terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Cidade de São Paulo tem mais prédios do que casas pela primeira vez

A capital paulista tem, pela primeira vez, mais residências verticais, ou seja, em prédios, do que residências horizontais, mostra estudo divulgado pelo Centro de Estudos da Metrópole (CEM), Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O dado faz parte de um conjunto de notas técnicas intitulado Políticas do Urbano, Desigualdades e Planejamento. Os trabalhos sobre planejamento municipal, mobilidade, participação social e orçamento foram divulgados em setembro, quando ocorreu o Fórum SP 21. 


A primeira nota técnica explora o tema do estoque residencial formal do município entre 2000 e 2020. Foram utilizadas informações da Secretaria da Fazenda Municipal (SF), as quais servem de base para o lançamento do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU). Ficam de fora, portanto, favelas e loteamentos não regularizados. “Tem aí entre 20% e 25% das residências em São Paulo fora desse universo”, explica Eduardo Marques, diretor do CEM. 


De acordo com os pesquisadores, a expansão dos prédios se dá com o significativo crescimento dos imóveis verticais de padrão médio, assim como pelo dos imóveis verticais de padrão alto. O texto da nota aponta que “a cidade parece estar acelerando um processo de elitização das tipologias residenciais”. No ano 2000, São Paulo tinha 1,23 milhão de imóveis residenciais horizontais, ocupando 152 milhões de metros quadrados (m²). No mesmo período, eram 767 mil unidades verticais em 108,7 milhões de m². Dez anos depois, as casas eram 1,37 milhão em 183,7 milhões de m² e os imóveis verticais somavam 1,38 milhões, numa área de 190,4 milhões de m².


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Via: Agência Brasil

Editora: Carolina Tomazoni Siniscarchio 

segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

12 tendências da arquitetura para aproveitar melhor os espaços abertos




De olho nesta nova configuração do morar, selecionamos ambientes da CASACOR Minas e outros criados por profissionais mineiros para seus clientes para te inspirar a mudar a decoração da sua área externa. A seleção foi baseada em 12 tendências apontadas pela agência WGSN e por pesquisas de instituições como o Sebrae e pela FixR, empresa internacional especializada em consultoria de construção, arquitetura e decoração. 1) Integração suave entre área interna e externa A arquitetura fluida com respiros verdes da Casa da Serra de Junior Piacesi para a CASACOR Minas ilustra bem a tendência de integração quase imperceptível entre os ambientes externos e internos. Materiais, iluminação e ventilação naturais se encarregam de conferir a atmosfera peculiar do espaço. Tudo sugere que o que está fora, está dentro e vice-versa. 2) Descontextualização dos cômodos Uma varanda que se transforma em home office, um quarto que pode se transformar em uma varanda... Este apartamento reformado por Juliana Vasconcellos usa da escolha cuidadosa de materiais para permitir uma versatilidade na função de cada espaço. 3) Cozinha na área externa A possibilidade de receber convidados com segurança na área externa de casa, evitando assim a contaminação dos espaços internos, fez com que a demanda por cozinhas em ambientes abertos se tornasse uma realidade. Na área gourmet desta casa projetada pela 2 Quartos Arquitetura, ela ocupa lugar de destaque. Para saber mais, Vale o Clique! Via Revista Encontro Editora: Naely

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Galeria comercial foi revestida com cores de terra molhada e vidros multicoloridos na Coréia do Sul

Construída ao sul da capital Seul, a loja de departamentos Galleria Gwanggyo foi projetada para ser um marco no bairro habitacional da região. O escritório de arquitetura responsável foi o OMA. “A primeira vez que viemos a Gwanggyo, a cidade inteira parecia uma grande condição temporária, perdendo qualquer senso de permanência”, explicou Chris van Duijn, do escritório OMA. “É por isso que concebemos o projeto como um ponto de gravidade para Gwanggyo – na forma de um cubo de pedra, como se fosse a origem da cidade”, disse van Duijn.

O edifício em forma de cubo é revestido com triângulos de pedra em mosaico. A mistura das cores bege, marrom e terrosa foi projetada para fazer o edifício parecer uma laje de rocha ou um corte transversal de terra. Quebrando a forma geométrica da loja de departamentos de 10 andares, há uma passagem de vidro multifacetada que envolve o edifício, projetando-se da fachada.





“O prédio inclui programa voltado para o público mais do que o varejo, incluindo um centro cultural e um jardim na cobertura do edifício”, continuou van Duijn. “Por isso o loop deve atrair as pessoas para fazerem o longo percurso (540m) da calçada até o telhado e estimular a ocorrência de outras atividades além do varejo”. De acordo com o escritório de arquitetura, a passarela multifacetada de vidro ajudará a conectar as funções de varejo do edifício com suas áreas de lazer. Um mercado de alimentos e delicatessen estão localizados no porão do prédio, com oito andares de varejo acima dele. Junto com escadas e elevadores, todos os andares são conectados por um circuito externo de vidro. O oitavo andar contém bares e restaurantes, o nono e o décimo um cinema multi-tela e o décimo primeiro um espaço descrito como “lounge e academia”.


“Por meio da colaboração com o arquiteto de classe mundial, Rem Koolhaas da OMA, é bem recebido nacional e internacionalmente por sua arquitetura criativa que é diferente do formato típico de loja de departamentos”, disse o presidente e CEO da Hanwha Galleria, Eun Soo Kim. “Galleria Gwanggyo é a mais bela loja de departamentos e deve se tornar um marco único que representa a Coreia e o mundo, fornecendo uma nova inspiração para os clientes.”  As fotografias são de Hong Sung Jun. Confira!


