quarta-feira, 23 de setembro de 2020

UNStudio conclui as primeiras 37 estações da rede de metrô de Doha, no Catar



O UNStudio revelou imagens das primeiras estações concluídas na nova rede de metrô de Doha, um dos sistemas autônomos mais avançados e rápidos do mundo. A primeira fase do Projeto Ferroviário Integrado do Catar (QIRP) envolveu a construção de três linhas de metrô (Vermelha, Verde e Dourada), com 37 estações concluídas.

Focando na mobilidade como placemaking, UNStudio criou uma proposta para os projetos de estações da, totalmente nova, rede de Metrô de Doha e colaborou com o Departamento de Arquitetura Ferroviária do Catar no desenvolvimento de um Manual de Marca Arquitetônica. Atualmente, em desenvolvimento pela Qatar Railways Company (RAIL), o projeto compreende um sistema ferroviário completo, composto por quatro linhas de metrô com aproximadamente 30 estações na fase 1 e outras 40 estações na fase 2.

"Vamos nos mover de maneira diferente no futuro. A mobilidade está mudando rapidamente, desde a introdução de veículos autônomos até os bondes urbanos e o Hyperloop. Os centros de mobilidade do futuro precisam responder e atender a essas mudanças. A fim de encorajar o uso de formas de transporte mais sustentáveis, essas estações não devem apenas garantir um fluxo regular de passageiros, mas devem realmente atrair o público; serem lugares nos quais eles desejam visitar e voltar." - Ben van Berkel.

Mais informações e fotos, Vale o Clique!

Via ArchDaily

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Carambola Doce #23 - Anderson Ferreira, toca.casa.

No Episódio 23 uma conversa bacaníssima com Anderson Ferreira.

Ele é arquiteto e urbanista, formado pela UEG, seguiu na formação acadêmica cursando mestrado e doutorado em Arquitetura e Urbanismo na UNB. Professor na Unievangélica - Anápolis e atua como arquiteto e urbanista na UFG. 

É apaixonado por boas comidas e aquelas inusitadas, funciona a base de café coado, pai de dois gatos, um sujeito um tanto sarcástico e que adora ficar em casa. 

A devoção ao lar fez com que os tempos de pandemia se tornassem inspiradores, começou a pensar em plantas, suportes, vasos, mais plantas e terra.

Segue o link da tese de doutorado do Anderson, mencionada no podcast.

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domingo, 13 de setembro de 2020

Tombamento da maquete de Salvador: o “modelo reduzido” de Assis Reis

No dia 20 de agosto teve início o processo de tombamento da maquete de Salvador, que se encontra em exposição na Associação Comercial da Bahia, na capital baiana. A maquete, que estará aberta à visitação por meio de agendamento até 18 de setembro de 2020, começou a ser idealizada no começo da década de 70 pelo arquiteto Assis Reis. Desde então, continua a ser atualizada por uma equipe de artesãos da Prefeitura Municipal de Salvador com o objetivo de representar as mudanças urbanas na cidade, mantendo, assim, a ideia original da sua criação.

O “modelo reduzido”, como a maquete era chamada por Assis, foi proposta à gestão municipal em 1973, quando começou a ser montada em um espaço no próprio escritório do arquiteto, no bairro do Comércio, até sua transferência para uma área disponibilizada pela prefeitura de Salvador, com o objetivo de dar continuidade ao seu trabalho de montagem.

A intenção do arquiteto era de que a maquete pudesse servir como instrumento para o planejamento urbano da cidade, expondo aquelas intervenções que julgava inadequadas justamente pela falta de um planejamento apropriado. Na ideia inicial de Assis, a maquete também permitiria aos cidadãos soteropolitanos o conhecimento do espaço da sua cidade ao ver representadas todas as edificações existentes, por meio de uma técnica de fácil compreensão da urbis.

“Com o modelo reduzido da cidade de Salvador, duas mil vezes menor que sua dimensão real, proponho o conhecimento da cidade de modo concreto, através da valorização de sua configuração urbanística ao longo do tempo, intencionando torná-lo instrumento para o autoconhecimento da cidade pela população ou para o despertar desse interesse. Essa conscientização deverá estimular um sentimento comunitário em defesa da recodificação da legislação, tendo como suporte às atividades turísticas e de comunicação com a população” - Assis Reis

Naquele momento a tecnologia ainda não amparava a arquitetura e o urbanismo da forma como acontece hoje. Os softwares de modelagem bidimensional e tridimensional considerados tão necessários e usuais atualmente ainda não haviam sido lançados, assim como os mapeamentos via satélite disponíveis hoje na internet. Desta forma, os dados relativos às dimensões e alturas foram transpostos inicialmente para a maquete por meio de aerofotogrametrias realizadas nos anos 1956, 1965 e 1972, além do auxílio de coordenadas geodésicas.

A topografia particular da cidade de Salvador, marcada pela presença de vales e cumeadas com acentuadas diferenças de níveis, é representada na maquete por folhas de cortiça. Para as edificações, o material selecionado foi a madeira balsa, devido, entre outros fatores, ao seu fácil manuseio, durabilidade e resultado estético. Os corpos d’água, como o Oceano Atlântico e a Baía de Todos os Santos, são representados em acrílico, e a base da maquete é estruturada em alumínio e eucatex. Ao observar o conjunto, é possível notar como o contraste das tonalidades dos materiais, devido à passagem do tempo, reforça o caráter mutável do modelo como forma de acompanhar as transformações pelas quais a cidade passa a todo momento.

A construção da maquete pode ser dividida em quatro etapas. A primeira, que corresponde ao período entre 1973 e 1975, engloba a produção dos 49 módulos iniciais. Entre os anos de 1975 e 1977, a maquete fica esquecida num depósito da Polícia Administrativa da Prefeitura até ser resgatada por Assis em 1977 e transportada para o segundo andar do Cine Tupy no ano seguinte. Entre 1980 e 1982, na segunda fase de construção, são desenvolvidos mais 24 módulos para apoiar o novo Plano de Desenvolvimento de Salvador (PLANDURB). Na terceira fase, entre 2015 e 2017, são criados mais 6 módulos e na quarta e última fase, entre 2018 e 2019, são incorporados mais 39 módulos, elaborados pela Bustamante Maquetes, sediada em Joinville. Hoje, toda a porção continental do município (402 km²) é representada pela maquete em uma área de 100,5 m² distribuida nos 97 módulos de 1m x 1m e 7 módulos de 1m x 0,5m.

