quarta-feira, 22 de setembro de 2021

Estudante brasileiro vence concurso com projeto social feito com contêineres


Luan Fontes, estudante brasileiro da Universidade do Porto, em Portugal, venceu o concurso nacional Casa Saudável, Cidade Saudável com um projeto de 42 contêineres localizado na Ilha dos Frades, Rio de Janeiro.

A extimativa de execução do projeto é de 4 meses e visa atender uma escola de dança e três moradias sociais emergenciais, levando em consideração a necessidade de uma construção rápida e acessível. 

Assim, o projeto possui um sistema estrutural mais leve que a alvenaria, com materiais de fácil inserção e leva metade do tempo para ser executado em relação a construções comuns.

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Via Archdaily
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Editor: Geovana Silva

terça-feira, 21 de setembro de 2021

As 20 maiores cidades do mundo - Ranking 2021

De acordo com o último relatório das Nações Unidas sobre as populações nas cidades, até 2030, “projeta-se que as áreas urbanas abriguem 60% da população global e uma em cada três pessoas viverá em cidades com pelo menos meio milhão de habitantes”. Crescendo em tamanho e número, as cidades são centros de governo, comércio e transporte e, em 2021, as 20 maiores cidades do mundo já totalizam meio bilhão de pessoas. Com efeito, uma a cada cinco pessoas em todo o mundo vive em uma cidade com mais de 1 milhão de habitantes.

A seguir, reunimos as 20 maiores megacidades do mundo em 2021, de acordo com o número de pessoas que vivem em sua área metropolitana. Embora Tóquio seja a maior cidade em nível global, com um total de mais de 37 milhões de habitantes, a maioria das maiores cidades do mundo está nos dois países mais populosos, China e Índia. Entre elas, temos cinco metrópoles na China – Xangai, Pequim, Chongqing, Tianjin e Guangzhou – e três na Índia – Delhi, Mumbai e Calcutá. A maior cidade do continente americano é São Paulo, com 22 milhões de habitantes, seguida pela Cidade do México e Buenos Aires, na Argentina. Istambul, na Turquia, ocupa a 13ª posição com uma parte da cidade situada na Europa e outra parte na Ásia.

Para saber mais, Vale o Clique!


Via ArchDaily
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Editor: Altillierme Carlo

segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Concurso Cabana de Arte - Acadêmicos 2021: inscrições abertas




Este concurso é uma sequência do Projeto Cabana de Arte, realizado no ano de 2020 pelo grupo BANGA, que reunia arquitetos e artistas angolanos, para juntos criarem um espaço virtual de exposição e de acesso gratuito ao público. Para o ano de 2021, o desafio é lançado aos alunos de arquitetura e recém-licenciados em Luanda, Angola. O programa será semelhante às edições passadas do Cabana de Arte, mas com alguns ajustes devido à natureza académica do concurso, e à dinâmica que se pretende criar entre alunos-artista. Pretende-se promover a interação com o cliente real (o artista), em que o grupo de alunos desenvolverá um projeto onde deverá ser notório o diálogo entre arquitetura e a arte/obra do artista. Espera-se ainda que a resposta ao programa seja dada de forma rápida, criativa e de acordo com os pedidos do cliente. Esta deve albergar e complementar uma das obras do artista (escolhida pelo mesmo), mas sem deixar de lado, as qualidades espaciais de um projecto de arquitetura. Pretende-se a construção de um espaço expositivo que albergue a obra do artista angolano de Muamby Wassaky, intitulada: Arquitectura da Construção Alternativa, onde os artista explora elementos típicos da construção tradicional (condutas, canos, tubos, fios eléctricos...) para criar esculturas e instalações. As inscrições vão até às 10:30PM do dia 01 de Outubro de 2021. Para saber mais detalhes, Vale o Clique!


Via ArchDaily
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Editor: Altillierme Carlo

sábado, 11 de setembro de 2021

Imagens aéreas mostram novas perspectivas de ícones da arquitetura moderna e contemporânea


Na arquitetura e no urbanismo, os movimentos de aproximação e se afastamento de determinado objeto de estudo, seja na escala do edifício ou da cidade, são corriqueiros e permitem ora visualizar melhor os detalhes, ora ter uma visão mais ampla do todo – ambas essenciais para compreensão do objeto em questão. A mudança do ponto de vista possibilita percepções distintas de um mesmo local: ao nos deslocarmos do nível térreo, ou do observador, ao qual somos habituados a vivenciar no cotidiano, para o ponto de vista aéreo, podemos estabelecer relações que se aproximam das obtidas através plantas de situação, de localização e planos urbanísticos.


No caso da arquitetura em particular, observar um edifício do alto pode revelar, por exemplo, como se dá sua inserção no tecido urbano, sua relação com entorno edificado e qual é o sistema utilizado na cobertura. Tais noções, obtidas pela visão aérea, ou vista de pássaro, estão fora do alcance natural do homem, mas a partir do uso de tecnologias ou de mudança do posicionamento (no topo de um edifício ou dentro de um avião, por exemplo), é possível alargar o campo de visão, como quando ajustamos o scroll do mouse ou as lentes de uma câmera fotográfica. 

O site e Instagram do Overview “usa imagens aéreas e de satélite para demonstrar como a atividade humana e forças naturais moldam a Terra”. Formando um acervo que inclui imagens de relevos naturais, cidades, edifícios etc., as fotos revelam o chamado “efeito overview”, uma espécie de “visão sinóptica” daquilo que é captado pelas câmeras, drones e satélites.

Em uma parceria com o Overview, selecionamos uma série de projetos icônicos publicados pelo ArchDaily sob o ponto de vista aéreo e estabelecemos um paralelo com as imagens sob o olhar do observador, mostrando estes ícones da arquitetura sob diferentes perspectivas.

Para conferir mais fotografias, Vale o Clique!



Via ArchDaliy

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Editor: Altillierme Carlo

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

O incrível trabalho de colorização digital do artista Sébastien de Oliveira






Colorir fotos antigas é uma verdadeira arte, que envolve muita técnica e habilidade. É verdade que a inteligência artificial já consegue fazer um bom trabalho de colorização digital, mas muitos detalhes só ficam perfeitos sob mãos humanas.


É o caso do belo trabalho do artista Sébastien de Oliveira que utiliza o Photoshop para inserir cores em fotografias em preto-e-branco de décadas passadas.

É muito interessante notar como as cores trazem uma sensação totalmente diferente às fotografias. Para conhecer mais desse trabalho incrível, Vale o Clique!






Via Designerd

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Editor: Altillierme Carlo








quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Fortaleza, Caruaru e Conde vencem o primeiro Prêmio Cidade Caminhável





De acordo com a Política Nacional de Mobilidade Urbana, projetos que priorizem os deslocamentos ativos são de extrema importância nas cidades brasileiras, já que o deslocamento a pé representa 39% dos deslocamentos diários.



Com isso, o Prêmio Cidade Caminhável, realizado pelo SampaPé! com apoio do ITDP Brasil e Walk 21, elegeu como vencedores projetos realizados pelo poder público que priorizaram o caminhar. Analisados por quatro mulheres especialistas em mobilidade e cidades e dividido em três categorias (cidades pequenas, médias e grandes), teve como base alguns critérios: caminhabilidade, impacto, participação social, colaboração e inovação.