Via Engenharia É

Editora: Naely


quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Ar condicionado bonito e funcional tem consumo zero de energia


Ant Studio, com sede em Nova Deli, criou um aparelho de ar condicionado de consumo zero de eletricidade para combater verões brutalmente quentes na capital da Índia. Construído para a fábrica de equipamentos DEKI Electronics, esta solução de baixa tecnologia, eficiente em energia e artística para o calor sufocante, aproveita o poder do resfriamento por meio da evaporação. A instalação inovadora em favo de mel é feita com tubos de argila cônica que naturalmente reduzem a temperatura ambiente.
Construído como parte de um projeto de embelezamento maior para a DEKI Electronics, a inovadora instalação de resfriamento é altamente funcional e adiciona um toque artístico. A forma e o tamanho dos cones densamente compactados da estrutura de colmeia foram determinados usando análises computacionais avançadas e técnicas modernas de calibração. Quando a água escorre pela estrutura – basta molhar os cones apenas uma ou duas vezes por dia – o processo de evaporação diminui gradualmente a temperatura do ar. As unidades porosas absorvem a água que então se infiltra na superfície externa onde ela evapora e se transforma em ar frio. O fluxo de água esvazia-se em um recipiente e dá à instalação um lindo efeito de cachoeira.
“Eu acredito que esta experiência funcionou bastante. As descobertas desta tentativa abriram muito mais possibilidades, onde podemos integrar esta técnica com formas que poderiam redefinir a maneira como olhamos para os sistemas de resfriamento, um componente necessário, porém ignorado, da funcionalidade de um edifício. Toda instalação pode ser tratada como uma peça de arte”, disse Monish Siripurapu, fundador da Ant Studio. “O perfil circular pode ser transformado em uma interpretação artística, enquanto as águas que caem proporcionam um ambiente reconfortante.” O protótipo é capaz de arrefecer o ar quente acima de 50 graus Celsius a temperaturas inferiores a 36 graus Celsius em torno da estrutura, enquanto a temperatura atmosférica cai para 42 graus Celsius. Os arquitetos vêem a instalação em forma de favo de mel como uma solução escalável de baixa tecnologia para o resfriamento natural, bem como uma instalação artística que incorpora métodos artesanais antigos. Vale o Clique! Via Engenharia É Editora: Naely


segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

AGi Architects projeta o Pavilhão de Oportunidades na Expo 2020 Dubai

Projetado por AGi Architects, Mission Possible, o Opportunity Pavilion da Expo 2020 Dubai oferece engajamento social e intercultural por meio de uma plataforma universal e urbana. Oportunidade é um dos três temas principais da exposição deste ano, juntamente com Sustentabilidade e Mobilidade, que exploram como podemos "desbloquear o potencial de indivíduos e comunidades, destacando que cada um de nós tem um papel a desempenhar na criação de mudanças positivas". A estrutura se assemelha a uma grande praça pública com uma identidade arquitetônica universal, já que o local transcendeu gerações, culturas e eras.

O pavilhão também inclui uma cobertura que flutua 32 metros acima do solo, simbolizando os sonhos que as pessoas aspiram realizar. O elemento em forma de nuvem é composto por seis camadas têxteis de tecido sobre estruturas metálicas, protegendo a praça da exposição solar direta. A cobertura trabalha com transparência, luz, sombras e cores, mudando constantemente com relação à hora do dia, luz e movimento das pessoas. Uma camada de cerâmica cobre o solo e as fachadas do pavilhão, dando a impressão de que a estrutura está envolta por um tapete de terracota. O projeto ajuda a enfatizar os espaços públicos do pavilhão e como os humanos circulam e interagem dentro dele. A praça é colocada em dois níveis, ligando a encosta do terreno e servindo como um espaço metafórico entre as nuvens acima e a Terra abaixo.

Com a Expo 2020 Dubai inaugurada na semana do dia 01 de outubro de 2021, novas fotos de drones do local destacam as características da água e do jardim. Com o objetivo de “explorar o poder das conexões na formação do nosso mundo”, a Expo 2020 Dubai acontecerá de 1º de outubro de 2021 a 31 de março de 2022, sob estritas regulamentações da Covid, após um ano de atraso devido à pandemia mundial. Juntamente com o Pavilhão de Oportunidades do AGi Architect, o masterplan da HOK combina dois outros distritos temáticos: o Pavilhão de Sustentabilidade “Terra” de Grimshaw e o Pavilhão de Mobilidade “Alif” de Foster + Partners. Para saber mais, Confira!

Via: Archdaily Editora: Carolina Tomazoni Siniscarchio

domingo, 16 de janeiro de 2022

Zaha Hadid Architects vence concurso para a reforma da antiga estação ferroviária de Vilnius, Lituânia

O escritório Zaha Hadid Architects acaba de ser eleito o vencedor do concurso internacional para o projeto da nova Estação Central de Trens da cidade de Vilnius, na Lituânia. Chamado pela equipe de ‘Green Connect’, o projeto procura estabelecer um novo centro integrado de transportes assim como promover a reurbanização e a qualidade de vida no centro da cidade—além de estar alinhado com o plano de desenvolvimento sustentável de Vilnius para os próximos anos. Priorizando pedestres e ciclistas, a proposta desenvolvida pela ZHA pretende modernizar a antiga estação ferroviária de Vilnius, incorporando uma nova passarela sobre os trilhos conectando o bairro de Naujininkai com o centro da cidade.