Para conhecer mais, Vale o Clique!

Via Archdaily

sábado, 12 de setembro de 2020

Tipos de lajes de concreto: vantagens e desvantagens

Ao desenvolver um projeto de arquitetura, independente da escala ou programa, os arquitetos se deparam com uma série de escolhas a serem feitas quanto ao processo construtivo adotado, sob aspectos variados: estrutural, econômico, mão de obra disponível, estética, entre outros – em prol da melhor solução.


A partir das muitas dúvidas que surgem no decorrer de seu desenvolvimento quanto à escolha dos sistemas construtivos, preparamos um guia prático acerca dos principais tipos de lajes de concreto moldadas in loco e pré-fabricadas que o projetista deve conhecer, com as vantagens e desvantagens de cada uma delas.


Conheça mais detalhes. Vale o Clique!


Via ArchDaily

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Estratégias para melhorar os espaços de estudo em casa

Com o início do isolamento social, no início de 2020, publicamos diversos artigos com o objetivo de ajudar nossos leitores a aumentarem a produtividade e o conforto em seus home-offices. Após todo esse tempo nessa nova rotina, pesquisas apontam que mais de oitenta por cento dos profissionais desejam continuar trabalhando desde suas casas mesmo depois que a quarentena terminar. Além disso, boa parte das empresas também está satisfeita, mostrando uma alta tendência de empresas adotarem esta prática como definitiva pois a maioria observou que o trabalho remoto pode ser tão (ou mais) produtivo quanto o trabalho presencial.

No entanto, no que se refere às crianças e ao estudo em casa durante a pandemia, o resultado não foi tão positivo. Talvez a maior razão seja o fato de ser muito complicado fazer com que crianças se concentrem e se motivem por muito tempo diante das telas. A falta de interação física com outras crianças também é considerada prejudicial, por muitos estudos. Por isso, apesar da grande ansiedade pela volta por parte de alunos e de professores, enquanto as adaptações ideais, e seguras a todos não forem estabelecidas, a volta às escolas será adiada. Dessa forma, resolvemos compartilhar neste artigo estratégias eficientes que podem transformar os espaços de estudo em casa em aliados do aprendizado das crianças.

Como repensar os espaços de estudos em casa das crianças e adolescentes?

Cada criança e cada faixa etária vai requerer uma estratégica específica que deve ser observada pelos pais ou responsáveis diariamente. No entanto, é possível traçar parâmetros genéricos que contribuirão nos três âmbitos necessários para o ensino em casa: a acadêmica e cognitiva, a da saúde física e a saúde emocional da criança.

Para conferir as dicas e estratégias, Vale o Clique!

Via ArchDaily

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Indiano transforma EPIs de hospitais em tijolos ecológicos

O descarte de máscaras de TNT se transformou em uma preocupação para o meio ambiente. De acordo com dados da Associação de Empresas de Limpeza Pública (Abrelpe), somente em junho, o descarte de hospitais aumentou 20%. A pesquisa ainda mostra que a geração média de lixo por pessoa infectada e internada para tratamento de Covid-19 é de 7,5 quilos por dia.

Então um jovem indiano, de 27 anos, viu nesses resíduos uma forma de reciclagem muito maravilhosa. Ele transformou as máscaras descartáveis e outros EPIs em tijolos!

Desai já fez diversos estudos e pesquisas, transformando lixo em produtos de valor. Ele já construiu, lâmpadas, lustres e pisos a partir de materiais recicláveis. Na Índia ele, inclusive, ganhou fama como “O Reciclador da Índia”.

O tijolos de EPI são compostos, basicamente, de máscaras e toucas descartáveis. Eles compõem 52% da matéria-prima. O restante é preenchido na proporção de 45% de resíduos de papel e 3% de aglutinante. Todo o processo demora 3 dias para ser finalizado, pois os tijolos são secos naturalmente.

Desai já publicou diversos conteúdos no perfil dele no Instagram, mostrando o processo de fabricação dos tijolos.

Ele conta que o tijolo de EPI é mais leve e é resistente à água, pragas e “retardador de fogo”, ou seja, menos inflamável.

“O processo de fabricação do tijolo é semelhante, mas adicionei EPIs feitos de TNT (tecido não tecido), o que inclui máscaras, aventais e toucas. Comecei a experimentar o método em meu laboratório doméstico e logo fiz alguns na minha fábrica”, explica.

Agora Desai quer produzir o tijolo sustentável em escala comercial. Ele já está procurando parceiros para a coleta segura dos descartáveis em hospitais e shoppings. Para que tudo ocorra em segurança, o jovem criou uma caixa para servir como depósito, totalmente lacrada e com dispositivo que indica o limite.

Via The Greenest Post

Carambola Doce #022 - Rafael Tavares !


Neste episódio uma conversa sobre a atualidade do trabalho do arquiteto e urbanista, em tempos de pandemia mas também no cenário pós.

O cotidiano das nossas vidas de trabalho, na pandemia. Uma dose de realidade sem perder o otimismo (mesmo que melancólico).Rafael Tavares é formado pela PUC-GO e faz parte do BrCidades Goiás e do coletivo Salve Goiânia, atuou no setor privado e no 4º Sistema S, estava tentando organizar um Canteiro Livre, porém foi paralisado brevemente devido às questões da pandemia. 

Ele se define como uma pessoa que gosta muito de música, café e conversar sobre o cotidiano, não necessariamente nessa ordem.



A conversa foi norteada em seu último artigo publicado e sua leitura é importante para entender os contextos que vivemos.

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quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Richard Rogers se aposenta após 43 anos à frente do RSHP

O arquiteto ítalo-britânico Richard Rogers anunciou sua aposentadoria, 43 anos após fundar o escritório Rogers Stirk Harbour + Partners. Como um dos maiores arquitetos vivos da atualidade, é conhecido por suas obras high tech, das quais se destacam o edifício Lloyd's em Londres e o Centro Pompidou em Paris. Laureado com o Prêmio Pritzker, tornou-se um dos arquitetos mais reconhecidos do mundo, desenvolvendo projetos visualmente marcantes e programaticamente adaptáveis em diversos países.

