirão espaço para novos edifícios e nos restam apenas as memórias afetivas e memórias históricas do mesmo. A questão é que vemos edifícios significativos perdendo a significância muito rapidamente. O Jóquei Clube de Goiânia é de 1962, mas podemos encontrar edifícios mais jovens que só restam no papel e em fotografias. Falamos aqui de história, relevância, memória e identidade, o que coloque em cheque a seguinte questão: qual é a nossa relação com o espaço, com o tempo e com a memória? Como lidamos com essa construção de identidade? Até aqui tratamos apenas de edifícios de arquitetura.

Num contexto mais amplo, podemos citar um exemplo emblemático recente: o incêndio no Museu Nacional ocorrido em 2018. Na ocasião os peritos identificaram que a falha foi humana em decorrência da negligência com a manutenção de fiações e infraestrutura - fato que já havia sido apontado. Pode não ter relação alguma com a decisão de Paulo Mendes, mas esse contrassenso e descuido com a memória, com a história, nos faz pensar sobre o quanto ainda estamos atrasados no que diz respeito a posturas responsáveis na manutenção, construção e propagação da memória, da história. É necessário organizar a casa. Só assim poderemos ver preservados nossa história e nossas memórias dentro do "nosso quintal".

Sua decisão recebeu apoio por parte de alguns e desapontamento por parte de outros. Arquitetos, arquitetas e artistas por toda parte do mundo assinaram uma carta-manifesto em apoio a Paulo Mendes da Rocha, Intitulada "Um abraço no Paulo". A carta encerra com uma citação escrita por Flávio Motta há quase 50 anos a Paulo Mendes. Com a mesma citação, lanço reticências à reflexão. Que possamos disso tudo, tirar lições e reavaliar muito da nossa relação com a nossa história, com a memória. Isso é identidade.

"Paulo Mendes da Rocha se atira contra esse imobilismo [do homem diante das coisas] com ganas de artista, brasileiro, arquiteto que é. Ele ainda nos permite estas investidas na medida em que interessam ao homem. Não só permite, mas instiga, inclusive além fronteiras, menos por Geografia, mais por História, à procura de um tempo que não foi perdido, mas tirado." – Flavio Motta, em Textos Informes, 1973


__________________________

Editor: Altillierme Carlo

Fotografia: Casa Vogue

domingo, 27 de setembro de 2020

Incêndio destrói prédio em Beirute projetado por Zaha Hadid




Semanas após a explosão que matou quase 200 pessoas na capital libanesa, um incêndio atingiu um centro comercial em Beirute no dia 15 de setembro. O edifício havia sido projetado pelo escritório da famosa arquiteta Zaha Hadid. Segundo as informações da mídia local, os bombeiros conseguiram apagar rapidamente o fogo e não há informações sobre feridos até o momento.

As chamas atingiram o telhado do prédio, que ainda estava em construção. Ele é assinado pelo Zaha Hadid Architects, e ocupa uma área de 26,370 m². O edifício fica na região de Beirute conhecida como Souks, um distrito comercial. O local fica próxima da zona portuária, atingida pela trágica explosão há algumas semanas.

O edifício assinado pelo Zaha Hadid Architects deveria ter ficado pronto em 2019, mas acabou sofrendo atrasos. O prédio já havia sido danificado pela explosão em agosto, e estava sendo reparado. Uma investigação a respeito da causa do incêndio está em curso. Mais detalhes, Confira!

Via Casa Vogue

sábado, 26 de setembro de 2020

Casa de Vilanova Artigas em São Paulo está à venda

Marco da arquitetura brasileira, a casa projetada por João Batista Vilanova Artigas (1915-1985) para a sua família em São Paulo está à venda. Construída em 1949, a propriedade localizada no Campo Belo, zona sul da capital, serviu de morada aos herdeiros do arquiteto até 2016, quando foi tombada e revitalizada.

Situado em terreno de mil m², o projeto consiste em duas edificações distintas: a Segunda Residência do Arquiteto, nome técnico para a casa principal, e a Casinha, construção inspirada na obra do americano Frank Lloyd Wright datada de 1942. O conjunto soma 210 m² de área construída, quatro quartos e duas vagas. As duas são referências absolutas da Escola Paulista e da Arquitetura Moderna Brasileira.

