sábado, 16 de janeiro de 2021

Restauro da Estação Ferroviária de Campo Grande na Vila de Paranapiacaba

A Estação Ferroviária de Campo Grande, na Vila de Paranapiacaba, em Santo André (SP), a 40 km da capital paulista, volta à vida. A partir de 2021, o prédio histórico, com 300 m² de área construída e 7.500 m² de área externa, será ocupado novamente. Com risco de desabamento depois de um incêndio e 20 anos de abandono, a Estação foi totalmente restaurada e refuncionalizada. A obra durou 10 meses e envolveu uma equipe interdisciplinar composta por mais de 40 pessoas. O projeto de restauro teve gerenciamento da arquiteta Fabiula Domingues. Inaugurada há mais de 130 anos, em 1º de agosto de 1889, este edifício histórico, construído pela empresa inglesa São Paulo Railway, integrava o contexto de crescimento do estado de São Paulo na segunda metade do século XIX.

O projeto cultural da Estação Ferroviária de Campo Grande contemplou o restauro e a reconstrução total da área interna - telhas, tijolos, madeiramento estrutural, argamassa de revestimento, piso, portas e janelas. Na área externa, foi recuperada com novo piso, cercamento com alambrado, preparação do solo para o estacionamento, nova área de dejetos, postes de luz e uma iluminação monumental, que valoriza o restauro do prédio e destaca sua beleza estrutural. A partir de 2021, a estação será usada como centro de controle operacional das composições MRS que trafegam pela região em direção ao Porto de Santos ou retornando no sentido do interior de São Paulo, entre outros destinos. O projeto cultural de Restauro da Estação Ferroviária de Campo Grande foi patrocinado pela MRS Logística (concessionária de transporte de carga pela ferrovia), por meio da Lei de Incentivo à Cultura, com o valor aprovado de R$ 1.746.599,96. A iniciativa teve apoio da Prefeitura de Santo André e do Comdephaapasa - Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico-Urbanístico e Paisagístico de Santo André. Referenciado pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS da ONU, o projeto foi elaborado pelo arquiteto Laerte Gonzalez e a obra executada pela Anwal Engenharia.

“Temos muito orgulho do projeto cultural de restauro da Estação de Campo Grande. A MRS apoia fortemente a preservação da memória ferroviária, e Campo Grande é um projeto que evidencia nosso compromisso com o patrimônio ferroviário. A estação voltará a ser operacional, um espaço com atividades ferroviárias, no controle do tráfego de composições, e também terá espaço para atividades educacionais. Nossa expectativa é poder apoiar mais ações de restauro ao longo dos próximos anos”, afirma o gerente geral de Relações Institucionais SP da MRS Logística, José Roberto Lourenço. “Participar da requalificação e restauro da Estação Ferroviária de Campo Grande, foi uma grande honra. Hoje, com a obra concluída, ver a unicidade estilística restaurada e a nova funcionalidade empregada, significa que conseguimos dar um primeiro e importante passo para a preservação da memória ferroviária”, comemora a arquiteta Fabiula Domingues, responsável pela coordenação da obra de restauro. “Nesta gestão, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, a Prefeitura de Santo André tem se empenhado para viabilizar a recuperação dos relevantes símbolos históricos de Vila de Paranapiacaba e da região. Devido à dimensão e à complexidade desse patrimônio, ações em parceria tem se mostrado uma estratégia muito efetiva. De tal modo, a recuperação da Estação de Campo Grande é também a recuperação de uma parte significativa da história de Santo André e de todo o Estado de São Paulo. Este restauro, bem como as outras revitalizações realizadas na Vila de Paranapiacaba pela Prefeitura, MRS, Iphan, comunidade e outros parceiros, são de suma importância para recuperação e promoção deste grande complexo patrimonial”, destaca o secretário de Meio Ambiente em exercício, Alexandre Audino.

Restauro cuidadoso e minucioso em todas as peças e etapas. Com telhado, piso, janelas, portas, instalações elétricas e hidráulicas totalmente refeitos, a Estação Ferroviária de Campo Grande restaurada é um novo patrimônio para a cultura nacional. Fechado por quase 20 anos, o local estava abalado por um incêndio ocorrido em 2010. No início de 2020, a estação encontrava-se inacessível e corria o risco de desabar, com grande quantidade de vegetação, umidade, sujeira e microrganismos (como fungos e bolores) causadores de doenças. Na recuperação do local, a limpeza foi imprescindível para que fosse possível visualizar os danos e tomar as providencias de restauro, garantindo a estabilidade das paredes e a melhora na qualidade do ar. Por meio de minuciosa atividade manual, de limpeza e restauro, o projeto recuperou todos os elementos históricos possíveis da arquitetura original. Cerca de duas mil telhas, fabricadas no século XIX pelas famosas olarias francesas de St. Henry Marseille, foram limpas e testadas quanto à absorção antes de retornarem à cobertura.

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Via ArchDaily

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Ciclovia oferece passeio entre copas de árvores


Pedalar há 10 metros de altura, entre as copas das árvores. Nada mal, né? Esta é a ideia por trás da ciclovia que, não à toa, recebeu o nome de Pedalando pelas Árvores, um projeto dos estúdios de arquitetura BuroLandschap e De Gregorio & Partners, na Bélgica.

A ciclovia faz parte da rede de vias para bicicletas da província de Limburg. Outra característica da ciclovia é o seu formato circular – construída dentro da reserva natural de Pijnven a estrutura é formada por um círculo duplo com 100 metros de diâmetro.


A via de cerca de 700 metros de comprimento, tem 3 metros de largura, e um aclive suave que leva os ciclistas para a altura de 10 metros do chão e depois volta ao chão da floresta.  

O desenho da estrutura quis oferecer o contato das pessoas com a natureza com o menor impacto possível no meio ambiente e na paisagem.  Para isso, a construção inteira usou um único guindaste, que ficava no centro do círculo.  A estrutura não usou concreto e as poucas árvores que precisaram ser derrubadas foram reaproveitadas em uma área de descanso próxima da ciclovia.


“O ponto mais importante para a gente era a construção de uma estrutura com o menor impacto possível na natureza do local, este foi o nosso ponto de partida, explica o fundador do estúdio BuroLandschap, Pieter Daenen.

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Via Ciclo Vivo

quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

Confira a maior imagem já feita da superfície de Marte




Sabemos que, em seu passado, Marte já teve rios e oceanos de água líquida. Mas um grupo de pesquisadores reuniu quinze anos de imagens para montar um mapa completo da rede fluvial do hemisfério sul do Planeta Vermelho. O resultado é o maior mosaico da superfície marciana, com 8 trilhões de pixels.

Foram necessários quase três anos para juntar as peças desse imenso quebra-cabeças, que fornece uma visão sem precedentes dos antigos sistemas de rios que antes cobriam as extensas planícies do planeta. O trabalho, publicado este mês na Geology, ajuda a compreender história hidrológica de Marte, mapeando rochas sedimentares de três bilhões de anos.

As regiões catalogadas foram formadas pelo depósito de sedimentos por grandes rios. As formações estão presentes apenas no hemisfério sul, onde fica parte do terreno mais antigo e acidentado de Marte. “Essas cristas provavelmente costumavam estar por todo o planeta, mas processos subsequentes as enterraram ou erodiram”, explica Jay Dickson, principal ator do artigo.

“O hemisfério norte é muito liso porque foi remexido, principalmente por fluxos de lava”, afirma o pesquisador. As terras altas do sul de Marte também são “algumas das superfícies mais planas do Sistema Solar”, diz Woodward Fischer, coautor do trabalho. Essa formação excepcional possibilitou o acúmulo sedimentar catalogado pelos pesquisadores.

Só é possível identificar essas formações fluviais em uma imagem de alta resolução da superfície do planeta. Cada um dos 8 trilhões de pixels representa de 5 a 6 metros quadrados, e o mapa cobre quase 100% da região graças aos satélites da Nasa, que operam continuamente há mais de uma década.

“O primeiro inventário de cristas fluviais usando imagens em escala de metros foi realizado com dados adquiridos entre 1997 e 2006”, lembra Rebecca Williams, coautora do estudo.  “Essas tiras de imagem forneceram instantâneos interessantes da superfície, mas havia uma incerteza sobre a falta de cristas fluviais nas lacunas de dados”, completa.