Segundo o The Guardian, Rogers se aposentou formalmente do conselho do RSHP em junho, que será liderado por Stirk e Harbor. O escritório comentou: “Graham e Ivan são agora apoiados por nove outros sócios, com cinco membros de longa data do escritório tendo sido nomeados sócios em 2015. Juntos, eles mantêm a continuidade e consistência da filosofia e ethos que o RSHP aplica a todos os seus trabalhos."


Rogers nasceu em Florença, mas sua família mudou-se para a Grã-Bretanha durante a Segunda Guerra Mundial, quando ainda era criança. Depois de frequentar a Architectural Association em Londres, estudou na Yale University, nos EUA. Na década de 1990, envolveu-se na política britânica, ocupando uma cadeira na Câmara dos Lordes como membro trabalhista (seu título completo é Barão Rogers de Riverside). Por 8 anos, também foi conselheiro-chefe de arquitetura e urbanismo da Prefeitura de Londres.

Rogers ganhou vários prêmios, incluindo o Prêmio Pritzker em 2007, a medalha Thomas Jefferson em 1999 e o Praemium Imperiale de Arquitetura em 2000. Em duas ocasiões seu escritório foi reconhecido com o Stirling Prize, concedido pelo Royal Institute for British Architects.

"Arquitetura é muito complexa para ser resolvida por qualquer pessoa... Gosto da dinâmica que flui quando diferentes disciplinas, da sociologia à matemática, da engenharia à filosofia, se unem para criar soluções. Essa integração cria um ethos que melhor atende – e uma estética que melhor simboliza – o mundo moderno." – Richard Rogers

Via ArchDaily

Paulo Mendes da Rocha doa seu acervo completo à Casa da Arquitectura em Portugal



O arquiteto Paulo Mendes da Rocha doou todo seu acervo à Casa da Arquitectura, instituição portuguesa com sede em Matosinhos que se dedica a preservar e difundir documentações de arquitetura. Arquiteto brasileiro vivo de maior proeminência internacional, o capixaba assinou o contrato com a Casa em dezembro do ano passado, um mês após ter recebido o convite para doar o material.

A recente doação do acervo completo de Mendes da Rocha vem na esteira da doação do projeto do Museu Nacional dos Coches, em 2015, e de um conjunto de sete projetos para a Coleção Arquitetura Brasileira, realizada em 2018. O material chegará à instituição amanhã, dia 10 de setembro, onde será recebido por mais de 30 funcionários dedicados a inventariar e organizar os milhares de itens doados, produzidos desde os anos 50 até os dias de hoje.

O material compreende cerca de 8.800 itens, relativos a mais de 320 projetos, e é composto por aproximadamente 6.300 desenhos analógicos, 1.300 desenhos físicos, 3.000 fotografias e slides, cerca de 300 publicações e um conjunto de maquetes produzidas pelo arquiteto. 

A relação de Mendes da Rocha com a Casa da Arquitetura não é novidade. Em 2018, por ocasião da abertura da exposição Infinito Vão, foi realizada, paralelamente, a exposição Duas Casas, sobre as residências Gerassi e Quellhas, projetadas pelo arquiteto em São Paulo e Lisboa, respectivamente. Paulo Mendes também foi o primeiro sócio honorário da Casa da Arquitetura, acompanhado, posteriormente, por outro Pritzker, o português Eduardo Souto de Moura.

O interesse da Casa da Arquitetura pelo Brasil também já conta alguns anos. A exposição de 2018 foi a maior já realizada sobre arquitetura brasileira, e contou com a doação de mais de 55 mil itens relativos à obra de importantes profissionais do lado de cá do Atlântico. Além disso, desde a inauguração de sua nova sede em Matosinhos, a instituição têm realizado uma série de eventos com convidados brasileiros da arquitetura e outras áreas das artes.

Mais detalhes, Confira!

Via ArchDaily

terça-feira, 8 de setembro de 2020

Ouro Preto se tornará a primeira cidade histórica "inteligente" do Brasil

No mês de agosto, a cidade mineira de Ouro Preto assinou uma parceria público-privada para um projeto de "cidade inteligente", colocando em marcha os planos de se tornar a primeira smart city histórica do Brasil. O contrato prevê um investimento de R$ 10 milhões e abre concessão administrativa para que o consórcio Ouro Luz opere o parque de iluminação pública e a infraestrutura de telecomunicações de Ouro Preto por 25 anos.

O projeto prevê a modernização de todo o sistema de iluminação da cidade, com a substituição das lâmpadas de vapor de sódio pelas de LED, de maior durabilidade e menor consumo. A substituição por lâmpadas de LED seguirá um projeto rigoroso com aprovação do IPHAN, respeitando a temperatura da cor da iluminação para manter a ambientação característica da cidade histórica.

Também será feita a expansão da rede para locais onde ainda não há iluminação pública e melhorias nos locais onde a iluminação é precária, tanto na sede quantos nos distritos. O projeto contará ainda com a iluminação cênica de vários monumentos da cidade, com utilização de refletores do tipo Micro Led RGB que projetam qualquer padrão de cor escolhida. 

Outro ponto importante do projeto é a rede pública de wi-fi, que atenderá diversas praças da sede, distritos e localidades do município. Além disso, todos os esforços que já foram implantados no município nos últimos anos, como a disponibilização de internet de alta qualidade em todas as escolas, creches e postos de saúde, serão agora atendidos por uma infraestrutura ainda mais robusta e com garantia de funcionamento por 25 anos.

Via ArchDaily

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Participe do Sorteio nº02, do Paralelo Amarelo!


Corre lá no nosso Instagram @paraleloamarelo, confira as regras na Foto Oficial e Boa Sorte!

Que tal ganhar uma camiseta cheia de personalidade, arte e poesia? O 2º Sorteio do Portal Paralelo Amarelo é uma parceria com o Virado na Breca. A camiseta sorteada é uma produção autoral do nosso parceiro, inspirado em Manoel de Barros e que vale a pena conferir!

O sorteio será no Sexta, dia 25 de Setembro de 2020 às 18:00.

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Carambola Doce #021 - Carlos Monaretta !


Neste episódio uma conversa com o artista Carlos Monaretta.
Arte, poesia e o projeto Virado na Breca.

Carlos Monaretta trabalha com fotografia, desenho, gravura e instalação.