Dessa forma, a proposta ressignificará a “infraestrutura ferroviária existente, permeando-a de forma a restabelecer o vínculo entre distintas áreas da cidade, além e servir como um novo centro intermodal de transportes para toda a região, conectando o país à nova linha ferroviária do Báltico, que aproximará ainda mais a Lituânia dos seus países vizinhos do norte da Europa”.

O concurso foi organizado pela companhia que administra a rede ferroviária no país, a Lietuvos Geležinkeliai, em parceria com a Prefeitura de Vilnius, e o projeto selecionado busca reaproveitar a estrutura existente da estação, acrescentando uma nova passarela e outros 9.500 m2 de áreas úteis ao antigo edifício. As novas plataformas de embarque estão situadas em uma plataforma suspensa de 46 metros de largura e 150 metros de comprimento, além disso, “a estrutra da nova passarela se transforma gradualmente ao longo de seu comprimento; fluindo desde a cobertura inclinada do telhado, definido pelo frontão triangular da antiga estação neoclássica, para então assumir formas e geometrias mais suaves e dinâmicas, minimizando a escala do edifício junto ao novo acesso principal no bairro de Naujininkai”.

Para saber mais, Confira!

Via: Archdaily Editora: Carolina Tomazoni Siniscarchio

sábado, 15 de janeiro de 2022

Arquitetura do metaverso: o que é, quem construirá e por que é importante?

Metaverso é, definitivamente, a palavra da moda mais quente no mundo da tecnologia atualmente. Ao contrário do metaverso centralizado chamado Oasis em Jogador nº1, as comunidades de tecnologia acreditam que o metaverso deve ser um ecossistema aberto e interoperável, não dominado por uma única empresa. Como disse Mark Zuckerberg, “esperamos que no futuro, perguntar se uma empresa está construindo um metaverso soará tão ridículo quanto perguntar a uma empresa como está indo a Internet.” Ao mesmo tempo, a Roblox e a Epic Games, atualmente as empresas mais atuantes neste debate, também acreditam que o metaverso deve ter genes descentralizados para evitar ser monopolizado por algumas forças. Cada um faz sua contribuição para o metaverso por meio da criação de conteúdo, programação e design de jogos. As contribuições também podem agregar valor ao metaverso de outras maneiras.

Por muitos anos, a Internet consistiu basicamente em um catálogo 2D com hiperlinks, mas agora, finalmente, ela começa a ficar interessante com o potencial para experiências 3D, mudando a maneira como trabalhamos, fazemos compras e vivemos. Nesse sentido, como os arquitetos poderão desempenhar um papel na criação e desenvolvimento do grande metaverso? O mundo inteiro está testemunhando uma grande mudança da economia real para a economia digital, e a integração das duas foi acelerada drasticamente desde o início da pandemia global. Vimos várias lojas de material de construção fecharem suas portas, ao mesmo tempo em que a marca de moda Balenciaga optou por estrear sua coleção mais recente em um videogame. Proprietários de imóveis comerciais estão lutando porque os inquilinos estão abandonando os escritórios ou buscando opções menores, enquanto empresas de videoconferência como a Zoom obtiveram enorme sucesso e explodiram em meio à pandemia. Queiramos ou não, a Covid-19 mudou nossa cultura de trabalho, acelerou o crescimento do e-commerce e transformou a forma como as empresas operam.

Os itens digitais já representam um mercado de mais de US$ 10 bilhões e, para que os itens digitais tenham valor real e duradouro, eles devem existir independentemente de uma entidade que possa decidir a qualquer momento remover ou desativar o item. O valor dos NFTs é, portanto, entendido como a certificação da criação do item digital como "único". E essa criação digital pode ser qualquer coisa, incluindo arquitetura digital. A artista Krista Kim, de Toronto, vendeu a primeira casa digital em NFT por mais de meio milhão de dólares. Isso é mais do que o preço de uma casa real em muitas cidades da América do Norte. Outra tendência no mundo da criptografia é investir em imóveis virtuais. Imóveis baseados em blockchain em mundos virtuais valorizaram como resultado do frenesi do mercado de NFT que começou no início de 2021. Um pedaço de terreno virtual no mundo online baseado em blockchain Decentraland foi vendido por mais de US$ 900.000 recentemente.

O metaverso precisa de conteúdo massivo para entreter os usuários. Precisamos de experiências como parques de diversões virtuais, cinemas virtuais, concertos virtuais, cassinos virtuais, escolas virtuais. Para os arquitetos, o metaverso é um território virgem cheio de possibilidades e uma utopia sem as restrições do mundo físico. Os arquitetos podem criar projetos exclusivos apoiados em NFT para pessoas que gostam de colecionar ativos únicos. Os arquitetos também podem construir ativos digitais como cidades, edifícios, móveis, esculturas, nuvens de pontos, texturas etc., e vendê-los diversas vezes para mundos virtuais, jogos e filmes. Além de projetos estáticos, os arquitetos também podem desenvolver “fórmulas” de design em que os usuários podem ajustar os parâmetros para gerar vários resultados, como scripts para o Grasshopper ou ativos digitais no Houdini. Embora a arquitetura seja um negócio relativamente local, você pode fornecer produtos e serviços digitais em todo o mundo. Pode ser difícil encontrar clientes que valorizam seu design em sua região, mas é muito mais fácil encontrar usuários que apreciam seu gosto em todo o mundo.