O município de Conde, na Paraíba, foi o vencedor na categoria de cidades pequenas. Através de uma carta de diretrizes, que teve participação da população, o projeto redesenhou os espaços públicos, com ruas compartilhadas, diminuição das velocidades e priorização do caminhar, além da possibilidade de utilização desses espaços para lazer no período noturno. Na categoria de cidades médias o vencedor foi o Via Parque Caruaru, de Pernambuco, um parque linear no eixo da antiga linha férrea desativada que liga a cidade de leste a oeste. Foi desenvolvido áreas para pedalar e caminhar, com quiosques, academias ao ar livre, pistas de skate, parques infantis, quadras poliesportivas e fonte interativa. O vencedor na categoria de cidades grandes foi o Plano Municipal de Caminhabilidade de Fortaleza, desenvolvido em 8 cadernos com linguagem didática para se comunicar diretamente com a população. O plano ressalta a acessibilidade e inclusão por meio da caminhada, acalmamento de tráfego, rotas escolares e ações de urbanismo tático.


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Editora: Geovana Silva Costa

quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Adjaye Associates desenvolve projeto replicável de hospital para Gana





A Adjaye Associates anunciou uma parceria com o Governo de Gana para projetar várias infraestruturas de saúde pública em Gana. Além da reforma do hospital psiquiátrico em Accra, um projeto em evolução desenvolvido pela Adjaye Associates visa transformar o sistema de saúde pública do país.

Este projeto é gerenciado pelo Hospital Infrastructure Group (HIG), chefiado pelo governo local de Gana. O presidente Nana Akufo-Ad disse que a ambiciosa proposta “tem como principal objetivo transformar o país em um dos mais importantes Centros de Excelência Médica de todo o continente, colocando Gana como um novo destino para o turismo médico na África”. O projeto foi desenvolvido pela Adjaye Associates, uma empresa de arquitetura liderada por David Adjaye, que visa transformar o sistema de saúde pública de Gana, com o objetivo de cumprir a Agenda Hospitalar 111, com o objetivo de promover uma nova experiência de saúde pública no país, reconhecemos que o projeto deve ser flexível o suficiente para se adaptar facilmente a mais de 100 diferentes situações urbanas e rurais. Pensando nisso, o hospital será construído em um único andar que poderá ser integrado a outras estruturas secundárias de suporte. Assim, o programa básico consiste principalmente em espaços de acolhimento e encaminhamento de pacientes. Um detalhe interessante deste projeto é a diferença entre os edifícios devido à estrutura da cobertura. Se trata de duas estratégias de projeto complementares, várias soluções de cobertura foram projetadas para fornecer melhor iluminação e ventilação natural conforme necessário, ou para estabelecer um ambiente interno mais controlado. Apesar dessas diferenças, ambas as soluções de cobertura captam a água da chuva e também possuem uma camada de isolamento para minimizar o acúmulo excessivo de calor no edifício. Ao considerar uma estratégia passiva, inteligente e ecológica, bem como um sistema pré-fabricado que ajuda a manter as emissões de dióxido de carbono do edifício em níveis aceitáveis, o projeto básico que desenvolvemos para o programa Agenda 111 é muito extenso, pode ser facilmente ampliado e reproduzido de forma fácil, rápida e eficiente. A estrutura do hospital é viabilizada pelo jardim, a começar pela coluna central, e por uma série de espaços públicos rodeados pela natureza. Projeto de Arquitetura: Adjaye Associates Coordenador de Projeto: Sutherland & Sutherland Architects
Via ArchDaily
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Editora: Maria Karolina Milhomens

domingo, 22 de agosto de 2021

ProAcústica completa 10 anos



Em 2021 a Associação Brasileira para a Qualidade Acústica (ProAcústica) completa uma década de existência e, a fim de comemorar a data, essa que se faz como uma das mais importantes representantes do segmento de acústica ambiental e de edificações disponibiliza um balanço sobre as realizações e conquistas que impulsionaram a conscientização sobre a relevância da qualidade acústica no país.

De acordo com o que informa a instituição, a ProAcústica nasceu em 2011 no contexto onde as empresas do setor buscavam uma representatividade mais adequada às necessidades do mercado de acústica – um órgão que atuasse de forma ágil, como uma ponte entre as empresas e a sociedade, o poder público, as universidades e o cenário global de soluções acústicas. “Nesse sentido, o desempenho da ProAcústica representou um divisor de águas para a cadeia produtiva do setor no Brasil”.

"Tudo foi construído com o time de líderes do mercado de acústica – e esse grupo não para de somar talentos para expandir nosso alcance, tornando-nos cada vez mais estimulados para encarar novos desafios e escrever os próximos capítulos dessa história. Queremos estar sempre conectados”, pontua Luciano Nakad Marcolino, presidente executivo.

O principal objetivo da entidade é, portanto, contribuir para o desenvolvimento de uma sociedade com qualidade acústica para todos. Nesses dez anos, campanhas, intervenções urbanas e diálogos com o poder público, promovidos pela entidade, evidenciaram a importância dos cuidados com a acústica como fator de bem-estar e de saúde pública. Dessa maneira, a entidade se tornou referência em conteúdo e atualização de informações para o segmento por meio da comunicação, contribuição na elaboração de legislações específicas e normas técnicas.

No decorrer desse período ela foi responsável, em vários momentos, pela criação de movimentos representativos que trouxeram a temática, sob diferentes abordagens, ao centro de discussões. Sabe-se que a entidade atuou junto aos Comitê Brasileiro da Construção Civil (ABNT CB 02) e Comissão de Estudo Especial de Acústica (ABNT CEE 196) para a atualização, modernização e publicação das NBR 10151, NBR 10152, NBR 15575 Norma de Desempenho, entre outras. Manuais técnicos e orientativos foram desenvolvidos para auxiliar os profissionais que atuam no segmento, bem como aqueles que se interessam em compreender assuntos ligados ao conforto acústico.

A instituição é ainda responsável por programas de referência em aprimoramento e qualificação do segmento, tais quais o Interlab e Qualilab, ações educativas e selos de qualificação para empresas. Ainda, no próprio site da entidade, permanecem disponibilizados para livre consulta os títulos: Norma de Desempenho; Classe de Ruído das Edificações Habitacionais; Recomendações para Contrapisos Flutuantes; Qualidade Acústica em Escolas; Qualidade Acústica de Auditórios; e Acústica Básica.

Via Revista Projeto

sábado, 21 de agosto de 2021

Arquiteto goiano obtém 2ª colocação em concurso do Museu dos Emboabas, em Caeté (MG)




A proposta do arquiteto e urbanista goiano Alexandre Ribeiro obteve a segunda colocação no Concurso Nacional de Arquitetura para criação do Museu dos Emboabas, em Caeté (MG). Confira o Projeto Aqui!

“O Museu acontece em torno do vazio que projeta a praça de convívio, promovendo espaços adequados às exposições propostas”, escreveu Alexandre Ribeiro em seu Instagram, “com possibilidades de deslocamentos e experiências parcialmente reveladas pelas aberturas desiguais que constroem cenários e perspectivas ao longo do percurso em torno do vazio do pátio central.” Alexandre Ribeiro é coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário de Anápolis (UniEvangélica).

O primeiro e terceiro lugar, mais a menção honrosa, foram obtidos por arquitetos de Minas Gerais: André Miguel Coronha, Luciana de Resende e Anielle Kelly Vilela.

Sobre o concurso

O concurso é uma iniciativa do Município de Caeté, realizada por meio de sua Fundação Casa de Cultura. O certame aconteceu em etapa única em meio eletrônico. Alguns dos critérios básicos avaliados pela Comissão Julgadora foram conceito e inovação, qualidade arquitetônica e urbanística, sustentabilidade, mobilidade, acessibilidade e inclusão social.