"A casa está muito bem conservada e próxima ao que era o projeto original. Foi construída com total liberdade artística, já que Artigas a concebeu para ele mesmo viver. Nela, é possível encontrar os conceitos da arquitetura dele da forma mais bruta e limpa possível", afirma Rafael Sorrigotto, corretor da Refúgios Urbanos. Devido ao tombamento, o imóvel não é passível de financimento imobiliário. Quem tiver interesse em arrematar a joia arquitetônica precisará desembolsar o valor de R$ 3.600.000,00.

Com telhado em forma de asa de borboleta, a residência principal é dividida em dois blocos e reúne sala com pé-direito alto, ateliê, terraço, janelões e paredes inteiras de vidro, além das cores características da obra do arquiteto – vermelho, azul e amarelo, em tonalidades sempre variadas. Outro bloco abriga três quartos, cozinha e dois banheiros. Também foi construído um anexo para a garagem, coberto por uma abóboda.

Implantada a 45º em relação aos limites do terreno, a Casinha foi construída ao redor de um núcleo central, apresenta circulação cíclica e espaços integrados. A sala de estar e jantar, cozinha e o banheiro se localizam no nível da entrada, meio nível abaixo, está o ateliê e meio nível acima, o quarto.

Via Casa Vogue

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

"Um abraço no Paulo": arquitetos e artistas assinam carta em apoio a Paulo Mendes da Rocha



Na semana passada, Paulo Mendes da Rocha anunciou a doação de todo o seu acervo de projetos à Casa da Arquitectura, instituição portuguesa com sede em Matosinhos que se dedica a manter a exibir coleções de arquitetura. A notícia foi divulgada na data pelo ArchDaily e causou comoção entre arquitetos, docentes, pesquisadores e instituições brasileiras – em especial a FAUUSP, que lamentou a decisão de Rocha.

Como resposta, Nuno Sampaio, diretor executivo da Casa da Arquitetura, anunciou, em carta aberta, a intenção de estabelecer protocolos de colaboração institucional com entidades brasileiras a fim de promover o acesso ao referido acervo e incentivar o intercâmbio entre as duas comunidades.

Em solidariedade à decisão de Rocha, artistas, arquitetos e curadores assinaram uma carta-manifesto, publicada na noite de ontem. Leia-a na íntegra:


Um abraço no Paulo 

O arquiteto e professor Paulo Mendes da Rocha nos convida a refletir se em uma pirâmide “é a pedra ou a ideia que estão lá há mais de 5 mil anos. São as pedras ou as ideias que duram mais?”

Sua decisão pessoal de doar o acervo de documentos para a Casa da Arquitectura em Portugal - que garantirá sua preservação e acesso público e gratuito aos documentos - nos indica este caminho: em nosso mundo integrado e de comunicação instantânea o que deve ser reconhecido e preservado são as ideias e deverá ser o conjunto do conhecimento que nos conduzirá ao futuro. 

Para além do respeito à liberdade para escolher o destino de seu acervo pessoal, entendemos que é fundamental e urgente, nesse momento, rememorar a sua rara trajetória de exemplo, resistência e humanidade na vida profissional, na docência e nas suas posições políticas. 

Muito antes de o tema da colonização ser colocado no centro das discussões, como tão pertinentemente tem sido nesses tempos, Paulo já se manifestava quanto aos problemas advindos da sua persistência entre nós. 

Muito antes de a crítica internacional contemporânea investigar a urbanização e a desfuncionalização dos edifícios, Paulo já se inseria em uma tradição democratizadora da arquitetura brasileira de construir os “Espaços significativos sem nome”, como definiu Flávio Motta. 

Muito antes desses tempos duros que hoje vivemos, Paulo viveu a cassação, junto a Artigas, Maitrejean e tantos outros, viu interrompida sua presença na FAUUSP, e soube a ela retornar e ressignificar sua atuação docente e a própria Escola nos anos de reconstrução democrática. 

Chega esse momento em que decide lançar suas ideias ao mundo, com o mesmo vigor e a mesma imaginação generosa e democrática de sempre. Para ampliar o mundo de todos, em todos os lugares do mundo. É um gesto grande, que não diminui a importância de todas as instituições brasileiras, que tanto vêm sofrendo em um momento triste de desmonte cultural no Brasil. O esforço para salvaguardar sua obra pode ser entendido como parte da resistência contra esse desmonte. 