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Via: Archdaily
Editora: Carolina Tomazoni Siniscarchio

quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

Casas na árvore: do imaginário infantil à arquitetura

No dia 21 de setembro o planeta comemora o dia da árvore, uma data que tem como objetivo conscientizar a respeito da preservação da natureza. Ainda na infância estabelecemos algumas relações com a natureza que acabam fazendo parte do nosso imaginário se desenvolvendo e influenciando também na arquitetura.

Por um lado, historicamente, o homem se aproveita de materiais e insumos da natureza para construir seus abrigos e se proteger das intempéries do tempo e do meio natural, por outro, a ação humana no território têm impactado intensamente no planeta, de maneira que cada dia mais é comum a busca por materiais e técnicas que sejam menos violentas para com o meio ambiente. Para além dessa dualidade, a arquitetura muitas vezes busca na natureza inspiração para seu projeto, seja nas questões materiais, na linguagem dos edifícios ou na relação e integração com a paisagem e com a vegetação.
Essa inspiração é algo instintivo, presente em nosso imaginário desde a infância. As tocas e casas na árvore da brincadeira das crianças evoluem para arquiteturas que se inspiram e retiram da natureza interpretações e sua estética. Selecionamos 22 projetos com programas e linguagens variadas que trazem a natureza como protagonista do projeto, indo além da típica casa construída na altura da copa das árvores, recuperando, valorizando e traduzindo esse imaginário da infância para a arquitetura. O Archdaily separou 22 projetos de usos variados que se inspiram na relação com a natureza e com esse imaginário.

Via ArchDaily _________________________________ Editora: Maria Karolina Milhomens


terça-feira, 7 de dezembro de 2021

A evolução da planta residencial nos EUA: o período pós-guerra



Os modos de abordar o tema infantil ao redor da arquitetura são infinitos: desde projetar em outra escala que não a padrão pensada para adultos até campos mais lúdicos como o projeto de brinquedos e artefatos. O olhar arquitetônico para a infância aposta na construção de uma qualidade espacial que, além de representar espaços mais seguros no ponto de vista urbano, também são um investimento para um melhor futuro da sociedade, visto que a arquitetura pode desempenhar papel fundamental no desenvolvimento infantil.

Para além de atividades para os pequenos, como até mesmo escritórios renomados como o Foster + Partners propuseram - o Archdaily apresenta uma série de artigos que ajudam profissionais da arquitetura a pensar o modo como projetam para a infância, passando por exemplos inspiradores que vão desde compreender a autonomia infantil até a concepção de espaços que estimulam e protegem aqueles que mais precisam de cuidado por parte da sociedade.

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Via ArchDaily
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Editora: Maria Karolina Milhomens

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

Casa autossuficiente usa materiais naturais e zera emissões



Projeto foi criado para ajudar a construir moradias sustentáveis de baixo custo em países em desenvolvimento. Foi priorizado a sustentabilidade, usando materiais naturais e reciclados, reaproveitando resíduos e entregando uma casa com emissão zero. A ideia surgiu em 2014, com o arquiteto libanês Nizar Haddad e a jornalista australiana especializada em meio ambiente Nadine Mazloum.

A construção da casa, alia o conforto à métodos construtivos tradicionais, com o uso de materiais naturais combinados com peças e produtos reciclados. O conceito da Lifehouse, como foi chamada a casa, gira em torno da autossuficiência , da redução da pegada de carbono e do menor custo possível. O projeto incorpora painéis fotovoltaicos, turbinas eólicas e hidráulicas, sistema de captação de água da chuva, além de utilizar água reciclada para irrigação. Ainda, inclui uma estufa e um sistema hidropônico para o cultivo de alimentos.

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_______________________________ Via Ciclo Vivo Editora: Geovana Silva

domingo, 5 de dezembro de 2021

OMA projeta uma ponte de dois andares para pedestres em Jojutla, México

O OMA Nova York projetou uma nova ponte de pedestres de 145 metros sobre o rio Apatlaco que busca conectar o lado leste e o centro de Jojutla de Juárez, Morelos, como parte de um esforço de reconstrução do Infonavit após os danos estruturais e ambientais na área após os terremotos de 2017 no México: casas construídas nas margens do rio sofreram colapso, a linha principal de drenagem sofreu fraturas, espaços abertos foram ocupados com aterros sanitários e a dificuldade de atravessar o rio foi agravada pela destruição da ponte principal.

"Estamos começando a enfrentar desastres naturais com maior frequência e os impactos de longo alcance exigem que mais espaços e recursos públicos sejam integrados em um projeto de resiliência. Após os recorrentes terremotos no México, a Ponte Jojutla tem como objetivo restaurar a infraestrutura e o espírito comunitário. Seus dois pontos de referência reconectam simultaneamente não dois, mas três bairros fraturados, antecipam desastres além dos terremotos ao evitar possíveis inundações e oferecem novas instalações para revitalizar o relacionamento das pessoas com um rio que atualmente é temido ou negligenciado.’’
, diz Shohei Shigematsu, sócio do OMA.