Via CAU-GO

sexta-feira, 20 de agosto de 2021

2º Guia IAB para a Agenda 2030 terá projeto urbanístico sustentável de arquiteto goiano


O trabalho de um arquiteto e urbanista goiano foi selecionado para integrar o 2º Guia IAB para a Agenda 2030, foi lançado durante a programação do 27º Congresso Internacional da União Internacional de Arquitetos (UIA2021). O UIA2021, um dos mais importantes eventos de Arquitetura e Urbanismo do mundo, está sendo realizado no Rio de Janeiro. Confira o lançamento clicando aqui!

Para sua cidade-laboratório de sustentabilidade urbana no Cerrado, José Fernandes da Cunha propôs, em seu Trabalho de Conclusão de Curso na PUC Goiás, uma usina termosolar de geração de eletricidade, a utilização de efluentes e resíduos orgânicos domésticos e comerciais na produção de biogás (a ser usado como combustível para o transporte público), captação e aproveitamento de água pluvial nas habitações, priorização aos modos de transporte à pé e em bicicleta, parque linear percorrendo toda a cidade, proporcionando lazer, qualidade de vida e melhoria das condições ambientais – entre inúmeras outras soluções.

Visando o potencial de produção de energia renovável de Goiás, foi escolhida para a implantação da cidade-laboratório uma área particular entre os municípios de Iaciara, São Domingos e Guarani de Goiás, às margens do Rio Paranã, no Nordeste Goiano. O núcleo inicial comportaria 16 mil habitantes.

O Guia IAB para a Agenda 2030 reúne 51 projetos de arquitetos e urbanistas brasileiros que colaboram com cada um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. A publicação do Instituto de Arquitetos do Brasil pretende promover as soluções arquitetônicas e urbanísticas como importantes ferramentas para que a humanidade consiga alcançar as 17 metas da ONU para o desenvolvimento sustentável.

Segundo a arquiteta e urbanista Adriana Mikulaschek, conselheira federal do CAU e orientadora do trabalho em 2019, a publicação contribui com a divulgação de soluções possíveis para o meio urbano. “Essa discussão precisa ser ampliada, conhecida e interiorizada por nós, arquitetos”, afirma. “Precisamos pensar diferente na hora de construir cidades.”

Para José Fernandes, a seleção é um reconhecimento muito bem-vindo. “Foram inúmeros estudos de casos para selecionar, para cada situação, a melhor solução quanto a tratamento de efluentes, captação e reaproveitamento de água, aproveitamento e geração de energia. Também foi considerada a sustentabilidade econômica, porque, sem uma base econômica viável, tudo não passa de uma utopia.”

Via CAU-GO

quinta-feira, 19 de agosto de 2021

Barcelona é eleita Capital Mundial da Arquitetura para 2026


Juntando-se a Copenhague e Rio de Janeiro, Barcelona foi nomeada Capital Mundial da Arquitetura para 2026 pela Unesco e sediará o Congresso Mundial da União Internacional de Arquitetos dois anos após o evento em Copenhague. Barcelona e Pequim foram candidatas ao título de 2026, mas a cidade espanhola venceu com a proposta de tema Um hoje, um amanhã, que explora a abordagem da cidade em relação à sustentabilidade e o futuro do ambiente construído.

Barcelona será palco vários acontecimentos importantes para a arquitetura nos próximos anos. A tão esperada conclusão da Sagrada Família deve ocorrer a tempo para o 100º aniversário da morte de Antoni Gaudi. A cidade também tem trabalhado para sediar a Nova Bauhaus Europeia, uma iniciativa que "convida todos os europeus a imaginar e construir juntos um futuro sustentável e inclusivo que seja belo para nossos olhos, mentes e almas", e sediará a 25ª edição da Bienal Espanhola de Arquitetura e Urbanismo (BEAU).

A Unesco nomeou o Rio de Janeiro como a Capital Mundial da Arquitetura em 2020. A cidade deveria sediar o 27º Congresso Mundial de Arquitetos, mas devido à pandemia, o evento aconteceu digitalmente. O evento explorou maneiras de criar um ambiente urbano mais justo e favorável sob o tema Todos os mundos. Apenas um mundo. Arquitetura 21.

Fundada em 1948, a União Internacional de Arquitetos (UIA) é uma organização não governamental com sede em Paris que trabalha para sustentar a troca de ideias entre arquitetos, promover novos conceitos e tecnologias, influenciar políticas públicas de construção e desenvolvimento e prestar assistência a estruturas profissionais em todo o mundo. Designada trienalmente, a cidade eleita Capital Mundial da Arquitetura se torna um fórum internacional de debate em torno de questões relacionadas ao meio ambiente urbano.

Via CAU-GO

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Carro de US$ 6 mil criado por startup é movido somente a energia solar


A proposta da startup holandesa Squad Mobility é oferecer ao mercado um veículo movido somente a energia solar. Sediada em Amsterdã, a empresa acaba de revelar o seu protótipo. Chamado de Squad Solar City Car, o carro foi apresentado ao mercado pelo valor de US$ 6,8 mil, aproximadamente R$ 35 mil.

O veículo conta com dois lugares e coleta a energia do sol por meio do seu teto, que tem painéis solares embutidos. Além disso, ele carrega uma bateria portátil substituível para quando a energia extra for necessária. Nesse caso, basta carregá-la em uma tomada regular.

A empresa informa em seu site que o modelo aguenta rodar até 20 quilômetros por dia sem precisar ser recarregado. A ideia é que ele seja usado para rotas curtas dentro da cidade - sua velocidade máxima é de 48 quilômetros por hora, então estradas não fazem parte da proposta do Squad Solar City Car.

A expectativa da startup é que a pré-venda do veículo seja oficialmente lançada em setembro deste ano. O objetivo é que o início da produção em larga escala aconteça no final de 2022.

Via Revista Pegn

terça-feira, 17 de agosto de 2021

Marinha e IAB/RJ anunciam vencedor do concurso para o Museu Marítimo do Brasil

O Departamento Cultural do Abrigo do Marinheiro (DCAMN), em parceria com a Marinha do Brasil, e o Departamento do Rio de Janeiro do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB/RJ) anunciaram, nesta segunda-feira, 9 de julho, o projeto vencedor do Concurso de Arquitetura para o Museu Marítimo do Brasil: a equipe conjunta entre messina | rivas arquitetos, de São Paulo, e Ben-Avid Studio, baseado em Córdoba, Argentina, conquistou o primeiro lugar no certame. O grupo tem o arquiteto e urbanista Rodrigo Quintella Messina como responsável técnico.

Ao todo, 191 equipes, distribuídas por 17 estados do país, candidataram-se para enviar projetos – um recorde na história das chamadas públicas do IAB/RJ. Além do vencedor, foram anunciados os premiados com as segunda e terceira posições, sob a liderança de Nonato Veloso (Brasília – DF) e Álvaro Puntoni (São Paulo – SP), respectivamente.

"O título da proposta é ‘Convocar o comum das águas’. O projeto procurou retomar a proximidade com a água e o que ela pode representar como espaço comum entre as diferenças. A água é inconstante, varia todos os dias, aproxima e afasta as pessoas, os continentes, os animais. Queremos reivindicar essa relação. A gente tira partido do imaginário portuário: os visitantes terão que atravessar a água para entrar no Museu Marítimo do Brasil, como quem entra em uma embarcação para encontrar diferentes culturas”, explica o arquiteto e urbanista Rodrigo Quintella Messina.