Os dados fornecidos pelo estudo poderão ajudar em futuras explorações – seja por rover ou por astronautas – na investigação sobre como era o clima de Marte no passado. “Aprendemos não apenas sobre o passado de um único planeta, mas também aprender mais sobre como os planetas evoluíram e por que a Terra é habitável”, avalia Fischer.

Via Olhar Digital

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Inaugurado o primeiro edifício em madeira do Brasil


As lajes de CLT são novidade no mercado brasileiro, mas já vem ganhando espaço e importância na construção civil mundial. O primeiro prédio em altura construído com madeira engenheirada no Brasil já está aberto ao público. A loja conceito da marca de chocolates Dengo fica na Av. Faria Lima e tem 4 pavimentos. As lajes são de CLT, uma novidade no mercado brasileiro, que vem ganhando espaço e importância na construção civil mundial.

O projeto foi desenvolvido pelo escritório de arquitetura Matheus Farah e Manoel Maia.  As placas importadas foram fornecidas pela Urbem, que está em fase de implementação da primeira fábrica nacional em larga escala de madeira engenheirada. Já as vigas e pilares, foram produzidos pela empresa brasileira Rewood, que também foi responsável pela montagem da estrutura de madeira. 

Para Manoel Maia, sócio do escritório, a escolha do material é uma inovação que converge com a preocupação do cliente com o meio ambiente. “A madeira é um material com baixo impacto ambiental, que captura carbono durante sua produção e gera uma obra mais limpa, leve e rápida”, relata.

Memórias afetivas

O projeto procurou reproduzir o clima do filme Fantástica Fábrica de Chocolates com maquinário de 1940 e tubulações à mostra. Os dutos transparentes abastecem o moinho com grãos de cacau, permitindo que os clientes assistam ao vivo a confecção de produtos personalizados.

No térreo, o visitante encontra um café e uma loja. No primeiro andar, há uma sorveteria e um espaço onde as crianças podem fazer seus próprios chocolates. O terceiro andar conta com uma área para drinks feitos com produtos brasileiros e um generoso espaço para eventos, integrado à área externa.

Mesas e bancadas estão à disposição dos visitantes em todos os pavimentos. As aberturas e transparências permitem que tanto o exterior da loja como a divisão entre os andares possam ser observados.   “O piso é feito de caquinho, material tradicionalmente paulista – assim como a Dengo-, que surgiu do reaproveitamento da produção de cerâmica na cidade se tornando muito comum entre os revestimentos nacionais. Ele também remete ao piso vermelho das fazendas de cacau na Bahia”, reforça o arquiteto.

Via Ciclo Vivo

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Novo modelo de bicicleta elétrica portátil chega ao Brasil


Para fugir dos grandes congestionamentos, as pessoas estão substituindo o transporte convencional  por outros modais. A bicicleta elétrica, por exemplo, desponta como uma das propostas de transporte que mais cresce: ao todo já são cerca de 70 milhões de bikes (convencionais e elétricas) rodando pelo país, segundo a Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares).

E o mercado brasileiro tem um um novo modelo de bicicleta elétrica: a Ozo-a Hero tem um design ousado e é portátil. A nova bike, lançada pela Eletricz, é da marca israelense Inokim, fabricante de micros modais elétricos.

A bicicleta elétrica portátil, portanto, têm despontado como uma opção inteligente, sustentável e muito versátil para a mobilidade urbana no dia a dia, pois cabe facilmente em qualquer cantinho.

A bicicleta é bivolt, e equipada com um motor de 240 W, que lhe garante velocidade máxima de 25 km/h. Sua autonomia com uma única carga chega a até 60 quilômetros com o auxílio dos pedais. Se o usuário utilizar a bike sem pedalar, a autonomia cai para até 32 quilômetros.

A bateria de lítio (36 V/7,8 Ah) é removível (com um sistema de trava antifurto), permitindo que o usuário a retire facilmente e a leve para dentro de casa para ser recarregada na tomada residencial. O tempo de recarga (aproximado) é de quatro horas.

A  Ozo-a Hero  é leve graças às peças e estruturas de alumínio e dimensões compactas – o peso da bike é de cerca de 22kg.  Aberta, pronta para ser usada, ela mede 137 cm de comprimento, 59 cm de largura e 101,5 de altura. Com o guidão dobrado, sua altura é reduzida para 77 cm (as outras medidas não mudam), para facilitar a colocação num porta-malas ou num cantinho do escritório, por exemplo.

A bike tem capacidade para transportar até 100 kg. O modelo é equipado com freios a disco na dianteira e na traseira e seus pneus são aro 16. Ela também conta com sistema de suspensão traseiro.

O valor de venda é de R$ 9882 à vista. A empresa oferece opções de parcelamento pelo site de 12 prestações fixas de R$ 915,00 (R$ 10.980,00 a parazo) ou na loja física de São Paulo, onde pode ser adquirida em até 18 prestações fixas de R$ 610,00 ou à vista, por 9.882,00 (já com 10% de desconto).

Via Ciclo Vivo

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Construção do novo Polo Aeronáutico brasileiro está prestes a começar



As obras do Antares, novo polo aeronáutico que vai ser erguido na região metropolitana de Goiânia, na cidade de Aparecida de Goiânia, vão começar em março de 2021.

O empreendimento foi pré-lançado oficialmente em outubro e vai receber um investimento de R$ 100 milhões. A comercialização de lotes já começou e diversas empresas aeronáuticas da região já garantiram seu espaço, entre elas a Quick Aviação e a Fênix Aviação.

Empresas atuantes em outros segmentos relacionados, como o Grupo Tecnoseg, de segurança privada, e investidores privados também estão garantindo lotes no Antares Polo Aeronáutico. 

“Estamos muito contentes com a receptividade do projeto e do volume de negócios fechados até agora”, disse Rodrigo Neiva, Diretor Comercial do Antares. Com 209 hectares de área, o polo aeronáutico será voltado para aviação executiva, manutenção e operações logísticas.

A construção do empreendimento será em cinco fases e para o lançamento serão disponibilizados apenas 100 lotes para venda. A estrutura de apoio e a pista ficarão prontos em 2024.

A pista do Antares terá 1.800 metros de extensão, podendo receber todos os modelos de aviação geral, monomotores, bimotores e jatos executivos, até o porte do Gulfstream 650, por exemplo. 


O empreendimento deve atrair empresas de táxi aéreo, serviço aeromédico, manutenção, hangaragem, escolas para formação de pilotos e estrutura de apoio, com comércio, restaurantes e hotel. A expectativa é atrair também indústrias, em especial fábricas de peças aeronáuticas e motores para aviação, entre vários outros, além de empresas voltadas para o segmento de logística. 

O Centro-Oeste concentra grande parte da movimentação da aviação executiva no Brasil e o Antares quer absorver parte dos 63 mil pousos e decolagens realizados na região todos os anos. 

O novo empreendimento será capaz de atender diversas necessidades em um só lugar, com um diferencial importante: os lotes poderão ser adquiridos, o que não acontece hoje nos demais aeroportos do país, em que são concedidos sob diferentes modelos de contratos que podem ser suspensos, gerando incertezas sobre os negócios.

O Grupo Empreendedor responsável pelo Antares inclui as empresas Tropical Urbanismo, Innovar Construtora, CMC Engenharia, BCI Empreendimentos e Participações e RC Bastos Participações.

Diferenciais do Antares

Ao todo foram necessários nove anos para aprovação do projeto. A licença da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) já foi concedida, assim como as devidas licenças ambientais.

Para empresas dos segmentos de aviação, de logística e indústrias de maneira geral, um dos principais atrativos será sem dúvida os incentivos fiscais já aprovados. Graças a uma lei de incentivo aprovada junto à prefeitura de Aparecida de Goiânia no ano passado, as empresas que se instalarem no Antares vão pagar 2% de ISS (Imposto sobre Serviços) por 20 anos, enquanto em outras cidades o valor chega a 5%.

Além disso, a essas empresas serão concedidos 3 anos se isenção no ITU (Imposto sobre propriedade territorial urbana) e ainda alíquota reduzida do IPTU (Imposto predial e territorial urbano), variando de 0,08% a 0,3%.