Esta ponte linear tem formato curvo por boas razões: ‘’evita propriedades privadas, atravessa o rio duas vezes e está ancorada em três pontos diferentes da cidade: Panchimalco, um bairro ao sul da capital municipal; as quadras da parte baixa de Callejón Pacheco, muito perto do centro histórico; e o bairro Juárez, o mais central, mas mais danificado pelo terremoto", diz o escritório de arquitetura que a projetou em 2018.

A particularidade do projeto está em seus dois andares resultantes da estrutura de concreto em forma de uma grande viga em "I". O andar superior dá lugar a uma passarela mais alta que procura antecipar a elevação do nível das águas, ao mesmo tempo em que fornece sombra para as rotas de pedestres e bicicletas abaixo. Esta parte superior oferece a oportunidade de incorporar um parque linear, uma praça e um mercado para fomentar um novo eixo comercial como um conector entre as comunidades. Por outro lado, as perfurações da viga ao longo de toda a extensão da ponte tornam-se aberturas que emolduram a paisagem local ao mesmo tempo em que servem para diversas atividades e ritmos, funcionando como espaços indefinidos que funcionam como bancos, escadas, portas, entre outros.

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Via: Archdaily
Editora: Carolina Tomazoni Siniscarchio

sábado, 4 de dezembro de 2021

Neurociência ambiental: um campo emergente para cidades mais equitativas




A neurociência ambiental é um campo emergente, dedicado ao estudo do impacto dos ambientes sociais e físicos, sobre os processos e comportamentos do cérebro. Desde várias oportunidades de interação social aos níveis de ruído, e acesso a áreas verdes, as características do meio urbano têm implicações importantes para os mecanismos neurais e o funcionamento do cérebro, influenciando assim nosso estado físico.

O campo ilustra uma imagem diferente de como as cidades impactam nossa saúde e bem-estar, proporcionando assim uma nova camada científica de compreensão, que poderia ajudar arquitetos, urbanistas e tomadores de decisão a criar ambientes urbanos mais equitativos. A diferença entre a psicologia espacial e a neurociência ambiental é o objeto de estudo. Enquanto a psicologia espacial estuda o impacto do entorno sobre o comportamento humano, pensamentos e sentimentos, a neurociência ambiental estuda como o meio ambiente afeta os processos biológicos, o cérebro e o sistema nervoso.

A neurociência ambiental utiliza técnicas de imagem do cérebro, máquinas de rastreamento ocular e modelos estatísticos, para quantificar a relação e as interações entre o indivíduo e o ambiente. Em comparação com a psicologia ambiental ou espacial, o campo é relativamente novo e circunscreve uma ampla gama de tópicos.

Neurociência e ambiente construído

Outra interação entre arquitetura e neurociência é a neuroarquitetura, um campo interdisciplinar, que visa medir as mudanças no cérebro e no corpo, pela interação com o espaço construído.

Ao mesmo tempo, o neuro urbanismo abrange a neurociência, arquitetura, planejamento urbano e sociologia, e visa "compreender os desafios da saúde mental da vida na cidade". Seja qual for o caso, dentro destes variados e sobrepostos campos emergentes, a neurociência está entrando no campo da arquitetura e do urbanismo, com a perspectiva de informar o desenvolvimento de políticas, e criar ambientes construídos mais saudáveis.

Com uma abordagem mais centrada no ser humano, a neurociência ganhou impulso nos últimos anos, visto que há um incentivo para entender como as pessoas percebem e respondem ao seu entorno.

O Centro de Design + Health, da Universidade da Virgínia, utilizou a eletroencefalografia móvel, ou EEG móvel, para explorar "o que acontece no cérebro enquanto o usuário navega na cidade", registrando essencialmente as emoções e comportamentos desencadeados pelo ambiente construído. Ao testar novas ferramentas e métodos de análise urbana, o projeto de pesquisa visa entender como diferentes espaços urbanos são propícios a atividades específicas, assim como o benefício do bem-estar social de elementos como a arte pública.

Instruindo o projeto urbano

É comumente aceito que os espaços verdes nas cidades são fundamentais para o bem-estar dos cidadãos. Ainda assim, o Laboratório de Neurociência Ambiental da Universidade de Chicago descobriu que mesmo breves interações com ambientes naturais, como caminhar no parque, podem melhorar a memória e a atenção dos usuários em 20%. Este impacto quantificável na produtividade pode ter implicações para o projeto de ambientes de trabalho ou para o ambiente urbano de instalações educacionais.

A pandemia deu foco aos espaços ao ar livre e, à medida que as cidades ajustaram a forma, como alocam o espaço público, a iniquidade verde tornou-se dolorosamente aparente. Estudos demonstraram que o acesso a espaços verdes pode ajudar a superar as desigualdades de saúde relacionadas à renda. Portanto, embora o combate à desigualdade de renda não esteja entre os atributos dos arquitetos e urbanistas, a profissão pode resolver o problema através do fornecimento de mais áreas verdes em comunidades de baixa renda.

Alternativamente, embora as cidades tenham uma prevalência maior de problemas de saúde mental do que as áreas rurais, outro estudo conduzido pelo Laboratório de Neurociência Ambiental da Universidade de Chicago, destacou como as grandes cidades fomentam taxas mais baixas de depressão, em comparação com as pequenas cidades ou subúrbios. O fato foi considerado o resultado de oportunidades mais frequentes de interação social no espaço público, característica que arquitetos e urbanistas buscam constantemente facilitar e premeditar por meio do projeto urbano.