Por tudo isso, manifestamos nossa confiança no acerto da sua decisão por tudo o que ele já decidiu certo na vida e que o depósito do seu acervo na Casa de Arquitectura é uma ação civilizadora, que supera questões históricas, estreitando de forma desejável as relações supranacionais (e do universo lusobrasileiro), como projeto de um mundo melhor e mais justo para todos. 

Terminamos tomando emprestada de Flavio Motta uma apresentação do Paulo, escrita há quase 50 anos, e ainda tão atual. 

"Paulo Mendes da Rocha se atira contra esse imobilismo [do homem diante das coisas] com ganas de artista, brasileiro, arquiteto que é. Ele ainda nos permite estas investidas na medida em que interessam ao homem. Não só permite, mas instiga, inclusive além fronteiras, menos por Geografia, mais por História, à procura de um tempo que não foi perdido, mas tirado." – Flavio Motta, em Textos Informes, 1973

Para conferir as arquitetas e arquitetos que subscreveram a carta em apoio a Paulo Mendes da Rocha, Confira!

Via ArchDaily

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

#024 - Helloá Fernandes.


No episódio 24 
- eu sei que na gravação você vai ouvir 23 - mas é o 24, uma conversa bacana com Helloá Fernandes!

Formada em arquitetura e urbanismo pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (2011). Mestre em Arquitetura pelo no Programa de Pós-Graduação Projeto e Cidade da FAV-UFG (2016), com a dissertação "Estudos com ênfase em Arquitetura e Urbanismo, edifícios coletivos, modos de vida, imaginário, apartamentos e tipologia. 

Mesmo com pouco tempo de atuação profissional Helloá já tem projetos de destaque, entre eles o projeto da Livraria Palavrear em Goiânia. Uma conversa que tranquila mas que pontuou temas sensíveis como o campo de atuação e o papel da mulher arquiteta no mercado de projetos e construções.

Vale o clique.


 

Estudante idealizadora da primeira casa impressa em 3D do Brasil vai representar o país na Rússia


Com uma proposta de melhorar as condições de moradia social no Brasil por meio da impressão 3D, a estudante Juliana Martinelli, aluna do curso de engenharia elétrica do UniCEUB (Centro de Ensino Unificado de Brasília) foi selecionada para representar o Brasil no evento "Incubadora de Negócios Internacional da Juventude" dos BRICs, que acontecerá neste mês de setembro na Rússia. A estudante de 28 anos é uma das responsáveis pelo desenvolvimento da tecnologia utilizada na construção da primeira casa impressa em 3D do Brasil e é a única mulher entre os cincos selecionados para integrar a Comissão da Juventude do BRICs.

Construída em somente 48 horas, a casa de 66 m² foi impressa neste ano utilizando uma tecnologia idealizada pela InovaHouse3D, uma startup universitária fundada em 2015 por Juliana e mais cinco amigos, também estudantes de engenharia elétrica, que deixaram o projeto em 2018. Juntos, eles foram responsáveis por projetar a primeira máquina de impressão 3D em concreto da América Latina.

A repercussão do projeto fez com que os estudantes fossem convidados para eventos e palestras em universidades de todo o país. Durante uma apresentação no Rio Grande do Norte, Juliana conheceu os estudantes de engenharia civil — que hoje são engenheiros — Allynson Aarão e Iago Felipe. Os acadêmicos potiguares, responsáveis pela fundação da empresa 3DHomeConstruction, começaram a trabalhar em parceria com a InovaHouse3D para que a primeira casa impressa no Brasil fosse construída. Além disso, eles contaram com o auxílio e o investimento feito pelo professor universitário André Dantas. "Eles aumentaram o tamanho da nossa máquina, melhoraram o sistema de bombeamento e, com a ajuda do professor, foram capazes de tirar esta ideia do papel", relatou Juliana em entrevista à Casa Vogue.

Mais detalhes, Confira!

Via Casa Vogue

Skylines Tower Piero Lissoni



O Arquiteto italiano Piero Lissoni e seu estúdio Lissoni Casal Ribeiro, receberam destaque após o projeto do edifício Skylines. Projetado para o concurso internacional de Arquitetura Skyhive 2020 Skyscraper Challenge, o edifício apresenta autossuficiência interessante.