Ainda, toda a área do Antares foi incluída no plano diretor de Aparecida de Goiânia como área de interesse econômico e social do município, e foi editada uma lei específica no município que criou a área do sítio aeroportuário, com diretrizes de construção nas imediações do aeroporto e especificações para desenvolvimento da região.

No Centro-Oeste, os estados de Mato Grosso e de Goiás estão entre os sete maiores do Brasil em termos de frota de aeronaves da aviação geral e a região também possui 46% dos aeródromos privados do país, sendo que 399 estão no Mato Grosso.

A região é dona de uma frota de 3.595 aeronaves, e houve um crescimento de 1% em 2017, sendo que no Brasil no mesmo período a frota expandiu apenas 0,1%. O Centro-Oeste também acumula o título de dono da maior frota de aeronaves agrícolas, com 470 unidades.

Em todo o Brasil, a frota de aviação geral ultrapassa as 15 mil aeronaves e se posiciona como a segunda maior do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

Via Aeroin

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Morre Carol Bueno, arquiteta e sócia-fundadora do Triptyque

Arquiteta brasileira nascida em 1975, co-fundadora do escritório franco-brasileiro Triptyque Architecture, Carol Bueno faleceu na madrugada desta segunda-feira após enfrentar um câncer no cérebro durante o último ano.

A arquiteta teve uma trajetória de destaque, atuando na criação de projetos que marcam a paisagem de São Paulo e de outras cidades no Brasil e no mundo. Além disso, buscava enfrentar a problemática das cidades emergentes, desenvolvia métodos e ferramentas de questionamento e modificação da evolução dos espaços urbanos e da construção moderna. Sua investigação também abrangia o uso da madeira em edifícios verticais no Brasil e soluções projetuais de "arquitetura tropical" - como ela gostava de chamar as soluções que seu escritório tem adotado ao abordar o clima brasileiro e as relações com a água.

A Triptyque Architecture divulgou uma nota em seu instagram oficial:

"A Triptyque Architecture manifesta profundo pesar pelo falecimento de Carol Bueno, 46 anos, sócia fundadora da Triptyque, depois de um ano de corajosa batalha por sua saúde. A arquitetura perde hoje uma profissional brilhante, engajada na transformação por cidades mais abertas e inclusivas e pelo respeito ao meio ambiente. Nós, seus sócios, Greg Bousquet, Gui Sibaud e Olivier Raffaelli e toda a equipe Triptyque no Brasil e na França, somos hoje tristeza e saudade. À família e aos inúmeros amigos, o nosso amor e carinho. Velório e enterro restritos à família."

Via ArchDaily

sábado, 26 de dezembro de 2020

Bauhaus: inspire-se com essa escola de arquitetura e design

Antoine Lavoisier já dizia que na natureza nada se cria; tudo se transforma. O mesmo pode se dizer da arquitetura: todas as construções bem-sucedidas, incluindo as mais geniais, são criadas graças à junção daquilo que foi aprendido e desenvolvido em centenas de anos.

Apesar disso, a primeira escola da área só foi criada há pouco mais de 100 anos e trazia a experiência de guerra para criar objetos artísticos, funcionais e industriais. Por isso mesmo, até hoje a Bauhaus é considerada a mais influente instituição voltada à arquitetura da história.

Ao unir arte e indústria, a escola mudou o mundo da arquitetura. É por isso que, 100 anos após sua criação, é difícil encontrar uma peça que não tenha influências diretas da Staatliches-Bauhaus. Saiba mais sobre as origens, obras e legados, além da linha Bauhaus, da Portobello, que presta uma homenagem ao movimento.





ORIGEM

Fundada em 1919 na cidade alemã de Weimar pelo arquiteto Walter Gropius (1883–1969), a Bauhaus é considerada a escola de arquitetura e design mais importante de todos os tempos. Seu nome é a inversão do termo hausbau — “construção da casa”.

Em 1926, ela foi transferida para Dessau, onde ainda se conserva seu célebre edifício. Ao contrário do que se poderia imaginar, a mudança de sede não a enfraqueceu.

Muitas construções que definem o movimento foram erguidas em Dessau, como o Edifício Bauhaus, ícone do modernismo. Ele foi projetado pelo escritório de arquitetura privada de Gropius em cooperação com as oficinas da escola.

Gropius dirigiu a Bauhaus até 1928. Durante a sua gestão, arquitetos, pintores e escultores trabalharam em uníssono com o objetivo de unir arte, técnica e produção industrial para repensar a vida contemporânea.

Em 1932, os nacionais-socialistas alcançaram a maioria na assembleia da cidade de Dessau e conseguiram aprovar uma resolução para fechar a escola. A transferência para uma antiga fábrica de telefones em Berlim foi apenas um interlúdio para o seu fechamento definitivo a mando do governo nazista, em 1933, que considerava sua produção “arte degenerada”.

Mas isso não impediu que seu legado inspirasse arquitetos, artistas e designers até hoje.

Após o fim da Staatliches-Bauhaus, um grande número de pessoas que ensinaram e estudaram na escola emigraram, contribuindo grandemente para a disseminação global dos seus conceitos.

Em 1937, Walter Gropius, Lászlo Moholy-Nagy e, sobretudo, Ludwig Mies van der Rohe criaram a New Bauhaus, em Chicago. Assim, tornaram-se os arquitetos mais importantes e influentes dos Estados Unidos.

Já em 1945, Gropius criou o Architecte’s Collaborative (TAC), durante o período em que foi professor da Universidade de Harvard.

IDEIA

A grande proposta da Bauhaus era a construção de casas simples, eficientes e acessíveis para os trabalhadores.

Era a primeira vez que grandes arquitetos não se concentravam em criar palácios para a realeza ou monumentos para a Igreja e o Estado, mas em algo pensado para o homem comum.

Por isso, eles se consideravam líderes de uma revolução social, e não meramente estética. Para alcançar a construção em larga escala com rapidez e baixo custo, eram usados componentes padronizados.

As características mais marcantes eram:

interligação com todo tipo de artesanato, como cerâmica, tecelagem e marcenaria; produção industrial: valorização da máquina e do desenho de produtos; princípios racionais no lugar de padrões herdados do passado; interiores de planta livres, sem paredes internas; coberturas planas e transformadas em terraços; janelas amplas em fita ou fachadas de vidro; paredes lisas e, geralmente, brancas; nascimento do design industrial; predomínio de linhas retas; geometrização das formas; simplificação dos volumes; tubos brancos inflexíveis; materiais pré-fabricados; abolição da decoração; concreto, vidro e aço.


A escola de Bauhaus visava aprimorar desde os móveis até a malha urbana europeia.

Mais do que a estética, o movimento queria trazer praticidade e ergonomia aos objetos, já que um design de produto inteligente precisa ser funcional.

Cada material era valorizado individualmente, com diversas possibilidades de usos e experimentos.

ALFABETO

A tipografia sturm blond, desenhada em 1925 por herbert bayer — ex-aluno e diretor da oficina de tipografia e publicidade da bauhaus —, é um excelente ponto para demonstrar muitos dos princípios da escola. o fator mais marcante dela é o que chama atenção de cara: a falta de maiúsculas no seu alfabeto.

Para justificar a sua escolha, bayer dizia que a palavra falada não fazia distinção entre maiúsculas e minúsculas, além disso, facilitaria a aprendizagem da leitura na escola primária e economizaria espaço de armazenagem para os tipos. enfim, só traria vantagens.

Essa lógica minimalista, utilitarista e prática permeava um país que, mesmo com recursos escassos, tentava se recuperar de uma derrota traumática na primeira guerra mundial. a ideia se repetiria em diversos projetos da bauhaus: móveis sem ornamentos, pouca diversidade de materiais e traços retos e objetivos.

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Via ArchTrends

sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

A única foto existente da formula E = mc² de Einstein em um quadro-negro

Em uma palestra pública em Pittsburgh, em 1934, pelo menos quatrocentos estudantes estavam lá na sala para assistir a palestra quando Einstein matematicamente derivou sua equação conhecida da equivalência massa-energia, E = mc2.

Acredita-se que essa seja a única foto existente atualmente que mostra Einstein trabalhando nessa derivação, retirada de um jornal por David Topper e Dwight Vincent, da Universidade de Winnipeg, que a revelou em 2007.