Conduzida antes da pandemia, a pesquisa também traz uma nova perspectiva para o êxodo de cidades altamente densas, catalisadas pela crise sanitária, e suas repercussões a longo prazo, não apenas na vida urbana, mas no bem-estar dos habitantes da cidade.

A neurociência ambiental confirma através de dados científicos, o que urbanistas e pensadores como Christopher Alexander, William H. Whyte, ou Jahn Gehl, descobriram através da observação cuidadosa. Com a arquitetura e o planejamento urbano se tornando esforços coletivos e transdisciplinares, e com os processos de projeto sendo informados por campos de conhecimento cada vez mais diversos, a neurociência ambiental fornece mais uma expertise profissional sobre a qual ancorar as decisões de projeto e as políticas urbanas. A pesquisa conduzida neste campo emergente, visa influenciar o projeto de ambientes físicos, para otimizar a saúde e o bem-estar mental e físico.


Via Archdaily
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Editora: Naely
Escrito por Andreea Cutieru | Traduzido por Rafaella Bisineli

sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

Projetos de Interiores que transformam a experiência espacial com vidros coloridos

O Polivinil Butiral (PVB) é uma resina conhecida por sua resistência, flexibilidade e transparência. Quando inserida ou colada entre dois painéis de vidro, a combinação conhecida como vidro laminado fornece uma camada extra de resistência física, proteção acústica e ultravioleta sem consideráveis perdas na transparência do vidro. Não é por acaso que o vidro laminado é utilizado há décadas na confecção de para-brisas para automóveis. Ao combinar diversas camadas de PVB, um vidro pode ser transformado em uma espécie de caleidoscópio de diferentes cores além de fornecer distintos graus de opacidade e transparência. A enorme gama de cores e acabamentos em PVB permite aos designers e projetistas desenvolver infinitas soluções personalizadas para cada projeto e ambiente. Pensando nisso, apresentaremos a seguir exemplos de projetos que fazem uso de soluções em vidro laminado com PVB:

Centro Educacional para Surdos e Cegos de Utah, Estados Unidos: A Jacoby Architects optou por utilizar detalhes em vidro de alto contraste para destacar algumas das características arquitetônicas específicas do seu projeto para o Centro Educacional para Surdos e Cegos de Utah, uma solução pensada para facilitar e promover a acessibilidade do edifício para seus usuários com visão reduzida. Os projetistas não pouparam esforços e fizeram uso de uma gama quase infinita de diferentes combinações de cores e graus de opacidade, criando um espectro de translucidez que vai do 100% transparente ao completamente opaco. Isso permitiu que que certas áreas comuns do edifício, como a escada, fossem amplamente iluminadas e coloridas, enquanto outras, como as salas de terapia, permaneceram mais privadas e controladas. Centro de Oncologia Pediátrica Princesa Máxima, Países Baixos: Antigamente, os jovens pacientes do Centro de Oncologia Pediátrica Princesa Máxima, na cidade holandesa de Utrecht, eram obrigados a atravessar uma rua bastante movimentada para transitar entre o Hospital Infantil Wilhelmina e o Centro de Tratamento de pacientes com Câncer. Com a tarefa de resolver este problema, os arquitetos e engenheiros da LIAG decidiram criar um túnel naturalmente iluminado e colorido, não apenas para facilitar a transição entre os edifícios, mas assumindo uma função também simbólica, um percurso em direção à recuperação. Além de afetar positivamente o humor dos pacientes, o vidro laminado colorido permitiu criar uma eficiente barreira acústica para minimizar o ruído da movimentada rua entre os dois edifícios.
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Via: Archdaily
Editora: Carolina Tomazoni Siniscarchio

quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Um (novo) fim para o entulho na cidade de São Paulo


A cidade de São Paulo é o exemplo clássico de espaço demolido e reconstruído, todavia sem manter qualquer memória do que ali já existiu. O raciocínio desenvolvido pelo sistema econômico é o de que o tempo é a variável que torna ou não um empreendimento rentável. É muito mais rentável destruir um quarteirão todo com retroescavadeira em dois dias e enviar todo esse RCD para um aterro do que uma mão de obra e maquinário que desconstrua estas construções com inteligência e recicle seus materiais.