Em 2018 recebeu menção honrosa na 2a Bienal de Artes do SESC Brasília-DF e foi selecionado para a residência artística no projeto Trampolim (MAC-GO). Em 2019 foi premiado na categoria fotografia no prêmio SESI Arte e Criatividade.

Um papo Bacana! Vale o clique!


 

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

USP está na lista das melhores universidades de arquitetura do mundo

O ranking inglês QS World University classifica anualmente as melhores universidades do mundo separadas por curso. Cada lista conta com 29 indicações com notas que podem chegar até 100.

Em 2020, a categoria BAM (Best Architecture Master) é liderada pela Universidade de Harvard pelo terceira ano consecutivo. Mas dessa vez a novidade fica por conta de sua pontuação máxima com 100 pontos. Em 2019, a escola atigiu 97 pontos. 

Já o Brasil aparece na lista em 22º lugar com a Universidade de São Paulo e uma pontuação de 73,45. No ano passado, a USP ocupava a mesma posição, mas com 67,41 pontos. Enquanto em 2018, a faculdade aparecia com mais destaque em 14º lugar e 77,08 pontos. 


Confira abaixo os 10 primeiros colocados:

1. Harvard GSD

2. Columbia University 

3. Universidad Politécnica de Madrid + ETH Zurich 

4. Delft University of Technology (TUDelft) 

5. Massachusetts Institute of Technology (MIT) 

6. University College London - Bartlett School of Architecture 

7. Tsinghua University 

8. (empate) Technische Universität München (TUM) 

9. (empate) Cornell University 

10. Princeton University


Confira aqui a lista completa. Vale o Clique!

Via Casa Vogue

domingo, 30 de agosto de 2020

Instituto Inhotim anuncia planejamento para reabertura

Cinco meses após o fechamento à visitação em virtude da pandemia mundial de covid-19, o Instituto Inhotim anuncia a implantação de seu protocolo de reabertura.

Mesmo sem data definida para a volta do público, e aguardando as definições das autoridades mundiais de saúde, o instituto, com apoio de uma das mais renomadas consultorias em infectologia do país, definiu as estratégias de prevenção e controle do novo coronavírus para a reabertura do espaço.

O objetivo é atuar de maneira forte e responsável para garantir um retorno seguro às atividades para todos os envolvidos – visitantes, funcionários e moradores de Brumadinho.

Durante todo o período de fechamento (que teve início em 18 de março), as áreas de manutenção de galerias, obras e jardins se revezam para manter as instalações impecáveis e aproveitam a ausência de visitantes para realizar reparações técnicas e de conservação.

Já as equipes dos setores administrativos trabalham em casa, garantindo a continuidade de projetos socioeducativos, de captação de recursos, comunicação com o público, entre outros.

Cultura ao ar livre

Segundo o diretor-presidente do Inhotim, Antonio Grassi, a instituição tem a especificidade de reunir museu com Jardim Botânico, agregando à experiência uma extensa área verde, jardins e espaços ao ar livre.

Assim, o local é mais propenso à visitação num cenário pós-pandêmico, do que os museus convencionais, confinados em espaços fechados.”Entendendo a gravidade da situação que estava por vir, fomos uma das primeiras instituições do país a fechar suas portas, e é com essa mesma responsabilidade que pensamos a reabertura”, afirma Grassi.

Medidas de segurança e reabertura

Para garantir um processo rigorosamente seguro, foi contratada a Infection Control, consultoria especializada liderada pelo Dr. Carlos Starling, um dos mais renomados nomes da infectologia no Brasil. Todas as medidas também estão alinhadas com as diretrizes da Organização Mundial da Saúde, do Ministério da Saúde e outras regulamentações relacionadas ao Covid-19.

Quando houver consenso entre as autoridades, especialmente os órgãos oficiais de saúde, o Inhotim reabrirá com uma dinâmica de funcionamento diferente. Inicialmente, abrirá sextas-feiras, sábados, domingos e feriados. Sexta-feira das 9h30 às 16h30, e até 17h30 nos outros dias. Antes da pandemia, o funcionamento era de terça a domingo, nos mesmos horários.

O limite de público passa de 5 mil pessoas diárias para 500, com ingressos retirados antecipadamente on-line. Até que a situação estabeleça patamares mais seguros, não serão permitidas visitas em grupos (no formato de excursões). As visitas educativas serão feitas seguindo todas as medidas segurança, como redução do número de participantes (de 20 para 5), uso de máscara, priorização de espaços abertos e troca de uniforme dos mediadores após o atendimento.

A circulação, que é divida por eixos para organizar os roteiros de visitação ao parque (laranja, rosa, amarelo), será alternada em turnos (manhã e tarde). Mais detalhes, Confira!

Via Catraca Livre

sábado, 29 de agosto de 2020

Primeiro memorial mundial para vítimas do coronavírus será construído no Uruguai

O novo coronavírus já provocou quase um milhão de mortos ao redor do mundo. Para honrar a memória de todos que se foram, o escritório Gómez Platero projetou um grande monumento dedicado às vítimas da Covid-19. Primeiro projeto do tipo em grande escala, a construção receberá o nome de "Memorial Mundial à Pandemia" e será construída no Uruguai. 

Segundo o estúdio, o local deve ser encarado como um espaço de luto e

reflexão sobre os impactos humanos no planeta. Ele será construído no limiar da orla marítima, sendo acessível apenas por uma passarela de pedestres. Circular, a estrutura consiste numa plataforma com centro vazio e aberta para o oceano.

Sem muros ou paredes, o monumento ofecererá uma experiência de contemplação do tempo e da vida. "O Memorial à Pandemia é um espaço público orientado para a reflexão que,

embora surja pela experiência desta pandemia, tem como objetivo continuar construindo uma consciência coletiva que nos lembre que o Homem não é o centro do ecossistema em que vivemos", define o escritório em um post no Instagram. "Ele estará sempre subordinado à natureza". 

O memorial terá capacidade para receber 300 visitantes por vez, respeitando os protocolos de distanciamento social. No momento, o Gómez Platero está em negociação com o governo uruguaio para escolher um lugar específico para a construção. Estima-se que, após o início das obras, o memorial fique pronto em cerca de seis meses. Todo o investimento será realizado por empresas privadas. 