Se você olhar cuidadosamente, você poderá ver E = mc2 no canto inferior esquerdo da placa à direita. Você pode achar que a equação conhecida afirma ΔE0 = Dm e E0 = m como uma alternativa do previsível de E = mc2 como Topper e Vincent esclarecem em seu artigo: “É o quadro negro direito que contém a equação, mas seu formato pode decepcionar ou confundir o espectador, porque a partir do início da palestra Einstein empregou a convenção de definir a velocidade da luz c à unidade. Assim, um olhar mais atento sobre a parte inferior esquerda do quadro-negro direito [na foto] revela a relação ΔE0 = Dm, e abaixo deleE0 = m. Tanto quanto sabemos, [esta foto] é a única imagem existente com Einstein e sua famosa equação “.

Via Engenharia É

quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

Engenheiro de 104 anos termina tese de doutorado em meio à pandemia



Lucio Chiquito, um engenheiro colombiano de 104 anos, acabou de enviar sua tese de doutorado à Universidade de Manchester, no Reino Unido. Ele disse que, durante a pandemia de Covid-19, encontrou a resposta para um problema sobre o caudal dos rios, assunto que pesquisava há mais de 30 anos. Hoje, ele espera que um júri avalie o trabalho para poder se graduar.

“Dediquei-me a buscar uma metodologia que dê a resposta exata de qual é o caudal máximo de um rio que produza o rendimento máximo”, disse ele.

O caudal é o volume total de água que passa em um determinado ponto durante um certo período de tempo, representado em metros cúbicos por segundo, por exemplo.

“Escrevi à universidade. Disse que tinha 73 anos, havia me graduado em Magistério de Ciência e Tecnologia e [questionei] se eu poderia pegar um doutorado. E [disseram] ‘claro'”, contou ele.

Durante a sua carreira profissional, Chiquito foi cofundador de três grandes empresas no Departamento de Antioquia, entre elas o grupo Empresas Públicas de Medellín, EPM, um dos maiores da Colômbia. Ele também foi um dos pioneiros da Escola de Engenharia de Antioquia.

Nascido em 22 de maio de 1916 na cidade de Cali, o engenheiro afirmou que sempre aplicou na própria vida a máxima de um poeta israelense cujo nome ele não se lembra mais – algo como “se não trabalha com amor, deixe seu trabalho, sente-se na porta de sua casa e espere pela volta dos que trabalham com amor”.

A mulher de Chiquito faleceu há cinco anos e hoje ele vive na cidade de Medellín, junto aos filhos e netos. O colombiano diz ainda que todos os dias tem motivos para iniciar novos projetos e desafios.

Lucrecia Chiquito, filha de Lucio, disse que ele sempre ensinou os filhos com exemplo e não imposições.

Para ele, a conquista do doutorado será um reconhecimento por todo o esforço, trabalho e dedicação incansável a serviço dos demais.

Via Engenharia É

quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Volvo vai emprestar seus carros híbridos para qualquer pessoa – e de graça


Tem curiosidade de dirigir um carro híbrido? Para divulgar a tecnologia (que já está em todos os modelos da marca vendidos no Brasil) a Volvo vai emprestar seus carros para qualquer pessoa a partir de janeiro.

A iniciativa faz parte do programa Volvo Lovers, que terá uma frota de 100 veículos híbridos, entre os SUVs XC40, XC60 e XC90 e os sedãs S60 e S90, em diversas versões e acabamentos (alguns até adaptados para PcD), disponível para qualquer pessoa com CNH válida usar. 

Todos os carros serão emprestados por quatro dias e entregues com tanque cheio e bateria carregada. Não há limite de quilometragem e a Volvo diz que a intenção é fazer com o que o usuário experimente tudo que um carro híbrido pode proporcionar, como a possibilidade de usar pontos de recarga.

As retiradas e devoluções dos veículos serão realizadas no bairro do Brooklin, em São Paulo, em um espaço criado pela Volvo. As pessoas receberão uma aula rápida sobre o funcionamento dos veículos além de poderem usufruir de um espaço de convivência com wifi, café e itens de lifestyle da marca.

Para aproveitar, é preciso acessar o site www.volvolovers.com.br, fazer um cadastro, escolher o modelo e reservar a data. O programa de empréstimos começa em janeiro e seguirá por todo o ano de 2021.

Via Quatro Rodas

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

Designer recupera prédio dos anos 1950 construído pelo avô






Gabriel Valdivieso faz renascer o Edifício Marieloisa, na Alameda Glete, no bairro Santa Cecília, em São Paulo. A partir de domingo, uma exposição ocupa o térreo do prédio.

Reforçando o cada vez mais visível movimento de recuperação do bairro de Santa Cecília e seus arredores no Centro de São Paulo - marcado por um período de deterioração entre os anos 1970 e 2010 -, um simpático edifício da região acaba de passar por um extenso retrofit que Devolve todas as características do projeto original. Trata-se do Edifício Marieloisa, na tradicional alameda Glete, construído pelo avô do designer de interiores Gabriel Valdivieso , que agora assina o projeto de revitalização do prédio, divididos 24 apartamentos - com áreas entre 35 e 46 m², serão disponibilizados para locação.


“A família possui uma história no bairro”, conta Paulla de Lima Vieira, diretora da CAVN, empresa responsável pela reforma . “Os avós do meu marido se casaram na Paróquia de Santa Cecília, na década de 1930. Nessa época, era bairro Nobre e valorizado. Com a construção do Minhocão, na década de 1970, veio um período de desvalorização e decadência. Mas a região conta com estações de metrô, hospitais, universidades e perto de praticamente tudo. Nos últimos anos foi ocupada por um público jovem e apaixonado pelas características singulares do bairro. Começaram a surgir bares interessantes, restaurantes , pequenas galerias de arte, livrarias. Simultaneamente, o Minhocãopassou a ser fechado à noite, aos sábados e aos domingos, transformando-se em área de lazer nos finais de semana. Há um renascimento cultural e urbanístico na região ”, relata ela.

“O retrofit completo do edifício Marieloísa, da década de 1950, mantendo as características originais da fachada, faz parte desse renascimento. Estamos muito felizes com isso. Santa Cecília é a cara de São Paulo, e eu recebi o nome de Paulla porque nasci em 25 de janeiro, aniversário de fundação da cidade ", completa.

Passado de glórias

A meio caminho entre o então sofisticado bairro de Campos Elíseos , com suas mansões do século 19 - lar de nomes ilustres, como o aviador Santos Dumont - e os casarões da avenida Paulista, Santa Cecília viveu seu apogeu na primeira metade do século 20. Não O Largo, uma paróquia de Santa Cecília, inaugurada em 1901, trazia as obras dos pintores Benedito Calixto e Oscar Pereira da Silva. A poucos passos, na rua Sebastião Pereira, onde hoje funciona a sede de um banco, instalou-se na década de 1940 a renomada Casa Clipper, uma das primeiras lojas de departamento da cidade, e o primeiro estabelecimento a ter, vejam só, uma escadarolante. Do outro lado da praça, não muito distante, a refinada Doceria Paulista e o elegante Lord Palace Hotel, na rua das Palmeiras, serviço de referência para o bairro por décadas a fio.

Mais tarde, marcado na memória deste repórter o incrível cine Comodoro, inaugurado em 1959 na avenida São João, 1.462, onde assisti ao primeiro filme da trilogia Guerra nas Estrelas, em 1979. A sala de exibição era a primeira do País com o sistema Cinerama, o avô do 3D: três enormes projetores no centro da sala, com a tela curva, que abraçava a plateia, além do novíssimo "som estereofônico", que fez a sala tremer. Nunca mais houve um cinema assim na cidade.

Riqueza de detalhes

O trabalho minucioso de resgate dos elementos originais é motivo de orgulho para o designer de interiores: "O retrofit do Edifício Marieloisa é um projeto afetivo, que não apenas renovou toda a infraestrutura dos anos 1950, fez melhorias de layout e implementou soluções acústicas e térmicas , mas que também cuidou da preservação da identidade do bairro de Santa Cecília, tendo sua fachada avarandada restaurada com uma mesma pastilha de precisão à época. Preza pelo conforto de seus moradores e pretende que seu comércio, no térreo, se escancare para a Alameda Glete, trazendo fluxo de pessoas e segurança para a região do Minhocão ”, conta Gabriel.