A questão é paga-se para criar agregados a partir da demolição, paga-se também para descartá-los em um local adequado (ou paga-se ambientalmente com o descarte irregular) e então paga-se mais uma vez para trazer de alguma pedreira sacos de brita em tamanhos específicos para o emprego na nova construção. Afinal de contas, ao falar de RCD, estamos tratando de resíduos cerâmicos e de concreto, grosso modo: pedras. Porque jogamos pedras fora, pagamos por isso, e depois compramos mais pedras numa loja para construir novamente?
Em muitas partes do mundo a reciclagem de agregados gerados a partir da demolição é algo comum. No Brasil, mesmo que comum no âmbito da pavimentação de vias, ignora-se um enorme potencial estético desta tecnologia pouco difundida. E este potencial já foi apresentado ao mundo: em 2019 o Archdaily postou, em parceria com a revista Metropolis, um artigo sobre uma jovem arquiteta francesa chamada Anna Saint Pierre. A arquiteta desenvolveu em Paris um projeto denominado de Granito, que se resume em reapropriar os resíduos de prédios históricos da cidade em placas de revestimento com acabamento próximo ao das pedras calcárias de granito, reutilizando o resíduo como potencial estético. Um novo “fim” para o entulho nada mais é do que um recomeço. Um recomeço no raciocínio vigente de descartar tudo que é ultrapassado e importar para o terreno somente novos produtos, tecnologias e acabamentos, para “comprovar” que é uma nova construção tecnológica e interessantes. Já é sabido e certificado que RCD triturado pode ser empregado como agregado em misturas de concreto, atingindo resistências até estruturais para uma nova edificação. Não é necessário ir tão longe: no lugar de vigas, portais ou pilares, porque o cidadão não se atenta a escalas mais humanas e realidades mais terrestres, como mobiliários? E ainda, porque se contentar sabendo que o RCD está reutilizado dentro da mistura, porém não poder vê-lo? Por que não transformar o causador do problema do abandono e deterioração de muitas áreas públicas de São Paulo pelo descarte irregular de entulho, em sua própria solução? Óbvio que a ampla difusão de um material com potencial para ser industrializado só vem sustentada por longos testes técnicos e estudos. E se pudéssemos mudar de baixo para cima? Das periferias para o centro? Da autoconstrução para a academia? O ponto de partida é claro: educação. E a forma mais fácil de se educar, relembrando as estratégias de Paulo Freire, é por meio da associação. Imagina-se que será muito mais simples educar uma população a não descartar o entulho numa praça abandonada próximo a sua casa se mostrar-lhes o que esse entulho pode se tornar. É necessário devolver às camadas populares o direito de agir, poética e criativamente, sobre o que antes era resíduo, mas pode se tornar recurso.
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Via: Archdaily Editora: Carolina Tomazoni Siniscarchio

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Projeto que ocupa ruas do Centro com restaurantes tem início em SP

O projeto Ocupa Rua, que prevê a utilização de calçadas e vias públicas como área externa para bares e restaurantes, teve início nesta terça-feira, 1. O restaurante A Casa do Porco Bar, localizado no bairro da República, na região central de São Paulo, é o primeiro a utilizar as extensões ao ar livre que fazem parte da iniciativa.

A ideia desenvolvida pelo escritório de arquitetura Metro Arquitetos e pela crítica gastronômica Alexandra Forbes, com apoio da Prefeitura de São Paulo, foi pensada para evitar aglomerações em ambientes internos e respeitar os protocolos de saúde causados pela pandemia do novo coronavírus. O projeto-piloto fará com que mais de 26 restaurantes do Centro de São Paulo aproveitem os espaços públicos para a criação de terraços ajardinados com mesas que serão utilizadas por clientes dos restaurantes. De acordo com Forbes, embora somente o restaurante A Casa do Porco já esteja utilizando a extensão ao ar livre, as obras de alguns dos outros terraços já estão bastante avançadas. Com isso, já é possível esperar que outros dos estabelecimentos abrangidos pelo projeto também inaugurem o espaço externo ao longo dos próximos dias.
Via Casa Vogue
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Editora: Maria Karolina Milhomens

terça-feira, 30 de novembro de 2021

Salas de estar ainda são relevantes? Confira 16 Projetos contemporâneos

Hoje, a arquitetura se tornou — ou está se tornando — mais flexível e individualista, para acomodar os diversos estilos de vida, e necessidades espaciais das pessoas. Com esta adaptação, a tipologia residencial mudou, e as salas de estar correm perigo. Muitos insistem na necessidade de ter um espaço dedicado ao relaxamento e ao lazer, enquanto outros afirmam ser simplesmente um desperdício de espaço e dinheiro. Este debate levantou uma questão importante: ainda precisamos de salas de estar?
Neste enfoque, veremos como as salas de estar evoluíram ao longo dos anos, e como os arquitetos readaptaram e integraram o conceito de "espaço de encontro" na arquitetura residencial contemporânea. Neste artigo, tanto as salas de estar quanto as salas íntimas, serão exploradas como um único espaço de encontro.

Em um editorial recente do The Guardian's, a editora Elle Hunt, afirma que os milenials "eliminaram" a necessidade de ter uma sala de estar, porque simplesmente não precisam mais dela. Este é o resultado de várias mudanças de estilo de vida e culturais observadas entre esta geração. Enquanto alguns se abstêm de ter famílias grandes, outros não têm os meios financeiros para comprar casas grandes, que possuam um espaço dedicado para reuniões.

Várias pesquisas têm destacado como os milenials estão gastando mais, mas ganhando menos, em comparação com a força de trabalho dos anos 80 e 90; "quase dois quintos vive de aluguel aos 30 anos de idade, e gasta quase um quarto de sua renda líquida em moradia". Em outras palavras, as casas pequenas são tudo o que eles poderiam pagar. Além disso, uma das muitas razões pelas quais as salas de estar não são mais necessárias, é o fato de que em algumas áreas, os estúdios recém-construídos (cerca de 40 m²) têm preços altos e restrições no uso do solo, o que força os arquitetos de interiores a remover espaços não essenciais, sendo a área dedicada a apenas sentar-se, muito provavelmente a "primeira a ser retirada".

O conceito de "espaço de encontros" foi readaptado de uma geração, e de uma cultura para outra. Tal fato é uma resposta às constantes mudanças nos estilos de vida, hábitos, normas culturais e estabilidade financeira. A maioria das pessoas se concentra na conveniência e na funcionalidade, ao invés da formalidade. Teoricamente, as salas de estar foram criadas como um espaço privado para relaxar e socializar.