Sendo o conceito identificado nas novas percepções pandêmicas de 2020, o Skylines foi projetado para não depender das ações naturais externas à torre, caracterizando-se como autossuficiente. Inspirado no conceito de uma árvore, o edifício conta com a utilização da água coletada da chuva, do vento e da luz que serão transformados em energia consumida nas demandas de seu funcionamento. Além disso os jardins presentes fornecem lazer contemplativo e ainda geram alimento com as espécies frutíferas.








O arranha céu que funciona como uma cidade jardim foi projetado em uma área de 80 m × 130 m em Nova Iorque. Possuindo mais de 80 andares, divididos em inferiores com a presença de espaços culturais e até mesmo um hospital, apresenta ainda espaços dedicados ao ensino e a uma universidade, e os superiores residências particulares.
Envolto de cabos de aços que possui funções estruturais e estéticas, o Skylines apresenta-se como um futuro da Arquitetura pós pandemia, sendo perceptível o planejamento e a necessidade de autossuficiência presente no edifício. No entanto, o projeto de Lissoni e seu estúdio, nos leva a refletir sobre a promessa de autossuficiência. É possível que um edifício que possui diversas atividades ocorrendo simultaneamente, da moradia até o hospital, seja totalmente independente da realidade externa?






A promessa de ser considerado uma obra com baixos impactos naturais, pode ser verdadeira? Considerando que seria necessário extrair muitos materiais da natureza para a construção de mais de 80 andares do Skyline. Cabe a nós refletirmos até que ponto é possível a promessa de autossuficiência e sustentabilidade de futuros projetos.


______________________
Todas as imagens (1,2,3,4): https://www.lissoniandpartners.com/en/architecture/competitions/americas/completed/skylines-new-york/1289 ______________________
Referências: https://www.lissoniandpartners.com/en/architecture/competitions/americas/completed/skylines-new-york/1289 https://architizer.com/blog/inspiration/stories/post-pandemic-skyscraper-design/ https://youtu.be/eZl4wBEKeqE
_________________________
Editor:
Heitor Rocha

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

UNStudio conclui as primeiras 37 estações da rede de metrô de Doha, no Catar



O UNStudio revelou imagens das primeiras estações concluídas na nova rede de metrô de Doha, um dos sistemas autônomos mais avançados e rápidos do mundo. A primeira fase do Projeto Ferroviário Integrado do Catar (QIRP) envolveu a construção de três linhas de metrô (Vermelha, Verde e Dourada), com 37 estações concluídas.

Focando na mobilidade como placemaking, UNStudio criou uma proposta para os projetos de estações da, totalmente nova, rede de Metrô de Doha e colaborou com o Departamento de Arquitetura Ferroviária do Catar no desenvolvimento de um Manual de Marca Arquitetônica. Atualmente, em desenvolvimento pela Qatar Railways Company (RAIL), o projeto compreende um sistema ferroviário completo, composto por quatro linhas de metrô com aproximadamente 30 estações na fase 1 e outras 40 estações na fase 2.

"Vamos nos mover de maneira diferente no futuro. A mobilidade está mudando rapidamente, desde a introdução de veículos autônomos até os bondes urbanos e o Hyperloop. Os centros de mobilidade do futuro precisam responder e atender a essas mudanças. A fim de encorajar o uso de formas de transporte mais sustentáveis, essas estações não devem apenas garantir um fluxo regular de passageiros, mas devem realmente atrair o público; serem lugares nos quais eles desejam visitar e voltar." - Ben van Berkel.

Mais informações e fotos, Vale o Clique!

Via ArchDaily

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Carambola Doce #23 - Anderson Ferreira, toca.casa.

No Episódio 23 uma conversa bacaníssima com Anderson Ferreira.

Ele é arquiteto e urbanista, formado pela UEG, seguiu na formação acadêmica cursando mestrado e doutorado em Arquitetura e Urbanismo na UNB. Professor na Unievangélica - Anápolis e atua como arquiteto e urbanista na UFG. 

É apaixonado por boas comidas e aquelas inusitadas, funciona a base de café coado, pai de dois gatos, um sujeito um tanto sarcástico e que adora ficar em casa. 

A devoção ao lar fez com que os tempos de pandemia se tornassem inspiradores, começou a pensar em plantas, suportes, vasos, mais plantas e terra.