“Além do lado prático, este prédio faz parte da história da minha família, foi construído por meu avô, e, no ano de 2018, comprado por meu irmão, que empreendeu e investiu no retrofit", explica o autor do projeto.

Ocupação artística

No térreo do edifício, as duas lojas comerciais que ainda não foram locadas servirão para inaugurar o projeto, a partir do dia 13 de dezembro (domingo). A Galeria Leme e a Central Galeria apresentam uma mostra especial ocupando o Edifício Marieloisa, com obras do peruano José Carlos Martinat e do paulistano Rodrigo Sassi. Cada qual a seu modo, os dois artistas recorrem à paisagem urbana na composição de seus trabalhos, criando um diálogo direto com o edifício que agora os recebe e dá título à exposição.

José Carlos Martinat , representado pela Galeria Leme, dedica-se a pensar sobre a passagem do tempo e suas marcas no contexto urbano. Seus trabalhos pretendem apreender e conservar um momento, destacando-se o fluxo constante de destruição e construção, em que as grandes cidades estão nas proximidades. As delicadas películas soltas no espaço são fragmentos da visualidade urbana. Extraídas diretamente de muros da cidade por um processo de transferência, aparecer como reminiscências do passado.

Para conferir mais imagens, Vale o Clique!


Via Casa Vogue

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Um dos quadros mais caros do Brasil vai a leilão por decisão judicial

‘A caipirinha’, de Tarsila do Amaral, pertencia a um empresário investigado pela Operação Lava Jato que tem uma dívida milionária com 12 bancos.

Ficar sozinha com um Tarsila é um raríssimo privilégio se você não é muito rica ou não trabalha em um museu. Mas hoje é possível graças à decisão de uma juíza, que ordenou que uma das obras da pintora mais internacional do Brasil, Tarsila do Amaral, seja exposta ao público antes de ser leiloada em uma ação de litígio. O quadro A Caipirinha está sozinho em uma galeria no centro de São Paulo para ser contemplado ―com sorte, sem ninguém do lado. Ele por ser visto por qualquer um até que o dia 17 de dezembro, quando será vendido. A tela pertencia ao empresário octogenário Salim Taufic Schahin, investigado na Operação Lava Jato.

A Caipirinha tem essa relação tangencial com o maior escândalo de corrupção da América Latina, mas nada a ver com a bebida que tornou a palavra internacional. Nesse caso é pelo diminutivo de caipira, que nesta obra aparece com a marca de Tarsila: figuras arredondadas em meio aos verdes e azuis do trópico brasileiro. “Um de meus melhores quadros”, disse uma vez.

O preço de saída, 47 milhões de reais, está muito acima da obra de arte mais cara vendida no Brasil, mas é pouco menos da metade dos 20 milhões de dólares (100 milhões de reais) que se calcula que o MoMA de Nova York pagou no ano passado a um particular por A Lua, também da modernista Tarsila, como todos a conhecem em sua pátria. É frequente que as transações no mundo da arte sejam extremamente discretas, alimentando lendas durante décadas. Esta pode se transformar em um exemplo de transparência. O preço de partida foi decidido por um perito judicial e quem der a maior oferta deve pagar na hora. Ordens da juíza do caso. Ninguém quer correr riscos. O dinheiro irá a uma conta do tribunal.

Ao meio-dia de quinta-feira a destacada casa leiloeira Bolsa de Arte, uma das mais conhecidas de São Paulo, está deserta. Não há filas, sequer um visitante, apesar de Tarsila e das regras da pandemia permitirem um máximo de dez. Tudo foi feito para dar destaque ao quadro. A figura de uma mulher desenhada em uma paisagem rural com cores intensas se vê minúscula e contrasta com o cinza da imensa parede. Em frente, um banco minimalista para que potenciais compradores e qualquer visitante possam observá-lo. O móvel e uma lâmpada de teto modernista completam a cena que abriga o quadro. A moldura, feita sob medida em Nova York.

Não é para menos. “A última obra desse calibre que esteve publicamente à venda foi O Abaporu”, diz a galerista Antonia Bergamin ao EL PAÍS na Bolsa de Arte. A obra mais conhecida de Tarsila e símbolo do modernismo brasileiro foi batizada com esse nome composto de origem indígena. Foi comprada em 1995 pelo impulsor do Malba de Buenos Aires, onde está exposto.

A obra que agora vai ao mercado foi pintada em 1923 durante uma das estadias em Paris da filha da burguesia cafeeira de São Paulo. De lá escreveu a sua família: “Na arte, quero ser a caipirinha de São Bernardo, brincando com bonecas de mato, como no último quadro que estou pintando”, conta junto a um esboço. Tranquiliza seus familiares dizendo-lhes que não se preocupem, que essas cenas de costumes fazem sucesso na capital francesa. “O que querem aqui é que cada um traga contribuições de seu próprio país (...) Paris está farta de arte parisiense”, escreve com bonita caligrafia.

É a autora que dá semelhante protagonismo a um quadro que, em sua vertente judicial, é uma pequena parte de um litígio gigantesco contra Schahin, coproprietário do grupo empresarial homônimo, que quebrou anos atrás. Uma dúzia de bancos, incluindo gigantes como o Itaú, Bradesco e Santander, pedem 2 bilhões de reais por um empréstimo que não foi pago.

O empresário Schahin manobrou para evitar que o quadro de Tarsila, que comprou nos anos noventa, fosse embargado. Mas os juízes não acreditaram que, justamente quando aumentavam os problemas financeiros no grupo familiar, o teria vendido a um de seus filhos sem o aval de um tabelião, figura onipresente na vida de qualquer brasileiro. O quadro estava no apartamento de seu filho. A última tentativa deste nos tribunais para que o leilão não fosse realizado foi negada nesta semana, de acordo com os advogados dos credores.


Via El País

domingo, 20 de dezembro de 2020

Como ver animais em 3D em sua casa usando o Google




No ano passado, o Google começou a exibir a visualização de animais em 3D em sua busca. No último dia 11/12, a empresa adicionou 50 novos bichinhos à sua grande coleção. As novidades variam de raças de cães e gatos até hipopótamos.

O recurso é bem simples de usar: basta fazer uma busca pelo nome do animal no app do Google e, se ele estiver disponível, o buscador dará a opção de ver o animal em 3D. Com isso, você pode projetar o bicho em sua casa, pressionando o botão “Veja no seu espaço”.

Nem todos os dispositivos são compatíveis com a ferramenta, mas se você tiver um celular mais recente, é provável que você consiga explorar ao máximo essa função do Google.

O recurso de visualização em 3D está disponível para smartphones com Android 7.0 (ou versão posterior) e que sejam compatível com o ARCore, sistema de realidade aumentada do Google.


Para quem usa Apple, a visualização funciona em dispositivos a partir do iOS 11. Se estiver em dúvida se seu celular é capaz de reproduzir um animal em 3D, consulte a lista de dispositivos compatíveis feita pelo Google (em inglês).



Via Olhar Digital

sábado, 19 de dezembro de 2020

As mulheres esquecidas da Bauhaus

Quando Walter Gropius criou sua famosa escola de design e artes em 1919, Bauhaus, ele a criou como um lugar aberto a "qualquer pessoa de boa reputação, independentemente da idade ou do sexo". Um espaço onde não haveria “diferença entre o sexo belo e o sexo forte".

A ideia deflagrava uma sociedade na qual a mulher pedia para entrar em espaços que anteriormente lhe haviam sido vetados. Se a educação artística que as mulheres então recebiam era transmitida dentro da intimidade de suas casas, na escola de Gropius elas foram bem-vindas e seu registro aceito. Tanto que o número de mulheres que se matricularam foi maior que o dos homens.

No entanto, as próprias palavras de Gropius já anunciaram que a igualdade de gênero dentro da escola não seria tão real quanto ele pretendia. Desta forma, a arquitetura, a pintura e a escultura foram reservadas para o "sexo forte", enquanto o "sexo belo" foi restringido a outras disciplinas que não eram, na opinião do fundador, tão físicas.