Via Casa Vogue

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Série Construindo um Espaço - Rodrigo Martins

O Arquiteto Rodrigo Martins lançou no dia 17/08 sua nova série "Construindo um Espaço". De acordo com ele, a série contém 12 episódios, sendo o primeiro já disponível no canal do YouTube do Arquiteto e em seu Instagram.

O episódio 1 aborda reflexões a partir da importância do desenho no dia a dia de um profissional no mundo da Arquitetura. Segundo Rodrigo, " O desenho, definitivamente, é a linguagem do Arquiteto".

Rodrigo Martins analisa de forma irônica percepções sobre o significado do ato de desenhar, a materialização de algo que estava apenas em nossa imagina. Ademais, apresenta desenhos técnicos da sua graduação na Universidade Federal de Goiás (UFG).

Vale o clique!

Instagram do Arquiteto: @omartinsrodrigo


Editor_ Heitor Rocha

Toscana continua a inspirar sonhos de renascimento

Um dos países da Europa mais afetados pelo novo coronavírus, a Itália aos poucos vai retomando o turismo com objetivo de reativar a economia.

O escritório de Turismo da Toscana, uma das regiões mais belas da Itália, lançou uma campanha de promoção direcionada ao mercado italiano num primeiro momento. A ideia é reaquecer o turismo interno – uma das tendências do pós-pandemia.

Numa segunda etapa, a ação se estenderá aos países da Zona de Schengen para depois atingir os mercados fora da Europa, com promoções até 2021.

Um primeiro passo foi dado na semana passada, graças a um comercial lançado na redes sociais. A ação, que lembra a oração ‘De hominis dignitate’, de Pico della Mirandola, apresenta atores-mirins da ‘Companhia dos Meninos’ de Pistoia.

Terra do Renascimento

Mesmo após 500 anos, a Toscana –berço do Renascimento– continua inspirando sonhos de renascimento e regeneração: desta vez voltando-se para turistas que retomam a viagem.

A campanha tem como objetivo apresentar a expressão mais autêntica dos territórios: a beleza generalizada, a capacidade da Toscana de nutrir a alma através das infinitas e surpreendentes formas de suas aldeias, seus muitos destinos turísticos.

Confira mais no site  da Toscana Promozione Turistica. Vale o Clique!

Via Catraca Livre

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

A fotografia de Danilo Vieira.


Fotografia _ Espaço e Tempo _ Danilo Vieira






Conheci o Danilo Vieira na rua, mas não em qualquer rua, foi na Avenida Paulista perto da Casa das Rosas. Vi o Danilo de longe em sua bicicleta cargueiro, fiquei curioso, e ao me aproximar descobri que a bike tinha dezenas de fotografias autorais.


Parei para uma rápida conversa, falei também da minha experiência com a fotografia e logo estávamos a trocar contatos. Sigo o Danilo no Instagram e já comprei um dos seus três ebooks. 

Danilo que originalmente era da área financeira resolveu mudar de profissão. A história completa você confere na bio em seu site que é repleto de matérias super interessantes.

Um último artigo sobre fotografia de rua é muito bacana. Vale a leitura. 

Para saber mais siga o Danilo nas redes sociais e leia seus artigos, e é claro os seus ebooks também.


Editor_ Bráulio Vinícius Ferreira.





sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Livro para colorir


O livro digital Arqguia é uma releitura dos edifícios arquitetônicos simbólicos da cidade do Rio de Janeiro, foi criado pelos arquitetos e urbanistas Douglas Pestana, Isabela Ledo, Lucas Franco e Maria Fernanda Duarte, das equipes Arqguia Rio e MT – Arquitetura.

Disponível para download gratuito nas versões inglês e português, os desenhos vêm acompanhados de código QR que dão acesso direto à descrição da obra no guia online de arquitetura ArqGuia Rio. O livro tem sua proposta baseada na criação de momentos lúdicos e divertidos que façam a integração familiar no período de isolamento social. Além disso o projeto visa atrair o interesse dos menores ao rico patrimônio arquitetônico e cultural carioca.

O site guia conta com uma vasta descrição de diversos edifícios cariocas, havendo também a possibilidade de utilizar um mapa no qual mostra a localização dos tais e suas devidas informações.

Para saber mais e praticar suas técnicas de pintura e enriquecer seu conhecimento sobre o patrimônio arquitetônico do Rio. Vale o clique!

Via ArchDaily

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Eduardo Bilemjian - Goiânia Foto

Imagem 01: Eduardo Bilemjian.






Nascido em Aintap, antiga Armênia, no ano de 1907, Eduardo Bilemjian aprendeu a fotografar aos 15 anos. Inicialmente morou em São Paulo, logo após sua chegada ao Brasil em 1926.









Imagem 02: Cartaz de anunciação de Goiânia.





Em 1935, decidiu vender tudo o que possuía em São Paulo e vir para a nova cidade em construção, Goiânia, após ver um cartaz na Estação da Luz sobre a nova capital de Goiás.






Imagem 03: Antiga residência de Pedro Ludovico Teixeira, atual Museu Pedro Ludovico.




O fotógrafo retratou momentos históricos que abordavam desde o dia a dia dos moradores da cidade, até importantes construções arquitetônicas no estilo Art Déco.

Imagem 04: Assinatura do Decreto n° 1816 que transferiu definitivamente a Capital do Estado de Goiás para Goiânia.




Sabendo da importância de suas fotografias como registro do início da habitação da nova capital, Eduardo Bilemjian procurou Pedro Ludovico, que na época era interventor do Estado de Goiás para o financiamento de um álbum fotográfico da construção de Goiânia, porém o pedido foi recusado.

Sabemos da crescente importância que se tem de preservar memórias. Estruturas como museus, por exemplo, tornam-se indispensáveis para abrigar essas memórias e assim, não serem esquecidas pelas próximas gerações. A população cada vez mais inserida e presente nas mídias sociais, possibilitou que trabalhos, como o do fotógrafo Eduardo Bilemjian, sejam apresentados com facilidade de acesso e aprendizado. Sendo assim, foi criado um perfil para o acervo do primeiro fotógrafo de Goiânia, que leva o nome do ateliê de Bilemjian criado em 1935: Goiânia Foto (Instagram: @goianiafoto) Vale o clique!