Segue o link da tese de doutorado do Anderson, mencionada no podcast.

Vale o clique!

domingo, 13 de setembro de 2020

Tombamento da maquete de Salvador: o “modelo reduzido” de Assis Reis

No dia 20 de agosto teve início o processo de tombamento da maquete de Salvador, que se encontra em exposição na Associação Comercial da Bahia, na capital baiana. A maquete, que estará aberta à visitação por meio de agendamento até 18 de setembro de 2020, começou a ser idealizada no começo da década de 70 pelo arquiteto Assis Reis. Desde então, continua a ser atualizada por uma equipe de artesãos da Prefeitura Municipal de Salvador com o objetivo de representar as mudanças urbanas na cidade, mantendo, assim, a ideia original da sua criação.

O “modelo reduzido”, como a maquete era chamada por Assis, foi proposta à gestão municipal em 1973, quando começou a ser montada em um espaço no próprio escritório do arquiteto, no bairro do Comércio, até sua transferência para uma área disponibilizada pela prefeitura de Salvador, com o objetivo de dar continuidade ao seu trabalho de montagem.

A intenção do arquiteto era de que a maquete pudesse servir como instrumento para o planejamento urbano da cidade, expondo aquelas intervenções que julgava inadequadas justamente pela falta de um planejamento apropriado. Na ideia inicial de Assis, a maquete também permitiria aos cidadãos soteropolitanos o conhecimento do espaço da sua cidade ao ver representadas todas as edificações existentes, por meio de uma técnica de fácil compreensão da urbis.

“Com o modelo reduzido da cidade de Salvador, duas mil vezes menor que sua dimensão real, proponho o conhecimento da cidade de modo concreto, através da valorização de sua configuração urbanística ao longo do tempo, intencionando torná-lo instrumento para o autoconhecimento da cidade pela população ou para o despertar desse interesse. Essa conscientização deverá estimular um sentimento comunitário em defesa da recodificação da legislação, tendo como suporte às atividades turísticas e de comunicação com a população” - Assis Reis

Naquele momento a tecnologia ainda não amparava a arquitetura e o urbanismo da forma como acontece hoje. Os softwares de modelagem bidimensional e tridimensional considerados tão necessários e usuais atualmente ainda não haviam sido lançados, assim como os mapeamentos via satélite disponíveis hoje na internet. Desta forma, os dados relativos às dimensões e alturas foram transpostos inicialmente para a maquete por meio de aerofotogrametrias realizadas nos anos 1956, 1965 e 1972, além do auxílio de coordenadas geodésicas.

A topografia particular da cidade de Salvador, marcada pela presença de vales e cumeadas com acentuadas diferenças de níveis, é representada na maquete por folhas de cortiça. Para as edificações, o material selecionado foi a madeira balsa, devido, entre outros fatores, ao seu fácil manuseio, durabilidade e resultado estético. Os corpos d’água, como o Oceano Atlântico e a Baía de Todos os Santos, são representados em acrílico, e a base da maquete é estruturada em alumínio e eucatex. Ao observar o conjunto, é possível notar como o contraste das tonalidades dos materiais, devido à passagem do tempo, reforça o caráter mutável do modelo como forma de acompanhar as transformações pelas quais a cidade passa a todo momento.

A construção da maquete pode ser dividida em quatro etapas. A primeira, que corresponde ao período entre 1973 e 1975, engloba a produção dos 49 módulos iniciais. Entre os anos de 1975 e 1977, a maquete fica esquecida num depósito da Polícia Administrativa da Prefeitura até ser resgatada por Assis em 1977 e transportada para o segundo andar do Cine Tupy no ano seguinte. Entre 1980 e 1982, na segunda fase de construção, são desenvolvidos mais 24 módulos para apoiar o novo Plano de Desenvolvimento de Salvador (PLANDURB). Na terceira fase, entre 2015 e 2017, são criados mais 6 módulos e na quarta e última fase, entre 2018 e 2019, são incorporados mais 39 módulos, elaborados pela Bustamante Maquetes, sediada em Joinville. Hoje, toda a porção continental do município (402 km²) é representada pela maquete em uma área de 100,5 m² distribuida nos 97 módulos de 1m x 1m e 7 módulos de 1m x 0,5m.