Por quê? Porque de acordo com Walter Gropius, as mulheres não eram fisicamente e geneticamente qualificadas para certas artes já que pensavam em duas dimensões, em comparação com os parceiros masculinos, que poderiam fazê-lo em três.

Dessa maneira, foram os homens da Bauhaus que entraram na história. Figuras como Paul Klee, Wassily Kandinsky, László Moholy-Nagy e Ludwig Mies van der Rohe, enquanto suas colegas foram esquecidas ou, na melhor das hipóteses, reconhecidas como "as esposas de".

Esta masculinização da Bauhaus tornou-se mais evidente durante o período em que Mies van der Rohe foi seu diretor, em torno de 1930, e seus ensinamentos foram orientados principalmente para a arquitetura, formação para a qual elas não eram convidadas.

Entretanto Lilly Reich não aceitou isso. Designer e arquiteta alemã, Reich foi uma colaboradora próxima de Mies van der Rohe, com quem foi associada por mais de 12 anos até o arquiteto se mudasse para os EUA. Reich nunca estudou arquitetura, mas a praticou, assim como o fez com outras disciplinas artísticas, como por exemplo o design. De fato foi nesse campo, no design industrial e na moda, que Reich começou sua carreira.

Mies van der Rohe e ela trabalharam juntos em distintos projetos, como um prédio de apartamentos para a exposição Deutscher Werkbund, o café de seda e veludo da exposição de moda feminina de Berlim e o pavilhão alemão para a Exposição Internacional de Barcelona de 1929. Ela também participou de duas grandes obras do arquiteto da Bauhaus: a casa Tugendhat e a casa Lange.

Quando foi nomeado diretor da Bauhaus, Mies van der Rohe convidou Reich para dar uma oficina na Escola de Dessau e a nomeou diretora do atelier de design de interiores e têxteis, cargo que ocupou na Bauhaus em Dessau e em Berlim. Reich tornou-se assim uma das poucas professoras que tal escola viria a ter.

A colaboração entre ela a Mies terminou quando este emigrou para os EUA em 1937. Lilly Reich tomaria, a partir de então, conta do escritório, dos negócios e até da família do arquiteto. A última colaboração entre eles foi em 1939, quando Reich viajou para os EUA para participar com seu antigo parceiro do projeto ITT, em Chicago. A designer e arquiteta pretendia se estabelecer por lá, mas Mies não achou que fosse uma boa ideia e ela então voltou para a Alemanha viver o pior da Segunda Guerra Mundial.

Eles nunca se viriam novamente, embora tenham trocado correspondências até o fim dos dias. Após a guerra, Lilly Reich ensinou concepção de interiores e teoria da construção na Universidade de Berlim e reabriu seu escritório de design e arquitetura onde trabalhou até sua morte em 1947.

De acordo com Albert Pfeiffer, vice-presidente de design e direção da empresa de móveis Knoll e pesquisador da figura de Lilly Reich, não parece casual que o sucesso do famoso arquiteto esteja intimamente relacionado com o período em que durou sua relação pessoal com Reich.

"E mais do que uma coincidência que o envolvimento e sucesso de Mies na concepçãode exposições começam ao mesmo tempo do seu relacionamento pessoal com Reich. É interessante notar que Mies não desenvolveu nenhum mobiliário moderno com sucesso antes ou depois da sua colaboração com o ela. Porque duas das cadeiras mais famosas do mundo são obras de Reich: a cadeira Barcelona e a cadeira Brno.

Reich não foi o único docente não-masculino da Bauhaus. Também exerceram ali Gunta Stölzl, Anni Albers, Otti Berger, Marianne Brandt e Karla Grosch. Mas ao contrário de Reich, todas elas foram ex-alunas da escola.

Gunta Stölz foi a única de todas elas a passar por todas etapas de formação da Bauhaus: aluna, professora, mestre de atelier e diretora do atelier de têxtil. Enquanto algumas disciplinas como arquitetura, escultura e design industrial estavam reservadas para os homens, a cerâmica e a tecelagem eram exclusivas para as mulheres.

Esta foi a estratégia de Gropius para parar a avalanche de matriculas femininas em sua escola. Sem saber disso, ele estava reforçando com grandes artistas femininas um atelier que ao final, adquiriria grande força e presença dentro da Bauhaus, vindo a ser inclusive um de seus mais emblemáticos.

Stölz era uma mulher de caráter demonstrando que o “sexo belo”, conforme definido por Gropius, também poderia fazer uma carreira na Bauhaus. Entre outros projetos, ela projetou o estofamento de móveis que Marcel Breuer criou na escola em Dessau. Casada com um arquiteto judeu que havia conhecido na escola, Stölz terminou por abandonar seu cargo na época em que o nazismo estava se tornando cada vez mais forte e por conta das pressões que sofria por vários estudantes de extrema direita. Abandonado a Bauhaus, Stölz se mudou para a Suíça, onde continuou sua carreira como designer têxtil, montando seu próprio escritório.

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Via ArchDaily

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Proprietário de mural pintado por Banksy adia venda de edifício em Inglaterra


A descoberta de uma pintura assinada pelo artista de rua Banksy (pseudónimo) que mostra uma idosa a espirrar, soltando a dentadura, levou o proprietário a adiar a venda do edifício em que se encontra o mural, em Bristol, na Inglaterra. A obra, intitulada Aachoo!!, foi descoberta na parede exterior de uma casa em Totterdown, Bristol, na manhã de quinta-feira, e mostra uma idosa a espirrar violentamente, largando a bengala e a malinha, enquanto a dentadura postiça é projetada no ar.

Os media britânicos indicaram, depois da descoberta da pintura, que o proprietário decidiu adiar a venda do imóvel, que a publicação especializada Art Newspaper revela estar avaliado em 350 milhões de libras (381 milhões de euros) e agora deverá ser muito valorizado com aquela obra do famoso artista de rua. No entanto, em declarações à estação da BBC, Nick Makin, filho dos proprietários, negou a intenção de parar a venda: “Claro que aumenta o valor da casa, e temos de parar para pensar, mas não muda a decisão da venda”, disse. Acrescentou que a venda foi adiada por 48 horas para assegurar que o trabalho artístico vai ser protegido.

Banksy colocou a imagem na sua página da rede social do Instagram, confirmando a autoria.

O artista começou a carreira a pintar em paredes de edifícios em Bristol, tornando-se um dos mais icónicos criadores da street-art, com algumas obras já vendidas por milhões de euros.

Via Público

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Maior ponte da América Latina unirá Salvador e Ilha de Itaparica (BA)




Construção e operação da nova infraestrutura estará a cargo dos grupos chineses CCCC e CR20, junto do Governo do Estado da Bahia, com investimento de implantação estimado em R$ 7 bilhões.

Foi assinado no último 12 de novembro o contrato para a construção do Sistema Rodoviário Ponte Salvador-Ilha de Itaparica pelo Governo do Estado da Bahia e o consórcio chinês que irá realizar a obra, composto pelas empresas China Communications Construction Company (CCCC Ltd), CCCC South America Regional Company (CCCCSA) e China Railway 20 Bureau Group Corporation (CR20). O empreendimento terá sua implantação na modalidade de parceria público-privada (PPP) e prazo de concessão acordado para 35 anos.

O projeto faz parte de um plano de desenvolvimento socioeconômico da Bahia, que estima a criação de 100 mil postos de trabalho diretos e indiretos ao longo dos 35 anos de PPP e, somente durante a construção do equipamento, sete mil novos empregos. Cerca de 24 municípios serão beneficiados com a redução da distância e do tempo de travessia em mais de 40%, já que não será mais necessário seguir pelos 100 quilômetros da BA-001 até a capital baiana. Outros 52 municípios também devem ter a distância reduzida entre 20% e 40% da atual.

"Além de facilitar e reduzir o tempo de travessia da Ilha de Itaparica, a nova ponte vai promover o desenvolvimento de diversas regiões do estado, como o sul do Recôncavo, Baixo Sul, Oeste da Bahia, além de todo o litoral sul e Região Metropolitana. É importante destacar que o projeto tem a sustentabilidade como pilar e prevê o mínimo impacto ambiental possível. Todos os procedimentos atenderão rigorosamente os compromissos ambientais estabelecidos pelos órgãos competentes”, destaca Chang Yunbo, chairman da CCCC South America.

