segunda-feira, 1 de junho de 2020

MIT e Harvard desenvolvem máscara que se acende quando detecta Covid-19

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, MIT e da Universidade Harvard desenvolveram uma máscara de proteção que será capaz de detectar se a pessoa está infectada com o novo coronavírus, causador da Covid-19.

Sempre que o indíviduo tossir, espirrar ou respirar, uma luz fluorescente se acenderá. Para os pesquisadores, isso poderá ajudar a sanar o problema recorrente da falta de testes, uma vez que os doutores podem colocar a máscara nos pacientes e descobrir rapidamente, sem precisar levar os exames a um laboratório, e assim diagnosticar se eles têm ou não a Covid-19.

A tecnologia será adaptada de um teste feito em 2014 pelo MIT, quando cientistas começaram a desenvolver sensores que poderiam detectar o vírus do ebola uma vez congelado em papel. O laboratório das universidades, em 2018, já foi capaz de detectar sars, sarampo, influenza, hepatite C, dentre outras doenças, com a ajuda de tais sensores.

“A máscara poderá ser usada em aeroportos, quando passamos pelo sistema de segurança, ou enquanto esperamos para entrar em um avião. Nós poderemos usá-la para ir trabalhar. Hospitais poderão usar para pessoas em salas de espera ou para avaliar quem está infectado”, afirmou Jim Collins, do MIT, em entrevista ao Business Insider.

De acordo com Collins, o projeto ainda está “no começo”, mas mostrou resultados promissores e, nas últimas semanas, ele e o time de pesquisadores estão testando o objeto para ser capaz de detectar o coronavírus em pequenas amostras de saliva. A expectativa é provar que a teoria funciona também na prática já nas próximas semanas.

Os sensores necessitam de dois artifícios para serem ativados:

Umidade adquirida através da saliva, por exemplo;
Detectar a sequência genética do vírus;
A umidade, então, é congelada no tecido da máscara e pode ficar estável em temperatura ambiente, que segundo os pesquisadores por meses.

A máscara poderá detectar a Covid-19 entre 1 a 3 horas após o uso. Hoje em dia, o resultado dos testes comuns sai em 24 horas — ou até mais.

As máscaras podem ser também uma alternativa aos termômetros, uma vez que eles não conseguem identificar pacientes assintomáticos.

Para que as máscaras atendam à demanda de usuários durante a pandemia da Covid-19, será necessário que elas fossem de baixo custo e pudessem ser produzidas e distribuídas em massa o mais rápido possível. Entretanto, essas abordagens de negócio/mercado ainda estão distantes pois as máscaras estão em fase de testes.

Via Engenharia É

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