Editor___________________________________
Heitor Rocha


Referências_______________________________ Goiânia Foto. Disponível em <https://www.goianiafoto.com.br>
Imagem 01: https://www.goianiafoto.com.br/sobre Imagem 02: https://www.estrategiaconcursos.com.br/blog/conhecimentos-gerais-historia-de-giania-e-do-estado-de-goias/ Imagem 03: https://www.instagram.com/p/BvDWH0un_IL/?igshid=ehfhvvha5q8f Imagem 04: https://www.instagram.com/p/BdOXwUAnVn5/?igshid=sm49hlpzwppn https://www.goianiafoto.com.br/sobre https://peoplepill.com/people/eduardo-bilemjian/ https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Eduardo_Bilemjian

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Jovens constroem minicasas para moradores em situação de rua em Seattle

As minicasas têm se mostrado uma ótima opção para pessoas que querem levar uma vida mais simples ou até mesmo pessoas que têm uma vida simples demais. Desde políticas públicas a pessoas que querem fazer a diferença e ajudar o próximo, moradores em situação de rua ganham novas esperanças.

No ano passado, um grupo jovens construiu, junto com a ONG Sawhorse e alguns profissionais de arquitetura, construção e engenharia, sete minicasa para doar a pessoas em situação de rua da comunidade de Nickelsville, em Seattle, nos Estados Unidos. Tudo isso foi possível por conta de um financiamento coletivo.

Agora o grupo está de volta, com o objetivo de construir mais quatro unidades, que inclui um mini duplex, ideal para famílias.  Como a comunidade de Nickelsville abriga pessoas que passam de três a dezoito meses, as estruturas precisam ser móveis. Além das casas, querem construir uma guarita para segurança. Para tanto, é preciso arrecadar U$21 mil dólares.

O impacto dessa ação vai muito além do óbvio, que muda a vida de quem ganha um teto para dormir. “Primeiro é a experiência que os estudantes ganham sobre morar na rua. Design requer empatia; enquanto constroem uma casa para quem mora na rua, os estudantes precisam pesquisar, entrevistar e se colocar no lugar do outro”, explica Sarah Smith, diretora do programa na ONG Sawhorse Revolution.

Todas estruturas são móveis e construídas com materiais responsáveis, com o mínimo de impacto ambiental possível.

Segundo a ONG, a cidade americana possui seis campos oficiais que promovem espaço seguro para pessoas em situação de rua conviverem até que consigam encontrar casas apropriadas para moradia.

terça-feira, 18 de agosto de 2020

A capital colonial

Ao comemorar 60 anos, Brasília tem a oportunidade de se inspirar nos movimentos antirracistas e anticoloniais que, mundo afora, têm contestado a monumentalidade da história oficial, para se confrontar com a memorialização do colonialismo em sua própria paisagem urbana. Ao invés de eventos comemorativos que reiteram histórias oficiais, celebrando a cidade como marco bandeirante da modernidade nacional, deveríamos fazer uma pausa – ademais imposta pela pandemia – para refletir sobre como certas memórias são eternizadas, enquanto outras são apagadas, e, então, traçar novas
cartografias memoriais no tecido urbano da capital.

Narrativas visuais comunicadas por meio de arquivos, da arte e da arquitetura devem ser desconstruídas e ressignificadas por um amplo debate com os mais diversos segmentos da sociedade, principalmente aqueles cujas memórias foram negligenciadas (e não monumentalizadas). Nesse sentido, não é suficiente promover “narrativas plurais” dos monumentos, pois não se trata de uma questão de diferentes

perspectivas sobre a história, mas sim de reparação histórica.

“Ergue-se a cruz no planalto”

“Escolhi a data de 3 de maio por me parecer a mais expressiva, já que recordava a missa mandada dizer por Pedro Álvares Cabral,” escreveu Juscelino Kubitschek em Porque Construí Brasília (Bloch, 1975) a respeito da missa celebrada em 1957 para marcar a fundação do canteiro de obras da nova capital federal. “As duas cerimônias se equivaliam em simbolismo.” Direto do Vaticano, o papa Pio XII enviou uma mensagem especial para marcar a ocasião, como informa a revista Brasília no 5, de maio de 1957: “No dia do aniversário da descoberta e da primeira missa nas terras de Santa Cruz, muito nos agrada que tão fausta data seja recordada com a celebração da primeira missa em Brasília.”

Marco histórico da construção da nova capital, a “Primeira Missa em Brasília” foi cuidadosamente arquitetada para evocar aquela celebrada em 1500 pela armada de Cabral na praia da Coroa Vermelha, no litoral sul da Bahia, cerimônia que marcou simbolicamente a tomada de posse dos territórios ameríndios pela coroa portuguesa. O intuito não era tanto reencenar o evento em si, mas uma imagem do evento, imortalizada na tela Primeira missa no Brasil, do pintor Victor Meirelles, de 1861. Na pintura, vemos uma grande cruz feita com troncos de árvores no primeiro plano da composição. Orando a seu redor, estão os colonizadores, e, no plano inferior da imagem, uma multidão indígena observa a cena com um misto de espanto, pavor e reverência. A natureza selvagem dos trópicos emoldura todo o conjunto.

Para atingir esse efeito pictórico, toda uma mise-en-scène foi criada no canteiro de obras de Brasília. Projetado por Oscar Niemeyer, o altar era rústico e minimalista, com estruturas de madeira e uma cobertura de lona tensionada, evocando o ambiente “primitivo” da conquista colonial – como um acampamento de tropeiros bandeirantes. Uma grande cruz de madeira erguia-se por cima da tenda, definindo um marco vertical contra o cerrado planaltino e demarcando a posse do território, como outrora fizeram os conquistadores europeus. Autoridades políticas, religiosas e militares de todas as regiões do Brasil estavam presentes, e, para completar a encenação, Kubitschek ordenou que a Força Aérea Brasileira trouxesse uma comitiva de cerca de 20 indígenas Karajá da ilha do Bananal. “Com seus traços e adornos característicos” – noticiou a revista Brasília, meio de propaganda oficial do governo, em maio de 1957 –, “constituíram a nota pitoresca da cerimônia.”

Para coferir matéria completa, Vale o Clique!