Para conhecer mais, Vale o Clique!

Via Archdaily

sábado, 12 de setembro de 2020

Tipos de lajes de concreto: vantagens e desvantagens

Ao desenvolver um projeto de arquitetura, independente da escala ou programa, os arquitetos se deparam com uma série de escolhas a serem feitas quanto ao processo construtivo adotado, sob aspectos variados: estrutural, econômico, mão de obra disponível, estética, entre outros – em prol da melhor solução.


A partir das muitas dúvidas que surgem no decorrer de seu desenvolvimento quanto à escolha dos sistemas construtivos, preparamos um guia prático acerca dos principais tipos de lajes de concreto moldadas in loco e pré-fabricadas que o projetista deve conhecer, com as vantagens e desvantagens de cada uma delas.


Conheça mais detalhes. Vale o Clique!


Via ArchDaily

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Estratégias para melhorar os espaços de estudo em casa

Com o início do isolamento social, no início de 2020, publicamos diversos artigos com o objetivo de ajudar nossos leitores a aumentarem a produtividade e o conforto em seus home-offices. Após todo esse tempo nessa nova rotina, pesquisas apontam que mais de oitenta por cento dos profissionais desejam continuar trabalhando desde suas casas mesmo depois que a quarentena terminar. Além disso, boa parte das empresas também está satisfeita, mostrando uma alta tendência de empresas adotarem esta prática como definitiva pois a maioria observou que o trabalho remoto pode ser tão (ou mais) produtivo quanto o trabalho presencial.

No entanto, no que se refere às crianças e ao estudo em casa durante a pandemia, o resultado não foi tão positivo. Talvez a maior razão seja o fato de ser muito complicado fazer com que crianças se concentrem e se motivem por muito tempo diante das telas. A falta de interação física com outras crianças também é considerada prejudicial, por muitos estudos. Por isso, apesar da grande ansiedade pela volta por parte de alunos e de professores, enquanto as adaptações ideais, e seguras a todos não forem estabelecidas, a volta às escolas será adiada. Dessa forma, resolvemos compartilhar neste artigo estratégias eficientes que podem transformar os espaços de estudo em casa em aliados do aprendizado das crianças.

Como repensar os espaços de estudos em casa das crianças e adolescentes?

Cada criança e cada faixa etária vai requerer uma estratégica específica que deve ser observada pelos pais ou responsáveis diariamente. No entanto, é possível traçar parâmetros genéricos que contribuirão nos três âmbitos necessários para o ensino em casa: a acadêmica e cognitiva, a da saúde física e a saúde emocional da criança.

Para conferir as dicas e estratégias, Vale o Clique!

Via ArchDaily

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Indiano transforma EPIs de hospitais em tijolos ecológicos

O descarte de máscaras de TNT se transformou em uma preocupação para o meio ambiente. De acordo com dados da Associação de Empresas de Limpeza Pública (Abrelpe), somente em junho, o descarte de hospitais aumentou 20%. A pesquisa ainda mostra que a geração média de lixo por pessoa infectada e internada para tratamento de Covid-19 é de 7,5 quilos por dia.

Então um jovem indiano, de 27 anos, viu nesses resíduos uma forma de reciclagem muito maravilhosa. Ele transformou as máscaras descartáveis e outros EPIs em tijolos!

Desai já fez diversos estudos e pesquisas, transformando lixo em produtos de valor. Ele já construiu, lâmpadas, lustres e pisos a partir de materiais recicláveis. Na Índia ele, inclusive, ganhou fama como “O Reciclador da Índia”.

O tijolos de EPI são compostos, basicamente, de máscaras e toucas descartáveis. Eles compõem 52% da matéria-prima. O restante é preenchido na proporção de 45% de resíduos de papel e 3% de aglutinante. Todo o processo demora 3 dias para ser finalizado, pois os tijolos são secos naturalmente.

Desai já publicou diversos conteúdos no perfil dele no Instagram, mostrando o processo de fabricação dos tijolos.

Ele conta que o tijolo de EPI é mais leve e é resistente à água, pragas e “retardador de fogo”, ou seja, menos inflamável.

“O processo de fabricação do tijolo é semelhante, mas adicionei EPIs feitos de TNT (tecido não tecido), o que inclui máscaras, aventais e toucas. Comecei a experimentar o método em meu laboratório doméstico e logo fiz alguns na minha fábrica”, explica.