O valor estimado para a infraestrutura é de R$ 7 bilhões – sendo 80% desse investimento privado – e as obras buscarão seguir o primeiro cronograma: um ano para elaboração do projeto e quatro anos de execução, que contará com Plano Básico Ambiental, cujas ações previstas consistem em educação ambiental a trabalhadores e moradores da região, monitoramento da atividade pesqueira, de água e do fundo marinho, e movimento de fauna. O objeto do contrato também contempla acessos viários em Salvador (com extensão de 4,6 quilômetros), nova rodovia expressa – construída na Ilha de Itaparica, com 21,4 quilômetros -, e recuperação e ampliação de trecho da rodovia BA-001.

O empreendimento terá 12,4 quilômetros de extensão e duas pistas, cada uma delas com duas faixas e acostamento, além do trecho estaiado de 860 metros. O governo baiano informou que essa será a maior ponte sobre lâmina d’água da América Latina, superando a Rio-Niterói (8,8 quilômetros), a ocupar a 23ª posição no ranking mundial de pontes e listada entre as 100 maiores obras de infraestrutura do planeta.

A construção da ponte Uma das metas da CCCC é investir em concessões e projetos privados de infraestrutura de transportes de forma completa, integrando diferentes tipos de capacidades – projeto, construção, operação financiamento. Sabe-se que a empresa chegou ao Brasil em janeiro de 2017, quando adquiriu o controle da Concremat Engenharia, e ainda em território nacional, a CCCC é controladora de um porto privado multicargas em construção em São Luís, capital do Maranhão, e está à frente de um projeto de R$ 1,5 bilhão para instalar uma laminadora de aços planos em Marabá, sudeste do Pará.

Via Revista Projeto

domingo, 13 de dezembro de 2020

Biblioteca disponibiliza 2,2 milhões de arquivos dos primeiros cem anos da fotografia


A biblioteca virtual Europeana lançou uma coleção capaz de enlouquecer qualquer amante de fotografia. A “Europeana Photography” reúne 2,2 milhões de arquivos correspondentes aos primeiros 100 anos da história da fotografia, que podem ser vistos online e estão disponíveis parra download gratuito. A coleção é composta por imagens e documentos de 50 instituições europeias, localizadas em 34 diferentes países.

Entre os documentos, há obras singulares, como as da fotógrafa britânica Julia Margaret Cameron. A artista ficou conhecida por retratar personalidades emblemáticas, como o criador da Teoria da Evolução Charles Darwin, o poeta Alfred Tennyson, e o pintor George Frederick Watts. Além de personalidades, Cameron também retratava alegorias de cenas literárias e religiosas, com uma estética fotográfica inconfundível.

Apesar de reunir obras completas de autores, a “Europeana Photography” não é centrada apenas em antologias de fotógrafos. Também são disponibilizadas “exposições temáticas”, que, como o próprio nome diz, reúnem trabalhos por temas, não apenas autoria. Duas delas que merecem destaque são “Fotografia Industrial da Era da Máquina”, e “Postais Vintage do Sudoeste da Europa”, que promovem um verdadeiro tour imagético ao longo da história.

A coleção está disponível em 23 línguas, incluindo o português. Para iniciar a navegação, basta acessar o site da biblioteca e escolher a exposição desejada, ou selecionar as opções de busca de acordo autores, fontes, períodos ou cores. Clicando na imagem ou documento, as opções de compartilhar e realizar o download — em formato JPGE — ficam disponíveis no canto superior direito. Para downloads, Vale o Clique!

Via Revista Bula

sábado, 12 de dezembro de 2020

Baixe e-book gratuito “Arquitetas e arquiteturas na América Latina do século XX”

Disponibilizado pela Altamira Editorial, o livro realiza um levantamento acerca da atuação de arquitetas latino-americanas em campos de produção teórica e prática.

A Altamira Editorial tornou público e gratuito o acesso ao título “Arquitetas e arquiteturas na América Latina do século XX”, em sua versão digital. Redigido por Ana Gabriela Godinho Lima, o volume abarca uma série de produções do meio arquitetônico e urbano da América Latina, seja teórica ou prática, todas feitas exclusivamente por mulheres arquitetas, sobretudo deste setor do continente. Para baixar, basta o interessado acessar o site da editora.

O livro foi pela primeira vez publicado em 2014, como fruto da pesquisa acadêmica de Ana Gabriela apoiada pela MACKPESQUISA e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). O resultado expõe a expressividade feminina no ramo da Arquitetura e Urbanismo desde as primeiras décadas do século XX – panorama que cresce vertiginosamente.

"Arquitetas e Arquiteturas na América Latina do Século XX assume uma característica de trabalho pioneiro, ainda que muito modesto. Consistindo em uma conjunção de pequenas perspectivas históricas, é organizado em seis capítulos, construindo uma perspectiva da produção das arquitetas na América Latina ao longo do século XX. Por ter consistido em leitura fundamental para pesquisadoras e pesquisadores ligados ao projeto, acho que posso esperar que, ainda hoje, consista em referencial útil para os novos projetos de pesquisa que abordam as relações de gênero em arquitetura, e também em design. Esta, sem dúvida, a maior motivação para editá-lo sob esse formato, anos depois de sua conclusão”, pontua Ana Gabriela Godinho Lima. 

Para Download, Vale o Clique!

Via Revista Projeto

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Isay Weinfeld: Instituto Ling, Porto Alegre

Inserido em terreno de esquina, no bairro Três Figueiras, na capital do Rio Grande do Sul, o Instituto Ling, projeto do arquiteto paulistano Isay Weinfeld, é uma caixa que parece flutuar e acomoda programa didático-cultural.


A caixa em que o arquiteto Isay Weinfeld inseriu o programa de um centro de cursos e de apresentações culturais é um exercício de distribuição da luz natural nos interiores. A implantação, aproximadamente um quadrado de 30 metros de lado, ocorre em terreno de esquina, localizado na rua João Caetano, 440, em Porto Alegre, protegida da via pela intermediação de suave talude.

Dessa forma, o térreo – a construção conta ainda com um pavimento inferior, de fruição do público, e um subsolo destinado à garagem – está solto do terreno, apoiado sobre pilares recuados e invisíveis desde o exterior. O andar, que agrega galeria de acesso/recepção, café, auditório para até cem pessoas e salas para cursos, é acessível por meio de rampa lateral externa, que, caracterizada pelo desenho sinuoso, é presença recorrente e marcante em projetos do arquiteto.

As fachadas frontal e lateral, por onde ocorre o acesso ao instituto, têm, respectivamente, orientação sudoeste e sudeste, sendo a primeira semitransparente (brises com angulação de 45 graus vedados com painéis de vidro piso-teto estão contidos nessa face flutuante) e a segunda uma superfície cega, interrompida apenas pela porta principal envidraçada. Os brises, então, proporcionam a iluminação amena à galeria de acesso, cuja ambiência clara (paredes e forros brancos, piso cimentado cinza) contrasta com o invólucro de madeira dos nichos programáticos a ela conectados. Já a setorização foi planejada de modo a posicionar no miolo da construção, onde é ausente a iluminação natural, ambientes estanques, como o auditório, ou de menor permanência, com a exceção da recorrência à luz zenital sobre a escada de ligação com os andares abaixo.

O pavimento inferior – semienterrado, graças ao caimento do terreno para o lado esquerdo – tem programa misto, didático (ambientes para aulas de culinária), de eventos (sala multiúso) e administrativo, também com acesso direto para a rua, reservado ao fluxo de funcionários. E, junto à sua fachada noroeste, um pátio aberto resguarda a construção em relação ao exterior, servindo de fonte de luz natural e cenário para o espaço de eventos. Enxuto em detalhes, o projeto tem o mérito de acomodar programa denso com a extrema simplicidade de sua linguagem arquitetônica. (Por Evelise Grunow)

Via Revista Projeto

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Severiano Mario Porto falece de Covid-19




Faleceu hoje, 10 de dezembro, Severiano Mario Porto. Com 90 anos de idade, o arquiteto veio a óbito às 11h da manhã desta quinta-feira, vítima de coronavírus. O sepultamento ocorrerá amanhã, 11 de dezembro, no cemitério Parque da Colina, em Niterói-RJ. Respeitando as indicações de distanciamento social, o velório será aberto apenas à família.