Via ArchDaily

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

CAU divulga pesquisa sobre desigualdade de gênero na arquitetura e urbanismo

A Comissão Temporária de Equidade de Gênero do CAU/BR divulgou em 31 de julho, durante a 103ª Plenária Ordinária, o 1º Diagnóstico de “Gênero na Arquitetura e Urbanismo”. Realizado on-line, de julho de 2019 a fevereiro de 2020, o levantamento foi respondido por 987 profissionais, sendo 767 mulheres e 208 homens, com uma margem de erro de 3,11%, para mais ou para menos.

Do total dos entrevistados, 82% das mulheres e 65% dos homens afirmaram que o CAU/BR deve

promover a equidade de gênero. Em resposta, o Conselho instituiu, após a divulgação do 1º Diagnóstico, a Comissão Temporária de Política para a Equidade de Gênero e deliberou por incluir na “Carta à Sociedade e aos Candidatos nas Eleições Municipais de 2020”, propostas para a promoção da igualdade entre homens e mulheres.

Os dados do 1º Diagnóstico, apesar de não surpreenderem, pois se assemelham ao retrato da

desigualdade de gênero que caracteriza a sociedade brasileira, sinalizam a urgência de se efetivar políticas e ações que primem pela igualdade em todas as instâncias da Arquitetura e Urbanismo. Demonstra, ainda, que o debate sobre a inequidade de gênero extrapola os limites da profissão e precisa ser levado para outras instâncias da sociedade.

Números extraídos do SICCAU revelam que, do total dos arquitetos e

arquitetas e urbanista ativos, as mulheres são maioria em todos os Estados brasileiros, sendo que em 22 deles o percentual aumentou no último ano. Do total dos entrevistados no 1º Diagnóstico, quase 80% são brancos; 13,81% pardos; 4,33% negros; 1,75% orientais e 0,21% indígenas.

O levantamento realizou um recorte racial relacionado a tipos de assédio (sexual e moral); violência sexual e discriminação de gênero no trabalho, revelando a maior inequidade de todo o diagnóstico: 59% das mulheres negras entrevistadas declararam sofrer discriminação de gênero, contra 8% dos homens brancos; 47% delas foram assediadas moralmente e 21% enfrentaram o assédio sexual, que “é qualquer ato sexual ou tentativa de obtenção de ato sexual por violência ou coerção, comentários ou investidas sexuais indesejadas”.

Mais detalhes, Vale o Clique!

Via ArchDaily

domingo, 16 de agosto de 2020

Porto Alegre quer transformar áreas ociosas em espaços sustentáveis de convivência


Transformar áreas públicas ociosas de até 500 m² em espaços sustentáveis de lazer, convivência e contato com a natureza. É isto que prevê o Decreto dos Terrários Urbanos da prefeitura, publicado em edição extra do Diário Oficial Oficial Porto Alegre (Dopa) de sexta-feira, 10 de julho, que estimula a ativação de áreas públicas residuais com serviços e comércio.

Inspirados no modelo de pocketparks (mini parques) de Nova Iorque, o prefeito Nelson Marchezan Júnior explica que os Terrários Urbanos têm como objetivo transformar áreas sem uso e com baixo valor comercial em locais que atraiam a população.

Porto Alegre possui cerca de 300 áreas residuais ociosas de propriedade municipal. Por não estarem sendo utilizados, estes espaços muitas vezes são invadidos ou usados para descarte irregular de resíduos. Assim como os parklets, pretendemos ressignificar a relação das pessoas com a cidade e incentivar o empreendedorismo e a geração de emprego e renda a partir do lançamento de editais para ativação destas áreas – Prefeito Nelson Marchezan Júnior.

Para o secretário Municipal do Meio Ambiente e da Sustentabilidade, Germano Bremm, a proposta cria uma nova opção para a qualificação da paisagem urbana de Porto Alegre, atendendo a princípios de sustentabilidade e às diretrizes da política urbana do Plano Diretor. “A ideia é poder dar um uso para aquelas sobras de terreno existentes na cidade e que possuem potencial de gerar uma ativação do espaço público. O Poder Público permitirá o uso do espaço, que será de livre acesso da população. Em contrapartida, o permissionário arcará com os custos de manutenção do espaço, que será por ele vitalizado”, explica.

Conforme o decreto, o Terrário Urbano é composto de espaço aberto e fechado e pode ter área total de até 500 m². Os projetos deverão contemplar medidas de sustentabilidade, com utilização de materiais construtivos, mobiliário urbano e demais equipamentos fabricados com materiais ecológicos; plantio de flora nativa do Estado; uso racional da água por meio de sistemas de irrigação eficientes ou reuso; utilização de formas alternativas de energia; medidas que visem à redução da formação de ilhas de calor, como paredes e telhados verdes e uso de formas alternativas de drenagem, como jardins de chuva.

Além de contribuírem para evitar a impermeabilização do solo, colaborando para o sistema de drenagem, a idealizadora do projeto, arquiteta Natércia Domingos, explica que os terrários também podem contribuir com o aumento da segurança urbana, pois estimulam o fluxo de pessoas em áreas sem utilização. “Ao fazer uso de áreas até então abandonadas, a implementação destes pequenos jardins no meio urbano não só possibilita a ativação dos espaços públicos, como se torna um importante elemento de conectividade entre as pessoas e a natureza”, esclarece.

Sem data definida para o lançamento, a primeira área ociosa que deve ter edital piloto de permissão de uso é o localizado na avenida Lucas de Oliveira, 1.831.

Pacto Alegre – Resultado da parceria entre poder público, Unisinos, Ufrgs, Pucrs, sociedade e iniciativa privada para tornar a capital gaúcha referência em inovação e qualidade de vida, o convênio possibilitou a construção da modelagem econômica do projeto. A partir de workshops, servidores da Smams foram capacitados gratuitamente pela empresa IXL Center Consultoria a fim de definir a aplicabilidade da proposta junto ao mercado. As permissões de uso serão viabilizadas por meio de concorrência pública, ainda a serem anunciadas.

Via The Greenest Post

sábado, 15 de agosto de 2020

Inaugurado viaduto de travessia de animais na Reserva Biológica de Poço das Antas

 

Acaba de ser inaugurado o viaduto vegetado criado para conectar a Reserva Biológica de Poço das Antas com a faixa de Mata Atlântica do outro lado da BR-101. A via foi duplicada e a implementação de passagens de fauna era parte das obrigações para a concessão de licença da obra.

