quinta-feira, 4 de junho de 2020

BIM para paisagismo: cenários, possibilidades e avanços

Caminhamos para um cenário onde a tecnologia BIM irá nos ajudar amplamente a maximizar as funções e habilidades dos profissionais da construção civil, abrindo espaço para que possamos planejar, projetar, construir e gerenciar edificações e infraestruturas com muito mais eficiência, integrando todos os sistemas estruturais, mecânicos, elétricos e hidráulicos de maneira responsável, econômica e sustentável.

A tecnologia BIM, que chegou ao Brasil há mais de 15 anos, traz inúmeras vantagens e desafios que são do conhecimento dos profissionais, que contam hoje com rasos incentivos e iniciativas públicas. Os desafios para mergulhar fundo e migrar para o BIM, exigem que estejamos preparados para as mudanças que a tecnologia nos propõe. Considerando os obstáculos culturais e processuais, temos um cenário nacional onde as ferramentas BIM são bastante conhecidas e estão em processo de evolução quanto ao seu entendimento e aprofundamento, sobretudo nos grandes centros urbanos onde cada vez fica mais difícil escapar à cadeia de inovação tecnológica.

O investimento dos profissionais na área é imprescindível para que todo o coletivo possa aumentar o nível de aperfeiçoamento. Para os profissionais paisagistas é necessário maior empenho para entender como se comportar dentro desse novo universo de modelagem inteligente e como, a partir dos projetos de arquitetura da paisagem, poderiam contribuir para a multidisciplinaridade que o BIM carrega.

A área de paisagismo encontra barreiras na implantação do sistema BIM, pois os softwares mais populares como Revit e ArchiCad não englobam ferramentas específicas para suprir as necessidades da área, o que torna maior e mais complexo o desafio, pois é necessário o desenvolvimento de um plano de ação que aborda não só os processos relativos ao uso dos softwares, mas também uma metodologia de uso que adapte de maneira inteligente as ferramentas oferecidas pelo mercado.

Nesse contexto encontramos um cenário onde a maioria das empresas continua a trabalhar da forma tradicional e justificam pela falta de ferramentas, responsabilizando os desenvolvedores, esses por sua vez não encontram peso nas reclamações, sugestões e propostas de novas ferramentas vindas dos profissionais, afinal os mesmos não as usam, e assim se forma o ciclo da paralisação tecnológica, onde não avançamos e se torna cada vez mais difícil e justificável não sair dele.

O desafio de adaptar as ferramentas disponíveis no Revit para a modelagem paisagística começa quando se percebe que elementos básicos da representação não existem, e passa a ser necessário o desenvolvimento e adaptação de praticamente tudo. Das famílias de vegetação com bases de dados relevantes, passando pelo mobiliários, iluminação, terreno, materiais e chegando na documentação dos projetos paisagísticos. Mais detalhes, Vale o Clique!

Via ArchDaily

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