Nascido em Uberlândia em 1930, aos cinco anos de idade Severiano muda-se com a família para o Rio de Janeiro. Em 1954 forma-se pela Faculdade Nacional de Arquitetura – FNA, da Universidade do Brasil. O conjunto de sua obra foi premiado em 1985 pela Bienal Internacional de Arquitetura de Buenos Aires. Em 1987 é reconhecido internacionalmente, sendo eleito o homem do ano pela revista francesa L'Architecture d'Aujourd'hui.

A obra de Severiano Porto, sobretudo os projetos desenvolvidos em Manaus, é marcada pela presença de um regionalismo eco-eficiente, no sentido de uma aplicação sempre renovada dos princípios de conveniência e economia tradicionais da cultura local amazonense.

Uma anedota que mostra um pouco do espírito de Severiano é a história de seu carro que trazia em destaque um adesivo do IAB com a frase “a natureza cria, o arquiteto transforma”. Contestando a afirmação, o arquiteto rasurou severamente a palavra “transforma”, sobrepondo a ela o termo “INTEGRA”. Para Severiano Porto, o arquiteto integra.

Via ArchDaily

Barcelona prevê aumento de áreas verdes a partir de 2022

A medida que se atenta, sobretudo, a ciclistas e pedestres, será desenvolvida por meio de implantações de pequenos parques e praças com tempo de execução estipulado para 10 anos. 

A organização urbanística de Barcelona acaba de divulgar a continuação de suas ações para melhorias sua região central. Uma em cada três ruas da região será convertida em eixos verdes com a intenção de priorizar pedestres e ciclistas, em detrimento a veículos. O planejamento prevê modificações em 21 cruzamentos para conversão em espaços públicos, de maneira que aqueles que moram, transitam e usufruem do espaço tenham sempre acesso a um parque próximo, possivelmente a menos de 200 metros.

A ação prevê implantação das áreas ao longo dos próximos 10 anos, com um custo estimado de US$ 44 milhões. Sabe-se ainda que este projeto é uma variante do conceito das “Superilles” (“Superquadras”, em português), um desenho que limita o trânsito de automóveis em uma área de 9 quarteirões, permitindo que os veículos circulem apenas ao redor destes espaços, numa tentativa de tirar espaço dos carros e devolver para as pessoas, já que 60% do espaço público é atualmente ocupado por automóveis.

"Queremos que Barcelona seja uma cidade sustentável, boa de se viver! Sabemos que hoje, nos nossos espaços públicos, temos muitas atividades sociais e comunitárias, mas também que o espaço público é dominado pelo transporte individual em carros – sejam veículos em movimento ou estacionamentos para esses veículos”, explica ao CicloVivo, Janet Sanz, responsável municipal pelos setores de ecologia, urbanismo e mobilidade.

O distrito de Eixample, parte da região central da cidade, será o primeiro a receber as mudanças por áreas verdes, com a limitação de tráfego e estacionamento em 21 vias, e implantação de ciclovias, bicicletários, parques infantis e áreas verdes.

“O plano Cerdà foi desenhado para modernizar a Barcelona no final do século XIX e alcançar melhores condições de saúde pública”, sinaliza o projeto. “No contexto atual, essa grande área da cidade é mais uma vez uma excelente oportunidade de recuperar este espírito de transformação urbana e atualizar o plano Cerdà no século XXI”.

Segundo o que se sabe, a proposta original do urbanista Salvador Rueda sempre objetivou reduzir os níveis de poluição sonora e atmosférica para incentivar cada vez mais um número maior de pessoas à prática de atividade física em espaços abertos e públicos, aumentando áreas verdes e combatendo ilhas de calor.

O novo planejamento, por sua vez, consiste em uma versão simplificada dos das Superillas, pois bloqueia o tráfego de veículos em trechos específicos. “Existe uma resistência à limitação do uso de veículos em Barcelona”, pontua Mark Nieuwenhuijsen, professor e pesquisador do Instituto de Saúde da Universidade de Barcelona, responsável pelo estudo de impacto da medida sobre a saúda da população.

Alguns comerciantes, em contrapartida, acreditam que limitar a circulação de carros poderia impactar negativamente o volume de vendas, mesmo quando as pesquisas apontam que os pedestres estão mais propensos a observar vitrines do que quando no papel de motoristas.

Via Revista Projeto

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Marrocos Moderno: uma nova arquitetura vernacular

A arquitetura moderna do Marrocos, a qual tem se desenvolvido rapidamente ao longo das últimas décadas devido ao recente desenvolvimento econômico do país, encontra-se profundamente enraizada nas tradições construtivas locais. Tendo o vernacular como principal fonte de inspiração, a arquitetura moderna marroquina assume a origem de seu próprio nome árabe al-maġhrib, ou seja “lugar onde o sol se põe; o oeste”. O Marrocos é um estado soberano com uma rica cultura arquitetônica e uma vasta história, contando com inúmeros e excepcionais exemplos de arquitetura tradicional islâmica.

Localizado no extremo norte da África, na região chamada de Magrebe, o Marrocos faz fronteira tanto com o Mar Mediterrâneo quanto com o Oceano Atlântico. Essa vasta paisagem litorânea e também montanhosa, se espalha por toda a extensão do deserto do Saara que, por sua vez, tem influenciado fortemente a arquitetura vernacular marroquina. Desde os tempos mais remotos, passando pelos povos nativos berberes, a arquitetura do país foi sendo moldada com enorme influencia do mundo árabe e mais recentemente pela influencia de países próximos como a Espanha, Portugal e a França. Com uma historia marcada por uma sucessão de dominações imperialistas, sendo colônia de diversos países, o Marrocos é uma nação independente desde 1956.

Além de seus antigos palácios e históricas mesquitas, a nova arquitetura marroquina tem florescido em cidades como Rabat e Casablanca, rompendo com as tradicionais técnicas e métodos construtivos mas profundamente conectada e elas. Em forma de resumo, compilamos uma lista de projetos recentemente construídos no Marrocos para que vocês, nossos leitores, possam ter uma ideia mais clara de como a arquitetura moderna marroquina tem se transformado ao longo dos últimos anos. A maioria destes projetos são edifícios públicos e construídos na última década. De museus e projetos educacionais a estações ferroviárias e centro de visitantes, estes objetos contemporâneos de arquitetura representam uma enorme diversidade tanto em programa quanto em escala. Edifícios inspirados na história e na cultura local assim como na paisagem e nos modos de vida, um passado que continua ressoando no presente.

Confira alguns exemplares. Vale o Clique!

Via ArchDaily

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Inglesa cria filtro de ar para rodas de bicicleta

Além de não poluir, bicicletas poderiam ajudar a limpar o ar das cidades durante as pedaladas. As bicicletas vem conquistando o seu merecido espaço como meio de transporte sustentável – e saudável – nas áreas urbanas. A pandemia e a necessidade de isolamento social fez com que muitas cidades reconhecessem os benefícios da bike: um transporte individual que não emite poluentes e ajuda a cuidar da saúde da população.


Optar pela a bicicleta é uma boa maneira de se exercitar e ao mesmo tempo diminuir os congestionamentos e a poluição do ar. E a inglesa Kristen Tapping, que estudou engenharia industrial na Universidade de Londres, encontrou um jeito de melhorar ainda mais este cenário.

A ideia veio durante uma pedalada que a engenheira fazia entre carros, no trânsito londrino. Mais do que não poluir, Kristen queria ajudar a limpar o ar da cidade. Foi então que ela criou o “Rolloe”, um dispositivo que aproveita a energia cinética do movimento da bicicleta para absorver o ar para seu interior, onde estão os filtros de ar. Depois de filtrado o ar volta para a cidade sem impurezas.


Segundo Kristen, cada Rolloe pode filtrar 0,665m³ de ar a cada quilômetro rodado. Individualmente, o valor pode ser baixo, mas considerando-se que as bicicletas ganham cada vez mais espaço nas cidades, este valor pode ser multiplicado por milhares de ciclistas e seus quilômetros rodados por dia.

Via Ciclo Vivo