O Museu Marítimo do Brasil será construído no Espaço Cultural da Marinha, localizado no Centro do Rio de Janeiro, próximo à Praça XV. O objetivo deste novo equipamento, que tem uma proposta conceitual inédita e de caráter nacional, é estimular o conhecimento sobre a história marítima que está intrinsecamente ligada à formação do país, destacando o mar e os rios como instâncias culturais, simbólicas e míticas. O museu fará parte de um complexo de centros culturais existentes na área central do Rio, como o Museu Histórico Nacional, o Centro Cultural do Banco do Brasil, a Casa França-Brasil, o Museu de Arte do Rio (MAR) e o Museu do Amanhã.

O 1º Colocado no concurso é a equipe "messina | rivas arquitetos + Ben-Avid Studio" composta pelos profissionais: Francisco Rivas, Rodrigo Quintella Messina, Martin Benavidez; Stefanía Casarin, Facu Rasch, Ema Polito, Franco Fara, Alen Gomez.

Para saber mais detalhes do concurso e dos premiados, Vale o Clique!

Via Revista Projeto

segunda-feira, 16 de agosto de 2021

Foster + Partners projeta Pavilhão na Mobilidade na Expo 2020 Dubai

Projetado pelos arquitetos do Foster + Partners, o Alif-The Mobility Pavilion exposto na Expo 2020 Dubai discute as fronteiras entre o mundo físico e digital e convida os visitantes a conhecer os ícones históricos da mobilidade, cujas inovações ajudaram a trilhar o caminho até os dias de hoje. O pavilhão possui o maior elevador de passageiros do mundo, capaz de transportar mais de 160 pessoas ao mesmo tempo, e uma pista semi-subterrânea de 330 metros de extensão que permite aos visitantes verem dispositivos de mobilidade de última geração em ação.

O Pavilhão recebeu o nome de Alif em homenagem à primeira letra do alfabeto árabe, simbolizando o "início do progresso e novos horizontes". O pavilhão proporcionará aos visitantes uma experiência instigante, mostrando como a mobilidade tem sido a força motriz do desenvolvimento da humanidade ao longo dos anos, levando a explorações além das fronteiras da Terra.

O pavilhão leva os visitantes a uma viagem além da Terra, explorando territórios desconhecidos que lhes permitem criar o futuro que desejam. Os visitantes aprenderão sobre cidades inteligentes e como elas são criadas por meio de inteligência artificial, big data, robótica, aprendizado de máquinas e transporte autônomo. Os visitantes também obterão informações sobre o complexo processo de movimentação de mercadorias ao redor do mundo e como a mobilidade pode evoluir nas cidades centradas no ser humano do futuro.

"Mobilidade é o movimento de pessoas, bens e serviços, capitais, dados, ideias e culturas. Pode significar movimento físico, mas também envolve conexões, reais e virtuais. Vivemos em um mundo de conexões ilimitadas. Explore horizontes que impulsionam o progresso humano, à medida que a mobilidade continua a transformar a maneira como vivemos, nos conectamos com as pessoas, entendemos diferentes culturas e trocamos conhecimentos e ideias."

Sob o tema “conectando mentes e criando o futuro”, a Expo 2020 Dubai acontecerá de 1 de outubro de 2021 a 31 de março de 2022, após ter sido adiada por um ano devido à situação mundial do coronavírus. Localizada ao sul de Dubai, seu masterplan foi projetado por HOK. Cntrado no Al Wasl Plaza, projetado por Adrian Smith + Gordon Gill, a maior cúpula sem suporte do mundo interseciona os três distritos temáticos da exposição e seus pavilhões correspondentes: o Pavilhão de Sustentabilidade “ Terra ”de Grimshaw, o Pavilhão de Mobilidade“ Alif ”de Foster + Partners e o Pavilhão de Oportunidades“ Missão Impossível ”de AGi Architects. Os distritos temáticos irão abrigar mais de 87 novos edifícios permanentes e hospedar o trabalho de mais de 136 países participantes.

Via ArchDaily

domingo, 15 de agosto de 2021

Mini-utilitário elétrico alemão inspirado na Kombi



Observando as imagens, até parece uma VW Kombi revivida para os anos 2020, com visual atualizado e adaptada às novas tendências e claro, sem deixar de lado as tecnologias. Mas é o XBus, um pequeno utilitário elétrico fabricado pela empresa alemã Electric Brands.

O XBus é construído sobre uma plataforma modular com partes desmontáveis. Assim, ele pode ser montado em até 10 carrocerias, podendo virar furgão, picape, van de passageiros e tem até uma configuração de camping.

O XBus conta com dimensões menores que as de um Renault Kwid, por exemplo. Suas medias são 3.640 mm de comprimento, 1.600 m de largura, 1.940 mm de altura e 2.200 mm de entre-eixos. São 4 cm e 22 cm a menos que o subcompacto da Renault, respectivamente, em comprimento e entre-eixos. Seus números ficam um pouco maiores na configuração off-road.

Entretanto, seu tamanho e o peso de 600 kg não lhe dão limitações quando o assunto é carregar peso: a carga útil do utilitário é de 1.000 kg, quase a mesma quantidade suportada por uma picape média como a Toyota Hilux por exemplo com seus 1.005 kg de capacidade de carga.

A empresa instalou quatro motores de baixa potência, um em cada roda – que já garantem também a tração integral. Juntos, eles geram uma potência quase ínfima, de 76 cv, porém com um generoso torque de 101,9 kgfm.

O trem de força é alimentado por uma bateria de 10 kWh de capacidade, que permite um alcance de até 200 km. A marca disponibiliza uma bateria de 30 kWh como opcional, que, auxiliada por painéis solares, aumenta a autonomia para até 600 km. Sua recarga total acontece em três horas. Oferece ainda faróis e lanternas de LED, painel digital, portas USB do tipo C e central multimídia flutuante.

A empresa já vende o veículo sob encomenda, com preços a partir 21 mil e chegando a 32,3 mil euros, o equivalente a cerca de R$ 128 mil e R$ 200 mil, respectivamente numa conversão direta.

A previsão é que as primeiras unidades encomendadas sejam entregues no final do primeiro semestre do próximo ano.

Via Engenharia É

sábado, 14 de agosto de 2021

Sasaki lança ferramenta online gratuita de planejamento urbano

O escritório multidisciplinar de arquitetura, urbanismo, paisagismo e design Sasaki, anunciou recentemente o lançamento do Density Atlas, uma nova plataforma online voltada a arquitetos e urbanistas, fazedores de políticas e estudantes de arquitetura que se dedicam ao estudo e ao desenvolvimento de projetos de infra-estrutura urbana. Esta inovadora ferramenta digital procura explorar a fundo as definições do conceito de densidade relacionado às cidades, colaborando com o trabalho de arquitetos e urbanistas do mundo todo a medida que fornece uma série de dados para melhor compreender e comparar os diferentes tipos de densidade em distintos contextos do nosso planeta.

À medida que o debate sobre o futuro das cidades segue sendo um dos principais temas de discussão entre a comunidade de arquitetos e urbanistas, impulsionado pelas novas perspectivas que começam a se desenhar em um possível mundo pós-COVID, o Density Atlas oferece aos usuários e pesquisadores uma importante ferramenta para que estes possam melhor compreender e avaliar a densidade de uma determinada região, cidade ou bairro. A plataforma tem como principal objetivo esclarecer a própria definição do termo, disponibilizando importantes informações que podem ser muito úteis durante o desenvolvimento de projetos de planejamento urbano e desenvolvimento das cidades. O site, no estado que se encontra hoje, foi desenvolvido pelo professor emérito do Departamento de Estudos em Planejamento Urbano do MIT (DUSP), Tunney Lee, em parceira com seus alunos e colaboradores do Instituto de Planejamento Urbano vinculado à mesma instituição.