A força de trabalho de hoje, tem tudo a ver com networking, sendo a maior parte de seu tempo online ou em deslocamento entre edifícios, e é por isso que eles sentem que ter uma sala de estar dedicada apenas ao relaxamento, não se encaixa à sua conturbada agenda; o quarto já é suficiente. Quanto à socialização, se restaurantes ao ar livre, bares ou outros espaços públicos forem inacessíveis, a cozinha ou varanda de sua casa seria o substituto ideal.

Sala privativa

A sala de estar tradicional transcendeu gerações e culturas, e manteve sua presença em projetos residenciais dos tempos modernos. Seja um apartamento ou uma casa, projetos com grandes áreas permitem aos arquitetos dedicar uma sala com o único objetivo de reunir ou relaxar. Estes espaços são projetados com móveis e acessórios sob medida, para receber hóspedes ou eventos formais, ou transformados em uma fuga isolada e confortável para os membros da família. As casas maiores tendem a ter ambos espaços, cada um com sua respectiva função.

Chaptal Residence / Nathalie Eldan Architecture Ewelina Art Studio / Ewelina Makosa PH-13 Apartment / Atelier L'inconnu Planta Integrada /

Conceito aberto Nas últimas décadas, uma grande quantidade de usuários começou a optar por salas e cozinhas integradas, onde tudo flui. Muitos arquitetos creditam a alocação da sala de estar ao lado da cozinha ao jantar, já que cozinhar é conhecido como um dos meios mais bem-sucedidos de reunir as pessoas, que por sua vez as consideram mais fácil circular pelo espaço e receber amigos. Também é importante ter em mente que as plantas de conceito aberto, foram resultado do "individualismo do design", onde os moradores compram ou alugam suas casas como uma tela em branco, para projetar e organizar da maneira que quiserem sem nenhum trabalho permanente.

Colours of My Life Apartment / WY-TO architects

Plataformas ampliadas As casas com paisagens particulares permitem aos arquitetos ampliar o térreo, criando um espaço de transição entre o interior e o exterior, que serve tanto como uma área de encontro formal quanto informal. Este modelo de sala de estar é muitas vezes rodeada pela cozinha, jardim e/ou piscina, tornando um local ideal para receber hóspedes e relaxar com os membros da família. Da mesma forma, os pátios e alpendres frontais também são considerados como plataformas estendidas utilizadas para relaxamento e lazer. 

Mais informações, Confira!


Via Archdaily
Escrito por Dima Stouhi | Traduzido por Rafaella Bisineli
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Editora: Naely

segunda-feira, 29 de novembro de 2021

Dia Mundial da Arquitetura 2021: ação urbana para um mundo sustentável

Comemorado na primeira segunda-feira de outubro, o Dia Mundial da Arquitetura foi criado pela Union Internationale des Architectes (UIA) em 2005 para "lembrar ao mundo de sua responsabilidade coletiva pelo futuro do habitat humano", e coincide com a data em que é celebrado o Dia Mundial do Habitat, promovido pela UN-Habitat. Neste ano, as duas organizações definiram temas relacionados à melhoria da qualidade de vida e redução dos efeitos da crise climática por meio de ações no ambiente construído.

Enquanto o tema do Dia Mundial da Arquitetura 2021 da União Internacional de Arquitetos é "Meio ambiente limpo para um mundo saudável", o Dia Mundial do Habitat da UN-Habitat anunciou "Acelerando a ação urbana para um mundo livre de carbono" como tema. Segundo Andreea Cutieru, editora do ArchDaily, "os seguintes temas refletem uma recente mudança de perspectiva que foi desencadeada no ano da pandemia, seja sobre como trabalhamos, onde escolhemos viver, como pensamos o turismo ou o ritmo que caminha a automação."



Acelerando a ação urbana para um mundo livre de carbono: O Dia Mundial do Habitat 2021 reconhece que "as cidades são responsáveis por cerca de 70% das emissões globais de dióxido de carbono, com transporte, edifícios, energia e gestão de resíduos sendo responsáveis pela maior parte das emissões urbanas de gases de efeito estufa." Embora a maioria dos governos, organizações e comunidades concordem que ações ambiciosas, globais e colaborativas devam ser desenvolvidas para diminuir a crise climática, o conteúdo dessas ações – e quem deve agir – não é tão claro. Arquitetos e designers abraçaram este desafio, ponderando seus papéis e explorando suas próprias abordagens práticas. Novas linguagens e tecnologias da arquitetura: Metaverso, cyberpunk e solarpunk são alguns dos novos conceitos que mapeamos este ano, alimentando novas linguagens da arquitetura para um mundo onde a pandemia normalizou o trabalho remoto e os encontros virtuais. Esses conceitos, juntamente com a consolidação da automação, domótica, buildtech e impressão 3D, estão expandindo o debate sobre como o mundo digital pode evoluir. Materiais locais: Segundo Diego Hernández, diretor criativo do ArchDaily, "como podemos ajudar a reduzir as emissões de nosso campo por meio da prática projetual? A história nos mostra que existem muitas técnicas construtivas e que o uso de materiais locais tem se mostrado sustentável ao longo do tempo. Nesse sentido, a tecnologia e o conhecimento podem nos ajudar a aprimorar esses tipos de técnicas para que sejam duráveis e economicamente viáveis no mundo de hoje. Quanto podemos aprender com a arquitetura vernacular? A partir de uma perspectiva crítica, devemos discutir quais são as melhores opções e em quais casos a arquitetura deve ser mais local do que global". Para saber mais, Confira!
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Via: Archdaily Editora: Carolina Tomazoni Siniscarchio