O viaduto vegetado vai servir de travessia principalmente para as espécies de Mico-Leão-Dourado que vivem na região. “É muito importante que a população de micos da reserva possa atravessar para evitar isolamento genético”, comentou Luis Paulo Ferraz, diretor da Associação, em defesa dos animais, responsável por realizar uma série de discussões e acordos para a existência do projeto.

Também foram construídas passagens subterrâneas para a fauna terrestre.

Reportagem da Agência Brasil ressalta que outros problemas ainda precisam ser resolvidos. “Entre o viaduto e a reserva, há uma faixa de cerca de 25 metros, por onde passam gasodutos da Petrobras. Já há conversas com a estatal sobre como ligar o viaduto à área florestada da reserva e uma das ideias é plantar árvores em ambas as margens da faixa de gasodutos e conectar as copas dessas plantas com pontes de cordas e madeira”, afirma a matéria.

Benefícios

Também chamadas de “pontes vivas”, estas passagens verdes permitem que os animais circulem com segurança em seus habitats. Isso é extremamente importante, uma vez que o número de animais silvestres que morrem por atropelamento é assustador. Só para se ter uma ideia, a média é de um óbito a cada 15 segundos.

Os viadutos vegetados ainda contribuem para reduzir as emissões de carbono dos automóveis, além de embelezar a paisagem.

Esse foi o primeiro de dois viadutos previstos para o local, mas não o primeiro da história do Brasil, confira: 1º viaduto para travessia de animais é construído no Pará.

Via Ciclo Vivo

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Brasileiro ganha prêmio de design com nova embalagem para pasta de dente

Allan Gomes, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), liderou um projeto acadêmico para redesenhar embalagens de um dos produtos mais populares na nossa rotina de higiene: a pasta de dentes. O resultado foi um produto mais sustentável e fácil de manusear, transportar e expor.

Pelo projeto, ele foi premiado com o BEYONDPLASTIC Awards de 2020, prêmio mundial de design que reconhece ideias que eliminam o plástico de uso único, embalagens desnecessárias e soluções inovadoras e elegantes para um mundo com
menos resíduos e gases do efeito estufa.

“O prêmio é dirigido a estudantes, designers, engenheiros, inventores, pesquisadores, inventores e artistas – todas as pessoas que desenvolvem novas ideias, conceitos, prototipos e soluções para eliminar embalagens e plásticos de uso único”, explica Ulrich Krzyminski, idealizador do prêmio e fundador do site e projeto beyondplastic.net.

Criação brasileira
A primeira medida de Allan foi eliminar a caixa de papelão que
envolve os tubos. Com isso evita-se o desperdício de material e de recursos naturais usados para a sua produção. Ao invés de um tubo dentro de uma caixa, a proposta é que seja apenas um tubo durável que pode ser transportado sem o risco de romper no transporte ou prejudicar o conteúdo.

As cores também foram repensadas para evitar o uso de tintas que muitas vezes são nocivas ao meio ambiente por usarem corantes tóxicos em sua formulação. O visual apresentado está de acordo com a proposta, fazendo referência a elementos mais naturais.

Sustentável e biodegradável
Allan deu o nome de Coolpaste ao produto, cujo desenvolvimento teve como base o design do creme dental da Colgate. Além de ser reciclável, a embalagem do creme dental é também biodegradável. Uma solução para questões logísticas e ambientais de marcas comerciais que estão hoje no mercado.

Nas prateleiras de supermercados e farmácias, a sugestão é que os tubos de Coolpaste sejam penduradas por um furo que faz parte do projeto da embalagem, garantindo a facilidade para que os consumidores e comerciantes manipulem o produto.

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Nova célula solar fotovoltaica gera energia com luz e sombra

Um time de cientistas da Universidade Nacional de Singapura desenvolveu um novo tipo de célula solar que usa o contraste de sombra e luz para gerar eletricidade. Para isso, eles depositaram uma camada superfina de ouro sobre o silício, semicondutor utilizado nas células que já compõem o kit de energia solar atual para casas e empresas. A luz que brilha no silício energiza seus elétrons, enquanto a camada de ouro produz uma corrente elétrica quando parte do dispositivo está na sombra.

O time, liderado pelo Dr. Swee Ching Tan, chamou o dispositivo de “gerador de energia por efeito sombra” (SEG, na sigla em inglês), conforme explicam no artigo científico publicado no jornal acadêmico Energy & Environmental Science.

Excitados pelos fótons da luz do sol, os elétrons migram do silício para o ouro. Quando parte da célula está encoberta, a voltagem na parte iluminada aumenta e os elétrons migram para a parte sombreada através de um circuito externo, o que cria a corrente elétrica.

“O contraste na iluminação induz uma diferença de tensão entre a sombra e as seções iluminadas e, como resultado, obtemos uma corrente elétrica”, explica Tan.

De acordo com o artigo, a célula SEG precisa estar ao mesmo tempo sob a luz e a sombra para que funcione, e não apresenta resultado se apenas iluminada ou encoberta.

No entanto, a nova tecnologia pode ser uma ótima solução para as instalações de sistemas que, dependendo da localização, podem sofrer com problemas de sombreamento, como em telhados próximos a prédios ou árvores.

“Nos painéis fotovoltaicos convencionais as sombras têm um efeito negativo, pois reduz o desempenho dos dispositivos. Com este trabalho, capitalizamos o contraste de iluminação causado pelas sombras como fonte indireta de energia”, avalia Tan.

Segundo o time, os experimentos em laboratório mostraram que as células SEG são duas vezes mais eficientes que as células de silício tradicional, desde que constantemente sob a mesma quantidade de luz e sombra.

Além disso, os cientistas garantem que as placas fabricadas com as novas células têm custo mais baixo de produção que as placas tradicionais. “O processo de fabricação é muito mais simples, é apenas uma etapa”, afirma Tan.

As finas lâminas de silício e ouro são depositadas sobre um plástico filme transparente, o que torna a nova célula flexível e aumenta a sua gama de aplicações.

Embora promissora, a tecnologia ainda apresenta baixa eficiência na geração de energia. Em uma simulação com iluminação interna, a energia gerada pela célula SEG foi de apenas 1,2 volts, capaz de alimentar um relógio digital.

“Isso levará vários anos para amadurecer. Portanto, este é apenas o primeiro protótipo. Então você ainda tem muito trabalho a ser feito para melhorar ainda mais a eficiência ”, disse Tan.