Para saber mais detalhes, Vale o Clique!

Via ArchDaily

sexta-feira, 13 de agosto de 2021

Casa da Arquitectura de Portugal anuncia duas exposições Paulo Mendes da Rocha

A Casa da Arquitectura de Portugal, com sede em Matosinhos, apresenta duas exposições sobre Paulo Mendes da Rocha marcadas para maio de 2023, que serão acompanhadas de amplo programa de atividades dentro e fora do país. Desde 2020, a instituição é detentora do acervo do premiado arquiteto brasileiro.

As mostras vão ocupar os dois espaços expositivos da instituição, a Nave Expositiva e a Galeria da Casa. A exposição maior, na Nave, terá curadoria do arquiteto e historiador de arquitetura Jean-Louis Cohen e de Vanessa Grossman, arquiteta brasileira sediada em Roterdã, sendo o projeto expositivo da autoria de Eduardo Souto de Moura, Prêmio Pritzker 2011.

Esta será uma grande exposição retrospetiva do trabalho do arquiteto Paulo Mendes da Rocha a partir de uma leitura do acervo doado à Casa da Arquitectura — que engloba todo o material produzido durante a sua longa vida profissional, desde a década de 50 do século passado até aos nossos dias — e ficará em cartaz até outubro de 2023.

Simultaneamente, na Galeria da Casa haverá uma exposição com curadoria da arquiteta brasileira Marta Moreira e do engenheiro português Rui Furtado, com projeto expositivo de Ricardo Bak Gordon, equipe que em conjunto com Paulo Mendes da Rocha e Nuno Sampaio, realizou o projeto do Museu dos Coches de Lisboa.

Paralelamente a estas duas exposições vai decorrer um programa de atividades com curadoria do arquiteto Nuno Sampaio, diretor executivo e comissário-geral da CA, e da arquiteta Catherine Otondo, responsável pela organização do acervo de Paulo Mendes da Rocha, que chegou à CA em setembro de 2020. Este programa paralelo de grande abrangência vai contar com debates, conferências, visitas de obra e pretende-se que seja realizado durante cinco meses em seis países distintos, designadamente, Portugal, Brasil, Itália, Inglaterra, Estados Unidos e Japão, transformando-se numa grande festa da arquitetura e de celebração da obra e da pessoa de Paulo Mendes da Rocha.

"Esta será uma grande realização da Casa da Arquitectura para celebrar a pessoa e a obra universal de Paulo Mendes da Rocha, os seus princípios éticos, estéticos e técnicos em todo o mundo e que fará com que estas exposições em Matosinhos sejam de visita incontornável para quem gosta de arquitetura e, particularmente, da obra de Paulo Mendes da Rocha." — Nuno Sampaio

A organização é da Casa da Arquitectura, que está a estabelecer parcerias com diversas entidades de todo o mundo para a prossecução deste ambicioso plano de atividades.

Via ArchDaily

quinta-feira, 12 de agosto de 2021

E-Workshop Arquitetura na cidade 2021



Promovido pela Alternative Academic Project, o evento desenvolverá o conteúdo programático através de uma intervenção arquitetônica e urbanística de média escala no conjunto urbano da Pampulha, tombado pela Unesco em 2016. Os interessados devem candidatar-se até o próximo domingo, 15 de agosto.

A Alternative Academic Project (AAP) realizará entre os próximos 30 de agosto e 11 de setembro o E-Workshop Arquitetura na cidade 2021, evento coordenado pelo arquiteto italiano Alberto Collet, junto dos colaboradores Mirian Maia e Felipe Sanquetta, que irá desenvolver o conteúdo programático através de uma intervenção arquitetônica e urbanística de média escala no conjunto urbano da Pampulha, tombado pela Unesco, em 2016, como Patrimônio Cultural da Humanidade.

A abordagem propõe investigação sobre o processo de requalificação de áreas urbanas, enfatizando a integração entre o edifício e a cidade, principalmente no que diz respeito às possibilidades de conexões alternativas que a presença da Lagoa da Pampulha propicia e que podem contribuir para a melhoria da utilização entre os bens tombados de seu conjunto urbano.

O E-Workshop é preferencialmente destinado a estudantes ou recém-formados em arquitetura, engenharia, design de interiores e urbanismo do Brasil e de outras nações. Para se inscreverem, os interessados devem enviar Curriculum Vitae e Portfólio até o próximo domingo, 15 de agosto de 2021, para o e-mail alternative.academic.project@gmail.com, indicando no assunto “Inscrição no e-workshop Arquitetura na Cidade”.

Conheça mais detalhes. Vale o Clique!


Período 30 de agosto a 11 de setembro de 2021

Organização Alternative Academic Project

Inscrições envio de Curriculum Vitae e Portfólio até o próximo domingo, 15 de agosto de 2021, para o e-mail alternative.academic.project@gmail.com

Investimento R$ 420 (estudantes); R$ 520 (profissionais)

Mais informações através do link / Alternative Academic Project (Instagram)

* Existe a possibilidade de bolsas de estudos de forma total ou parcial, consultar por e-mail.


Via Revista Projeto

Nakagin Capsule Tower será desmontada e cápsulas serão levadas a diferentes museus do mundo

Todas as cápsulas serão restauradas em sua forma original por meio de crowdfunding. Algumas das cápsulas serão retiradas e doadas a museus, enquanto o restante será "reutilizado" como acomodação. Depois de muitos pedidos de transferência das cápsulas para o exterior, para museus como o Centro Pompidou em Paris, os arquitetos decidiram expor as cápsulas em museus em todo o mundo, para que mais pessoas pudessem experienciar seu design único. Uma cápsula modelo está atualmente em exibição no Museu de Arte Moderna de Saitama, projetada por Kisho Kurokawa.

Desde 2018, o edifício tem funcionado como uma moradia temporária, permitindo que as pessoas vivam a experiência da torre por um período de um mês. Por quase dois anos e meio, as cápsulas foram utilizadas por mais de 200 pessoas, que deram opiniões positivas sobre a experiência, o que convenceu a equipe de arquitetos a desenvolver "cápsulas de acomodação" a serem espalhadas por diferentes localidades. 

A campanha de financiamento coletivo foi lançada pela Motion Gallery e está no ar desde o início de julho. O objetivo é angariar fundos para os reparos das cápsulas que estão sendo doadas aos museus.

Construída em 1972, a Torre Nakagin foi o primeiro projeto baseado em cápsulas, desenvolvido em torno da visão de uma arquitetura adaptável e dinâmica, onde os módulos são plugados a um núcleo central e podem ser substituídos. As cápsulas foram projetadas para hospedar executivos em viagem a Tóquio. Cada unidade mede 4x2,5 metros e contém o necessário para acomodar uma pessoa. Todos os elementos e acessórios são industrializados e pré-montados. 

Via ArchDaily

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Disponível para download Manual Ilustrado do Centro Histórico de São Paulo

A cartilha objetiva sensibilizar a população quanto à importância da paisagem urbana ao trazer, dentre outros conteúdos, orientações para que proprietários e locatários de 380 imóveis localizados no perímetro do Triângulo Histórico recuperem suas fachadas.