Agora Desai quer produzir o tijolo sustentável em escala comercial. Ele já está procurando parceiros para a coleta segura dos descartáveis em hospitais e shoppings. Para que tudo ocorra em segurança, o jovem criou uma caixa para servir como depósito, totalmente lacrada e com dispositivo que indica o limite.

Via The Greenest Post

Carambola Doce #022 - Rafael Tavares !


Neste episódio uma conversa sobre a atualidade do trabalho do arquiteto e urbanista, em tempos de pandemia mas também no cenário pós.

O cotidiano das nossas vidas de trabalho, na pandemia. Uma dose de realidade sem perder o otimismo (mesmo que melancólico).Rafael Tavares é formado pela PUC-GO e faz parte do BrCidades Goiás e do coletivo Salve Goiânia, atuou no setor privado e no 4º Sistema S, estava tentando organizar um Canteiro Livre, porém foi paralisado brevemente devido às questões da pandemia. 

Ele se define como uma pessoa que gosta muito de música, café e conversar sobre o cotidiano, não necessariamente nessa ordem.



A conversa foi norteada em seu último artigo publicado e sua leitura é importante para entender os contextos que vivemos.

Vale o clique.



quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Richard Rogers se aposenta após 43 anos à frente do RSHP

O arquiteto ítalo-britânico Richard Rogers anunciou sua aposentadoria, 43 anos após fundar o escritório Rogers Stirk Harbour + Partners. Como um dos maiores arquitetos vivos da atualidade, é conhecido por suas obras high tech, das quais se destacam o edifício Lloyd's em Londres e o Centro Pompidou em Paris. Laureado com o Prêmio Pritzker, tornou-se um dos arquitetos mais reconhecidos do mundo, desenvolvendo projetos visualmente marcantes e programaticamente adaptáveis em diversos países.

Segundo o The Guardian, Rogers se aposentou formalmente do conselho do RSHP em junho, que será liderado por Stirk e Harbor. O escritório comentou: “Graham e Ivan são agora apoiados por nove outros sócios, com cinco membros de longa data do escritório tendo sido nomeados sócios em 2015. Juntos, eles mantêm a continuidade e consistência da filosofia e ethos que o RSHP aplica a todos os seus trabalhos."


Rogers nasceu em Florença, mas sua família mudou-se para a Grã-Bretanha durante a Segunda Guerra Mundial, quando ainda era criança. Depois de frequentar a Architectural Association em Londres, estudou na Yale University, nos EUA. Na década de 1990, envolveu-se na política britânica, ocupando uma cadeira na Câmara dos Lordes como membro trabalhista (seu título completo é Barão Rogers de Riverside). Por 8 anos, também foi conselheiro-chefe de arquitetura e urbanismo da Prefeitura de Londres.

Rogers ganhou vários prêmios, incluindo o Prêmio Pritzker em 2007, a medalha Thomas Jefferson em 1999 e o Praemium Imperiale de Arquitetura em 2000. Em duas ocasiões seu escritório foi reconhecido com o Stirling Prize, concedido pelo Royal Institute for British Architects.

"Arquitetura é muito complexa para ser resolvida por qualquer pessoa... Gosto da dinâmica que flui quando diferentes disciplinas, da sociologia à matemática, da engenharia à filosofia, se unem para criar soluções. Essa integração cria um ethos que melhor atende – e uma estética que melhor simboliza – o mundo moderno." – Richard Rogers

Via ArchDaily

Paulo Mendes da Rocha doa seu acervo completo à Casa da Arquitectura em Portugal



O arquiteto Paulo Mendes da Rocha doou todo seu acervo à Casa da Arquitectura, instituição portuguesa com sede em Matosinhos que se dedica a preservar e difundir documentações de arquitetura. Arquiteto brasileiro vivo de maior proeminência internacional, o capixaba assinou o contrato com a Casa em dezembro do ano passado, um mês após ter recebido o convite para doar o material.

A recente doação do acervo completo de Mendes da Rocha vem na esteira da doação do projeto do Museu Nacional dos Coches, em 2015, e de um conjunto de sete projetos para a Coleção Arquitetura Brasileira, realizada em 2018. O material chegará à instituição amanhã, dia 10 de setembro, onde será recebido por mais de 30 funcionários dedicados a inventariar e organizar os milhares de itens doados, produzidos desde os anos 50 até os dias de hoje.