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL) e a São Paulo Urbanismo, acaba de publicar o “Manual Centro Histórico – Manutenção, Conservação, Reforma, Restauro”, volume que objetiva sensibilizar a população quanto à importância da paisagem urbana, orientando ações individuais e coletivas de auxílio à preservação da cidade.

O caderno tem como área de estudo o Triângulo Histórico, recorte especial do Centro formado pelas ruas Benjamin Constant, Boa Vista e Líbero Badaró, com área de aproximadamente 185 mil metros quadrados e por onde circulam diariamente cerca de 600 mil pessoas. A ideia do Manual é incentivar e orientar os proprietários e locatórios dos 380 imóveis contidos nesse perímetro para que mantenham ou promovam as devidas intervenções em suas fachadas, a fim de conservar a arquitetura desse local.

Cabe destacar que nesse perímetro todos os imóveis são tombados ou encontram-se em áreas envoltórias de tombamento, sendo assim as ilustrações contidas na publicação facilitam e ampliam o acesso à informação quanto às normas legais para esses bens, prestando ainda orientações sobre a inserção de elementos na paisagem por meio da valorização, reforma e preservação do imóvel.

Legislações como da Lei Cidade Limpa (14.223/2006) e Resoluções do Conpresp são facilitadas com a apresentação de exemplos ilustrados, que mostram os tipos de anúncios indicativos permitidos – aquele sem caráter publicitário, que buscam apenas identificar o estabelecimento -, e como eles devem ser instalados em um edifício com lojas diversas”, detalha o descritivo.

O Manual também apresenta soluções simples para a manutenção, limpeza e conservação do imóvel. Para isso, foi necessário um amplo trabalho da SP-Urbanismo, que vistoriou e analisou cada um dos imóveis do Triângulo Histórico para identificar pontos que desvalorizam a arquitetura de cada um deles e da cidade, como infiltrações, peças danificadas, entre outros.

O resultado foram fichas técnicas para cada imóvel do Triângulo Histórico, que compila informações de tal ordem sobre o edifício – como autor do projeto, data da construção, quantidade de pavimentos e outras -, além do diagnóstico da SP-Urbanismo sobre a respectiva construção. Ao final, o Manual reúne dicas para valorizar ou recuperar a fachada do imóvel, como padronizar cores e embutir ou ordenar elementos na paisagem (instalações elétricas, ar-condicionado, antenas, entre outros).

A elaboração do Manual do Centro Histórico é fruto de um trabalho de dois anos da SP-Urbanismo e que foi subsidiado por estudos realizados em conjunto com entidades do poder público e da sociedade civil, isto é, a Subprefeitura da Sé, Secretaria Municipal da Cultura (DPH e Museu da Cidade) e a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAUUSP).

O Manual do Centro Histórico está disponível para download, assim como todas as Fichas Técnicas que, por sua vez, podem ser consultadas mediante o número de cadastro do IPTU (SQL).

Para download, Vale o Clique!

Via Revista Projeto.

terça-feira, 3 de agosto de 2021

Primeira ponte de aço do mundo impressa em 3D


A ponte foi criada por braços robóticos, tem 12 metros de comprimento, é feita de 4500kg de aço inoxidável e levou seis meses para ser impressa.

Se você caminhar ao longo do canal Oudezijds Achterburgwal, em Amsterdã, notará uma elegante e esteticamente agradável ponte de aço para pedestres. Se não fosse pela atenção da mídia que recebeu, você até consideraria uma característica regular da arquitetura da cidade. Mas esta ponte carregada de sensores é na verdade a primeira ponte de aço impressa em 3D do mundo, de acordo com um comunicado de imprensa do Imperial College London.


Impressa por quatro robôs em questão de apenas seis meses, a ponte anuncia um novo começo na fabricação aditiva. A maioria dos projetos de impressão 3D, sejam eles projetados para espaço sideral ou infraestrutura rápida, usam tintas proprietárias ou material de partida. Esta ponte no entanto usa aço, um material de construção, um experimento para testar se ele pode encontrar aplicações em impressão 3D.

“Uma estrutura metálica impressa em 3D grande e forte o suficiente para lidar com o tráfego de pedestres nunca foi construída antes”, disse o co-colaborador imperial Prof. Leroy Gardner, do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental, em um comunicado à imprensa. “Testamos e simulamos a estrutura e seus componentes durante todo o processo de impressão e após sua conclusão, e é fantástico vê-la finalmente aberta ao público.”

Como você imprime uma ponte de aço?

O projeto, iniciado em 2015, utilizou robôs multiplataentas para aquecer o aço a 1.500°C e construiu a camada da ponte por camada. A ponte de quase 12 metros de comprimento é composta por cerca de 4.500 kg de aço inoxidável. Considerando a forma como a ponte foi construída, era apenas condizente que um robô fosse realmente usado para inaugurá-la.

A rainha holandesa Maxima apertou um botão verde para colocar um braço robótico equipado com uma tesoura em movimento para cortar a fita e abriu a ponte para pedestres e ciclistas.

A ponte também é equipada com múltiplos sensores que coletarão dados sobre tensão e vibração à medida que as pessoas o usam sob várias condições climáticas. Esses dados serão então alimentados em uma réplica “digital” da ponte que ajudará os pesquisadores a entender melhor como o aço impresso em 3D se comporta durante um período de tempo. Também os ajudará a identificar áreas que possam exigir manutenção ou modificações e utilizar essas informações para projetos de construção maiores.

O projeto foi concluído pelos esforços colaborativos da MX3D, uma startup holandesa focada em impressão metálica 3D, pesquisadores do Imperial College London e do Instituto Alan Turing.

“A impressão 3D está prestes a se tornar uma grande tecnologia em engenharia e precisamos desenvolver abordagens adequadas para testes e monitoramento para realizar todo o seu potencial”, disse o professor Mark Gilorami, do Instituto Turing, que liderou o projeto.

A ponte impressa em 3D está programada para ficar lá por um período de dois anos, enquanto a ponte original está sendo reformada. Para mais detalhes, Confira!

Via CPG

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Patina Hotel Maldives, Fari Islands. Por Studio MK27

Fari Islands, na República das Maldivas (arquipélago do Oceano Índico, distante 700 quilômetros do sul da Ásia), é um conjunto de quatro ilhas artificiais que começou a ser implantado há cerca de dez anos. Capitaneado pelo Pontiac Land Group, de Singapura, o empreendimento de hospitalidade teve recentemente inaugurado na sua ilha maior, de 400 mil metros quadrados de área, o Patina Hotel Maldives: conjunto hoteleiro concebido pelo paulistano Studio MK27. A coautoria é de Renata Furlanetto e a autoria dos interiores é de Diana Radomysler (com Pedro Ribeiro). Ambas diretoras, junto com Suzana Glogowski e Mariana Simas, do escritório criado por Marcio Kogan.

Via Revista Projeto

domingo, 1 de agosto de 2021

Lançamento do livro ‘Ruy Ohtake, arquiteto’






A Romano Guerra Editora e o Instituto Tomie Ohtake lançam o livro sobre a obra de Ruy Ohtake, trazendo aspectos ainda pouco explorados em publicações anteriores sobre o arquiteto, como apontam os organizadores Abilio Guerra e Silvana Romano Santos: “Nas nove publicações monográficas anteriores, destacava-se a carência de desenhos técnicos consistentes e, graças ao acesso franco ao acervo do arquiteto, foi possível analisar e apresentar a complexidade dos projetos”.

O novo livro foi concebido a partir de recortes conceituais que se desdobram em três capítulos: “Morar na praça”, texto de Ruth Verde Zein e fotos de Nelson Kon, que contempla as edificações em pequena escala, em especial as residências; “O desenho, a cor e a cidade segundo Ruy Ohtake”, texto de Luís Antônio Jorge e fotos de Tatewaki Nio, com edifícios altos, que abrigam diversos programas – residencial, cultural, serviços etc. -, bem como a presença da cor como elemento fundamental; e “Ruy Ohtake: a arquitetura como paisagem”, texto de José Tabacow e fotos de Antonio Saggese, que trata de projetos de escala urbana, com preocupações urbanísticas, paisagísticas, ecológicas e de infraestrutura. Cada capítulo conta com três ensaios fotográficos atuais e vasta documentação iconográfica dos projetos nas três escalas. Fora isso, a introdução sobre o arquiteto tem texto de Abilio Guerra e Silvana Romano Santos, que perpassam pela formação do arquiteto, trajetória profissional, e sua atuação nas áreas de arquitetura, paisagismo, urbanismo e design.

"Sua produção tem sido registrada em revistas e livros, mas até o presente momento não foi feita uma publicação contendo balanço crítico isento e aprofundado, que permita a inserção de sua obra em merecido lugar da história da arquitetura brasileira. A finalidade maior deste projeto cultural é cumprir esse objetivo”, informa o descritivo.

A tarefa de responsabilidade ficou a cargo da Romano Guerra Editora, que é especializada em livros de arquitetura, arte e cultura de alto padrão gráfico e editorial. Já publicou arquitetos e escritórios brasileiros de primeira linha, como Rino Levi, Paulo Mendes da Rocha, Lina Bo Bardi, Brasil Arquitetura, David Libeskind, João Filgueiras Lima (Lelé), Rosa Kliass, Marcos Acayaba, Abrahão Sanovicz, João Kon, Vilanova Artigas e outros. Suas edições, caracterizadas pela qualidade gráfica e conceitual, ganharam diversos prêmios. Abilio Guerra, Silvana Romano e Fernanda Critelli, arquitetos, são editores do Portal Vitruvius e da Romano Guerra Editora.

Já o Instituto Tomie Ohtake, inaugurado em novembro de 2001, desenvolve um intenso programa de exposições nacionais e internacionais, tanto contemporâneas como históricas, e se desdobra em outras atividades como debates, produção de conteúdo, documentação e edição de publicações, além de pesquisa no ensino da arte contemporânea, que lhe confere a ação pioneira na criação de novos processos para a formação de professores e de alunos das redes pública e privada, além de realizar uma série de atividades dirigidas ao público em geral e projetos de estímulo ao desenvolvimento da produção contemporânea.

Nascido em São Paulo, em 1938, Ruy Ohtake é filho da artista plástica Tomie Ohtake, forma‐se arquiteto em 1960 na FAU USP. Ganhador de 25 prêmios, conquistou o Colar de Ouro do Instituto de Arquitetos do Brasil – IAB (2007). Recebeu os títulos de Professor Emérito da Faculdade de Arquitetura de Santos e de Professor Honoris Causa da Universidade Braz Cubas. Entre centenas palestras, fez parte do seleto grupo de arquitetos convidados do 20º Congresso da União Internacional de Arquitetos (1999), para proferir uma das principais conferências em Pequim, ao lado de Jean Nouvel e Tadao Ando. Na comemoração dos 60 anos da FAU USP, em 2008, foi o arquiteto convidado a fazer uma exposição no grande espaço projetado pelo mestre Vilanova Artigas.

Autor de centenas de projetos, inicia a carreira com obras de pequeno porte para depois assumir programas mais complexos, alguns deles hoje marcos urbanos de São Paulo – caso do Instituto Tomie Ohtake e dos hotéis Unique e Renaissance –, além de obras infraestruturais e equipamentos públicos e privados importantes para várias cidades – Parque Ecológico do Tietê, Expresso Tiradentes e Conjunto Residencial e Polo Educacional de Heliópolis, em São Paulo; Parque Ecológico de Indaiatuba; Aquário do Pantanal, em Campo Grande; Brasília Shopping, em Brasília; Estádio Walmir Campelo Bezzera, em Gama, DF; Embaixada Brasileira em Tóquio. Para mais detalhes, Confira!

 Via Revista Projeto

sábado, 31 de julho de 2021

Concurso de ideias busca por intervenções temporárias em obras de Lina Bo Bardi


Nos últimos meses em voga, nome e carreira de Lina Bo Bardi (1914-1992) têm aparecido em importantes eventos e publicações do setor arquitetônico. Na atual 17ª Bienal de Arquitetura de Veneza, Lina recebeu o Leão de Ouro póstumo em honra a sua histórica atividade profissional – trajetória notadamente retratada pelo volume ‘Lina: Uma Biografia’, de Francesco Perrotta-Bosch, da Editora Todavia, lançamento do último mês de maio.

Sob a mesma premissa, o 6º Prêmio {CURA} homenageia a arquiteta e urbanista através da temática do concurso de ideias que busca por propostas de intervenção temporária em relação direta com obras de Lina. A fim de estimular a ampliação do debate, o edital é simples e torna cada escolha um critério de avaliação, abrindo-se à implantação em qualquer cidade do Brasil – desde que seja uma interferência em obra da arquiteta.

"O 6º Prêmio {CURA} dá continuidade à proposta de realização de concursos de ideias com temas que se alinham às discussões atuais da arquitetura, cidade e sociedade, buscando aprofundar-se na discussão sobre o Brasil atual”, informa o descritivo do certame.

Estão aptos para participar estudantes de arquitetura/design de interiores/artes plásticas, de qualquer ano, e/ou arquitetos/designers de interiores/artistas, brasileiros ou estrangeiros, que tenham obtido o diploma entre 2019 e 2021. As inscrições, por sua vez, podem ser individual ou em equipe – essas com a possibilidade de comporem-se por integrantes de faculdades distintas, e com no máximo 5 integrantes, incluindo, ou não, nomes de professores, orientadores e co-orientadores na ficha de inscrição.

Segundo o edital, os critérios de avaliação se baseiam em escolha do local de intervenção; leitura do território e justificativas; integração proposta entre intervenção e obra; interpretação da obra existente; sistema construtivo; qualidade da espacialidade proposta; e qualidade gráfica e clareza da apresentação.

Para não influenciar no desenvolvimento dos trabalhos por parte dos participantes, a divulgação dos integrantes da Comissão Julgadora aos poucos, através de lives/entrevistas para que possam contar sobre sua relação direta com Lina Bo Bardi. Buscando atender ao objetivo de homenagem especial à arquiteta, a Comissão será composta por pessoas que participaram diretamente na produção de sua obra, o que restringe as alternativas para o júri.

"Importante alertar que no período em que Lina compunha suas equipes de trabalho, a sociedade não tinha algumas das preocupações que temos hoje. Atualmente, é de plena consciência a importância de compor equipes e comissões julgadoras com equidade de gênero. Apesar dos nossos esforços, nem todas as convidadas diretamente relacionadas com a produção de Lina puderam compor o júri”, acrescenta o descritivo.


Calendário

01/11 - Encerramento das inscrições

11/11 - Entrega das propostas até às 23h59

05/12 - Divulgação do Resultado (Aniversário de Lina)

Para mais informações, Vale o Clique!