O material compreende cerca de 8.800 itens, relativos a mais de 320 projetos, e é composto por aproximadamente 6.300 desenhos analógicos, 1.300 desenhos físicos, 3.000 fotografias e slides, cerca de 300 publicações e um conjunto de maquetes produzidas pelo arquiteto. 

A relação de Mendes da Rocha com a Casa da Arquitetura não é novidade. Em 2018, por ocasião da abertura da exposição Infinito Vão, foi realizada, paralelamente, a exposição Duas Casas, sobre as residências Gerassi e Quellhas, projetadas pelo arquiteto em São Paulo e Lisboa, respectivamente. Paulo Mendes também foi o primeiro sócio honorário da Casa da Arquitetura, acompanhado, posteriormente, por outro Pritzker, o português Eduardo Souto de Moura.

O interesse da Casa da Arquitetura pelo Brasil também já conta alguns anos. A exposição de 2018 foi a maior já realizada sobre arquitetura brasileira, e contou com a doação de mais de 55 mil itens relativos à obra de importantes profissionais do lado de cá do Atlântico. Além disso, desde a inauguração de sua nova sede em Matosinhos, a instituição têm realizado uma série de eventos com convidados brasileiros da arquitetura e outras áreas das artes.

Mais detalhes, Confira!

Via ArchDaily

terça-feira, 8 de setembro de 2020

Ouro Preto se tornará a primeira cidade histórica "inteligente" do Brasil

No mês de agosto, a cidade mineira de Ouro Preto assinou uma parceria público-privada para um projeto de "cidade inteligente", colocando em marcha os planos de se tornar a primeira smart city histórica do Brasil. O contrato prevê um investimento de R$ 10 milhões e abre concessão administrativa para que o consórcio Ouro Luz opere o parque de iluminação pública e a infraestrutura de telecomunicações de Ouro Preto por 25 anos.

O projeto prevê a modernização de todo o sistema de iluminação da cidade, com a substituição das lâmpadas de vapor de sódio pelas de LED, de maior durabilidade e menor consumo. A substituição por lâmpadas de LED seguirá um projeto rigoroso com aprovação do IPHAN, respeitando a temperatura da cor da iluminação para manter a ambientação característica da cidade histórica.

Também será feita a expansão da rede para locais onde ainda não há iluminação pública e melhorias nos locais onde a iluminação é precária, tanto na sede quantos nos distritos. O projeto contará ainda com a iluminação cênica de vários monumentos da cidade, com utilização de refletores do tipo Micro Led RGB que projetam qualquer padrão de cor escolhida. 

Outro ponto importante do projeto é a rede pública de wi-fi, que atenderá diversas praças da sede, distritos e localidades do município. Além disso, todos os esforços que já foram implantados no município nos últimos anos, como a disponibilização de internet de alta qualidade em todas as escolas, creches e postos de saúde, serão agora atendidos por uma infraestrutura ainda mais robusta e com garantia de funcionamento por 25 anos.

Via ArchDaily

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Participe do Sorteio nº02, do Paralelo Amarelo!


Corre lá no nosso Instagram @paraleloamarelo, confira as regras na Foto Oficial e Boa Sorte!

Que tal ganhar uma camiseta cheia de personalidade, arte e poesia? O 2º Sorteio do Portal Paralelo Amarelo é uma parceria com o Virado na Breca. A camiseta sorteada é uma produção autoral do nosso parceiro, inspirado em Manoel de Barros e que vale a pena conferir!

O sorteio será no Sexta, dia 25 de Setembro de 2020 às 18:00.

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Carambola Doce #021 - Carlos Monaretta !


Neste episódio uma conversa com o artista Carlos Monaretta.
Arte, poesia e o projeto Virado na Breca.

Carlos Monaretta trabalha com fotografia, desenho, gravura e instalação.

Em 2018 recebeu menção honrosa na 2a Bienal de Artes do SESC Brasília-DF e foi selecionado para a residência artística no projeto Trampolim (MAC-GO). Em 2019 foi premiado na categoria fotografia no prêmio SESI Arte e Criatividade.

Um papo Bacana! Vale o clique!