Via Revista Projeto

sexta-feira, 30 de julho de 2021

Com patrocínio do CAU, livro sobre Attilio propõe reparação à história oficial do planejamento de Goiânia

A pesquisa realizada pela arquiteta e urbanista Anamaria Diniz e publicada no livro “Goiânia de Attilio Corrêa Lima: ideal estético e realidade política” propõe um contraponto e uma reparação à história oficial sobre o planejamento urbano da capital.

Patrocinada pelo Conselho, por meio de projeto da Casa da Cultura Digital, a publicação foi lançada ontem, 29/07, às 19h com transmissão pelo You Tube.

A obra é resultado da dissertação de mestrado da autora, de artigos publicados, além de estudos recentes compartilhados pela primeira vez com leitoras e leitores interessados em planejamento urbano. Com base em fontes primárias e documentos inéditos, Anamaria Diniz afirma: “Attilio nunca desistiu de Goiânia”.

Segundo a autora, que teve acesso ao acervo da família Corrêa Lima, o livro traz aprofundamento na trajetória profissional do urbanista e documenta a conclusão e a entrega do trabalho de idealização da ‘nova capital’ que, ao longo dos últimos 80 anos, “continua sendo desvirtuada”. Publicado pelo Selo Livre da NegaLilu Editora, o livro vem a público no formato eletrônico (ePub), com versões em português e inglês.

“Entender a relação de Attilio Corrêa Lima com Goiás e de Goiânia com seu plano é entender a cidade de hoje. É notório que os problemas que impediram a efetivação do plano de Attilio para a capital e levaram à interrupção do contrato do urbanista com o Estado, são os mesmos que nos assombram nos dias de hoje”, escreveu o presidente do CAU/GO, Fernando Chapadeiro, na apresentação do livro.

A publicação conta ainda com duas colaborações. O prefácio de “Goiânia de Attilio Corrêa Lima (1931 a 1935) – ideal estético e realidade política” foi escrito por Estevão C. de Rezende Martins, professor titular emérito da UnB. Também professor da Universidade de Brasília, quem assina o posfácio é Flávio R. Kothe, titular da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo.

Com mediação da editora Larissa Mundim, a live de lançamento reunirá Anamaria Diniz, Fernando Chapadeiro, Estevão Rezende Martins e Flávio Kothe. Nos primeiros 30 dias de circulação, o e-book ficará disponível com preço promocional (correspondente a 50% do preço de capa), em mais de 50 vitrines eletrônicas de todo o mundo. O plano ampliado de distribuição foi possível a partir de parceria entre a NegaLilu Editora e a BookWire.

Sobre a autora

Anamaria Diniz é arquiteta e urbanista, coordenadora do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas e Estudos da Cidade (Nipec) e integrante do Núcleo de Estética, Hermenêutica e Semiótica da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (NEHS – FAU/UnB). Concluiu o doutorado em Arquitetura e Urbanismo pela UnB, em 2015, quando realizou pesquisas com cotutela no Fonds Historiques de l’Institut d’Urbanisme de l’Université de Paris – IUP/UPEC – Paris XII, como bolsista da Capes. Publicou a tese intitulada O itinerário pioneiro do urbanista Attilio Corrêa Lima, em 2017, com apoio do CAU/GO.

Via CAU -GO

Sítio Roberto Burle Marx recebe título de Patrimônio Mundial da Unesco


Legado do paisagista brasileiro que criou o conceito de jardim tropical moderno, o Sítio Roberto Burle Marx (SRBM) foi reconhecido com o título de Patrimônio Mundial nesta segunda-feira, 26 de julho, durante a 44ª Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Realizada em Fuzhou, na China, a reunião foi transmitida on-line mundialmente.

Com a nova chancela, o Brasil passa a ter 23 bens inscritos na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco, registro dos bens considerados como portadores de valor universal excepcional para a cultura da humanidade. O SRBM foi reconhecido na categoria de Paisagem Cultural, na qual se enquadram bens que referenciam a interação entre o ambiente natural e as atividades humanas, resultando em uma paisagem natural modificada.

Localizado na Barra de Guaratiba, Zona Oeste do Rio de Janeiro (RJ), o Sítio tem 405 mil metros quadrados de área e abriga uma coleção botânica com mais de 3.500 espécies de plantas tropicais e subtropicais, cultivada em viveiros e jardins. O sítio é uma unidade especial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), autarquia federal vinculada à Secretaria Especial da Cultura e ao Ministério do Turismo.

“O Sítio Roberto Burle Marx é certamente uma obra de arte, onde as paisagens são o elemento de maior destaque, ligando todo o conjunto com poderosa personalidade. Os espaços ajardinados do Sítio materializam tanto os princípios paisagísticos da obra de Burle Marx quanto os processos de análise, cultivo e experimentação que impulsionaram a criação do paisagismo tropical moderno. A vegetação organizada em diálogos de forma, cor e volume que permeiam todos os ambientes, mas também se articulam e interagem com a mata nativa, com a topografia e os acidentes naturais do terreno e com elementos artísticos e arquitetônicos de diferentes épocas e culturas, resultando numa paisagem notável e singular”, ressalta a diretora do SRBM, Claudia Storino.

Para a presidente do Iphan, Larissa Peixoto, este título é motivo de orgulho para o Brasil, o Iphan e toda a população brasileira.

"A chancela estabelece um compromisso para manter os valores excepcionais que tornam esse lugar de importância para toda a humanidade. Temos a missão de preservar para as futuras gerações este espaço de aprendizado e de fomento ao conhecimento sobre natureza, paisagismo, arte e botânica”, destaca.

O processo de construção de candidatura começou com a inscrição na lista indicativa brasileira a Patrimônio Mundial, em 2015. Desenvolvido pelo Iphan com a contribuição de muitos parceiros, o dossiê final do Sítio Burle Marx foi entregue à Unesco em janeiro de 2019. O documento defende o valor da propriedade como laboratório botânico e paisagístico. No segundo semestre de 2019, o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos) realizou a “missão de avaliação” no Sítio, parte importante do processo de candidatura. A visita se desdobrou no relatório final, que subsidiou a análise pelo Comitê do Patrimônio Mundial.

O título da Unesco cria um compromisso internacional de preservação do local. Um dos próximos passos será a formalização de um plano de gestão para o Sítio e seu entorno, na perspectiva do patrimônio mundial, envolvendo diversas instituições governamentais e atores da sociedade civil e definindo a matriz de responsabilidades de todos os parceiros. O plano mapeará riscos e apontará ações para minimizar possíveis ameaças ao valor universal excepcional do SRBM.

"A chancela representa o reconhecimento sobre a importância do Sítio também para a humanidade, aumentando os compromissos com a sua proteção, conservação e gestão, o que deve atrair ainda mais visitantes para conhecer este, que é um dos mais importantes registros da influência e da obra do artista Roberto Burle Marx”, disse Gilson Machado Neto, ministro do Turismo.

É válido informar que todo o conjunto acaba de passar por uma vasta requalificação, que fortaleceu e subsidiou o processo da candidatura ao título de Patrimônio Mundial. Por meio da Lei de Incentivo à Cultura, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) investiu aproximadamente R$ 5,4 milhões em projetos e intervenções para valorizar espaços de visitação, implementar medidas de acessibilidade, ampliar o acesso público e potencializar ações de pesquisa. Fruto de parceria firmada entre o Iphan e a Associação Intermuseus, associação civil sem fins lucrativos (Oscip), a requalificação iniciou em outubro de 2018 e foi concluída em fevereiro de 2021.

Confira mais detalhes. Vale o Clique!

Via Revista Projeto